Procura por armas no Recife começa a esquentar

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Logo após o presidente Jair Bolsonaro alterar o decreto sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição no Brasil, na última terça-feira (15), a loja Gatilho, no Pina, Zona Sul do Recife, viu os telefonemas de possíveis clientes da empresa dispararem. “Temos uma média de 20 a 30 ligações por dia, mas da terça para a quarta passamos de 200 ligações”, afirma o dono da loja especializada na venda de armas, Thiago Suassuna, 36 anos, ao JC Online.

Para atender a demanda, foi preciso até contratar uma pessoa às pressas. “Esperamos agora que essa procura se transforme em compra. Vendemos em média 25 armas por mês, e a expectativa é quase dobrar esse número em 2019”, diz Suassuna, que vende armas de R$ 2,9 mil a R$ 7 mil. Assim como ele, outros representantes do setor acreditam num crescimento do comércio de armamentos no País, mas de forma gradual num ritmo de 25% ao ano. Alguns até criticam o conteúdo do decreto tido como uma das principais promessas de campanha do presidente, já que, para o mercado, na prática, a mudança se dá apenas em relação à derrubada do “poder subjetivo” dado aos delegados federais para indeferir um pedido de registro de posse.

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