A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco esteve reunida nesta quinta (27) onde julgou Auditoria Especial de Conformidade realizada na Prefeitura Municipal de Tabira, referente ao exercício financeiro de 2025, com objetivo de analisar os procedimentos administrativos relativos à contratação e execução dos serviços de transporte escolar, com ênfase na verificação das rotas realizadas e pagas.
No julgamento, a Segunda Câmara, à unanimidade, julgou regular com ressalvas o objeto do presente processo de Auditoria Especial – Conformidade. Ainda fez determinação e recomendação à gestão municipal.
A Frente Popular de Pernambuco, coligação que apoia a candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco, anunciou nesta quinta-feira (27) que vai apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), por supostos abusos de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e condutas vedadas a agentes públicos.
A ação reúne cinco eixos de acusações contra a gestão estadual e a candidatura da governadora, incluindo o uso de ônibus públicos na convenção do PSD, o episódio da “arapongagem” contra um secretário da Prefeitura do Recife, a utilização de uma aeronave do Estado, gastos e veiculação de publicidade institucional e o suposto “gabinete do ódio” revelado em reportagem da TV Record.
A AIJE será apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) com fundamento no artigo 22 da Lei Complementar nº 64/1990, que prevê a apuração de abuso de poder econômico ou de autoridade e do uso indevido dos meios de comunicação em benefício de candidaturas.
O departamento jurídico da Frente Popular informou ainda que pretende levar os fatos ao Ministério Público Estadual (MPPE), Ministério Público Eleitoral (MPE), Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e Caixa Econômica Federal. Até o momento da coletiva, as medidas ainda não haviam sido protocoladas.
A coletiva foi convocada dois dias após a divulgação da reportagem da TV Record sobre uma suposta rede de páginas e perfis utilizada para atacar João Campos e que teria relação com contratos de publicidade do Governo de Pernambuco.
A reportagem da TV Record afirmou que o caso já estaria sob investigação da Polícia Federal. Procuradas pelo Jornal do Commercio, as superintendências da PF em Pernambuco e em Brasília informaram não ter localizado registro de investigação ou inquérito aberto sobre o episódio.
Questionado pelo JC, o advogado Rafael Carneiro, que integra a equipe jurídica da Frente Popular, afirmou que a própria coligação ainda pretende procurar a Polícia Federal.
“Os fatos são muito graves e eles seguramente serão investigados. Nós vamos procurar a Polícia Federal e buscar colaborar com a investigação”, afirmou.
AIJE reúne cinco eixos
De acordo com Rafael Carneiro, o primeiro eixo trata da suposta utilização de ônibus escolares públicos para transportar militantes à convenção que homologou a candidatura de Raquel à reeleição, realizada em 2 de agosto, no Bairro do Recife.
O segundo eixo retoma o caso classificado pela oposição como “arapongagem”. A acusação da Frente Popular é de que a estrutura de inteligência e integrantes da Polícia Civil teriam sido utilizados para monitorar clandestinamente um secretário da Prefeitura do Recife e o irmão dele, sem autorização judicial.
O terceiro eixo questiona a utilização de uma aeronave adquirida pelo Governo de Pernambuco por cerca de R$ 64 milhões. O equipamento foi comprado para missões como transporte de pacientes e órgãos e operações aeromédicas. A coligação afirma ter identificado deslocamentos da governadora para atividades político-partidárias e sustenta que houve desvirtuamento da finalidade do bem público.
O quarto eixo reúne questionamentos sobre a publicidade institucional do Governo do Estado. A equipe jurídica da Frente Popular afirma que houve uma extrapolação de aproximadamente R$ 5 milhões no limite de despesas com publicidade permitido para o primeiro semestre do ano eleitoral.
O quinto eixo da AIJE concentra as acusações sobre a existência de uma suposta rede coordenada de páginas, perfis e operadores digitais que atuaria contra João Campos com financiamento proveniente de recursos públicos.
A argumentação da Frente Popular se apoia, entre outros elementos, na reportagem da Record e em um vídeo de Amisadai Andrade da Silva, servidor da Caixa Econômica Federal que estava cedido ao Governo de Pernambuco e ocupava o cargo de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco. Amisadai foi exonerado na quarta-feira (26), um dia depois da exibição da reportagem.
No vídeo divulgado pela emissora, o então servidor afirma que o Governo do Estado teria enxergado o grupo do qual fazia parte como um “canal” para tentar “desidratar” João Campos politicamente.
Campanha de Raquel rebate acusações
Em nota, a campanha de Raquel Lyra afirmou que a Frente Popular anunciou ações que ainda não foram protocoladas e classificou as acusações como baseadas em uma “denúncia sem provas”.
A campanha também afirmou que a governadora determinou a exoneração de Amisadai Andrade da Silva e a apuração dos fatos após a divulgação do caso.
“A tentativa de transformar acusação em fato, sem prova e no calendário eleitoral, será enfrentada onde deve ser: na Justiça”, diz a nota.
Segundo a campanha, advogados já estão sendo acionados para responsabilizar quem, na avaliação do grupo de Raquel, “constrói e propaga mentiras contra a governadora”.
Confira a nota na íntegra:
“NOTA DA CAMPANHA — RAQUEL LYRA GOVERNADORA
A poucas semanas da eleição, o PSB continua usando suas velhas práticas, trocando o debate de propostas por uma coletiva de acusações. Anuncia ações que ainda não existem, baseadas numa denúncia sem provas. Quem tem trabalho a mostrar mostra trabalho; quem não tem convoca a imprensa para anunciar processos.
A campanha de Raquel Lyra é feita à luz do dia, com nome, rosto e assinatura. Foi a governadora quem, diante da conduta de um servidor, determinou sua exoneração imediata e a apuração dos fatos. É assim que age quem não tem nada a esconder: aponta o erro e apura, não terceiriza ataques nas sombras.
A tentativa de transformar acusação em fato, sem prova e no calendário eleitoral, será enfrentada onde deve ser: na Justiça. A campanha já aciona seus advogados para responsabilizar quem constrói e propaga mentiras contra a governadora. Difamar é crime, e será tratado como tal.
Enquanto o adversário fala de ódio, Raquel Lyra segue falando com coração e, acima de tudo, trabalhando para continuar mudando a vida das pessoas.”
O Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) pediu, nesta quarta-feira (26), a impugnação de dez candidaturas, por supostas irregularidades, para as eleições deste ano em Pernambuco. Do total, oito são referentes a ex-prefeitos que teriam falhas no processo de prestação de contas do período em que atuavam como gestores municipais.
As Ações de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC), movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-PE), envolvem oito postulantes ao cargo de deputado federal e outros dois para estadual. Os pedidos ainda não foram julgados.
A lista inclui os nomes de Keko do Armazém (PSDB), ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho); Izaias Regis (PSD), ex-prefeito de Garanhuns; Yves Ribeiro (MDB), ex-prefeito de Paulista, e Luciano Duque (Podemos), ex-prefeito de Serra Talhada.
Também foram alvo de pedido de impugnação as candidaturas de Judite Botafogo (PSD), ex-prefeita de Lagoa do Carro; Humberto Mendes, (Republicanos), ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vista; Joamy Alves, (PSD), ex-prefeito de Araçoiaba.
Entre os gestores, apenas Luciano Duque tenta uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), enquanto os demais concorrem a federal.
Impugnação
O MP Eleitoral também solicita a impugnação da candidatura de Betinho Gomes (Republicanos), que não pagou a multa estabelecida pela Justiça Eleitoral após ser condenado por propaganda eleitoral ilícita, e de Sargento Nadelson (Republicanos), demitido da Polícia Militar após processo administrativo disciplinar.
Ambos buscam uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília. A candidata a deputada estadual Jacy Modas (Avante) também teve o registro questionado, mas renunciou ao pleito antes do julgamento.
De acordo com o calendário eleitoral deste ano, o resultado dos julgamentos deve ser anunciado até 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O prazo limite é estabelecido em função da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais pelo TSE, quando não é possível realizar alterações posteriores nas candidaturas registradas.
A análise sobre as impugnações ficará a cargo do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que também ouvirá os argumentos apresentados pelas defesas.
Além de deferir ou indeferir a candidatura, o tribunal também pode classificar o registro como “sub judice”, quando os prazos iniciais são ultrapassados. Neste caso, o candidato participa do pleito, mas o julgamento permanece em andamento na corte.
Pernambuco subiu duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, passando da 19ª para a 17ª colocação nacional. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria. Com o avanço, o estado passa a ser o quinto mais competitivo do Nordeste.
O principal destaque de Pernambuco em 2026 foi o pilar de Potencial de Mercado. O estado ganhou nove posições e saiu do 26º lugar, penúltima colocação entre as 27 unidades da federação, para o 17º lugar nacional, o maior crescimento entre os dez pilares avaliados no levantamento.
Pernambuco também avançou quatro colocações em Segurança Pública, saindo do 21º para o 17º lugar. É a melhor posição do estado no pilar desde o início da série histórica, que começa em 2016.
Contas públicas
Nos pilares ligados à gestão pública, os avanços foram mais discretos, mas seguem na mesma direção. Solidez Fiscal subiu duas posições, para o 12º lugar nacional, enquanto Eficiência da Máquina Pública e Capital Humano avançaram uma colocação cada, alcançando o 14º e o 25º lugar, respectivamente. O conjunto mostra que Pernambuco também vem ganhando terreno onde as mudanças costumam ser mais lentas, na organização das contas públicas e na qualificação da gestão.
Ao todo, Pernambuco melhorou sua posição em cinco dos dez pilares avaliados. Foram avanços de nove posições em Potencial de Mercado, quatro em Segurança Pública, duas em Solidez Fiscal e uma tanto em Eficiência da Máquina Pública quanto em Capital Humano.
Melhores notas
Entre as melhores colocações do estado em 2026 estão Inovação, na 11ª posição nacional, Educação e Solidez Fiscal, ambos no 12º lugar, Eficiência da Máquina Pública, na 14ª posição, e Infraestrutura, na 15ª. Pernambuco recuou uma colocação em Inovação, mas segue próximo do grupo dos dez estados mais bem posicionados do país no pilar.
A melhora de 2026 interrompe um período de estagnação. No ranking anterior, divulgado em 2025, Pernambuco havia permanecido na 19ª posição, mesmo com avanços pontuais em pilares como solidez fiscal, infraestrutura, segurança pública e educação.
O Ranking de Competitividade dos Estados está na 15ª edição e avalia as 27 unidades da federação a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos. Os resultados completos foram apresentados nesta quinta-feira (27), durante o evento oficial de lançamento do ranking, em São Paulo.
Recife segue como o município mais competitivo de Pernambuco, na 69ª colocação nacional no Ranking de Competitividade dos Municípios 2026. Os maiores avanços do estado nesta edição, porém, vêm do interior, puxados por Belo Jardim, Serra Talhada e Goiana. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (27), durante evento de lançamento em São Paulo, promovido pelo CLP (Centro de Liderança Pública) em parceria com a Gove Digital.
Além da capital, 10 municípios pernambucanos aparecem entre os mais competitivos do país. Estão entre eles Serra Talhada (171º), Belo Jardim (201º), Caruaru (204º), Petrolina (234º), Abreu e Lima (239º), Santa Cruz do Capibaribe (258º), Garanhuns (272º), Carpina (274º), Ipojuca (279º) e Vitória de Santo Antão (283º).
Maior salto e melhor marca Belo Jardim teve o maior crescimento entre os municípios pernambucanos nesta edição. A cidade subiu 63 posições e alcançou o 201º lugar nacional. Serra Talhada avançou 51 posições e chegou ao 171º lugar, a melhor colocação do município desde o início da série histórica do ranking.
Também se destacaram Carpina, Arcoverde, Santa Cruz do Capibaribe, Petrolina e Caruaru, todos com saltos relevantes na classificação geral. Carpina subiu 50 posições, Arcoverde avançou 49, Santa Cruz do Capibaribe ganhou 45, Petrolina somou 25 e Caruaru avançou 21. O conjunto mostra um movimento distribuído por diferentes regiões do estado, e não concentrado em um único polo.
Referências nacionais
Pernambuco também aparece entre os melhores do país em pilares específicos. Goiana ocupa a 1ª colocação nacional em Acesso à Saúde, resultado que consolida o município como referência no setor. Santa Cruz do Capibaribe está em 7º lugar em Meio Ambiente, enquanto Belo Jardim figura na 8ª posição em Telecomunicações e também aparece entre os 25 melhores do país em Meio Ambiente, na 23ª colocação.
Os resultados reforçam a diversidade de fortalezas do estado. Enquanto Recife segue como referência regional em competitividade, os municípios do interior vêm ampliando seu protagonismo em áreas como saúde, meio ambiente, telecomunicações e gestão pública, o que torna Pernambuco um dos principais polos de boas práticas municipais do Nordeste.
Para o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, os dados do ranking servem de instrumento de gestão. “Uma cidade competitiva é aquela que consegue transformar dados em políticas públicas capazes de melhorar a vida das pessoas. O Ranking permite identificar onde cada município está avançando e onde ainda existem oportunidades de melhoria, oferecendo aos gestores um diagnóstico consistente para apoiar a tomada de decisão baseada em evidências”, afirma.
Entenda o ranking
O Ranking de Competitividade dos Municípios chega à 7ª edição e avalia 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes, a partir de 65 indicadores organizados em 13 pilares temáticos. Nesta edição, passaram a integrar o levantamento 5 novos municípios, Cratéus (CE), Goianira (GO), Horizonte (CE), Lagoa Santa (MG) e Tefé (AM).
Para garantir a organização da XXIII Exposição Regional de Animais do Vale do Moxotó, que ocorrerá entre os dias 9 e 13 de setembro no Parque Zé do Povo e no Parque de Exposições, órgãos municipais e Polícia Militar e Polícia Civil de Custódia firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), comprometendo-se a garantir o acatamento de diretrizes e obrigações para a realização do evento.
A Prefeitura de Custódia compromete-se a cumprir os horários de encerramento do evento previstos para cada dia, instalar posto médico para atendimentos de emergência, disponibilizar banheiros químicos em quantia proporcional ao público e a proibir a entrada de pessoas portando qualquer adereço que dificulte a identificação facial ou de coolers e recipientes afins. Também é de responsabilidade municipal garantir o fornecimento de bebidas apenas em recipientes descartáveis, a limpeza urbana total do recinto após o fim do evento e a montagem das estruturas seja realizada com antecedência mínima de 48h antes do início dos shows, devendo ser acompanhadas pelas Anotações de Responsabilidade Técnica (ART/CREA).
Foi estabelecido que as atividades de comércio no local ou nos arredores do evento deverão encerrar em conjunto com a festa e que todos os estabelecimentos comerciais no município deverão fechar 30 minutos após a conclusão do evento, exceto no dia 10 de setembro, onde deverão fechar à 1h da manhã.
Ficará o organizador do evento responsável por entregar as instalações 24h antes do evento e com sistemas preventivos de segurança aprovados pelo Projeto Contra Incêndio e Pânico (PCI), solicitar a participação da Neoenergia para fiscalizar instalações elétricas que fizerem uso da rede pública, orientar as empresas e prestadores de serviços contratados a seguirem as normas de segurança do Corpo de Bombeiros, estando de acordo com o PCI e a solicitar a vistoria do CREA-PE para fins de avaliação da montagem, desmontagem e estrutura presente em todo o festival.
Será de responsabilidade da Polícia Militar em conjunto com o Batalhão de Especializamento com Armas e Mapas (BEPI) planejar e executar o policiamento ostensivo e preventivo nos locais de evento e vias de acesso durante o período da festividade, mantendo o efetivo em pontos estratégicos até a completa dispersão do público.
O Corpo de Bombeiros Militar e o Centro de Atividades Técnicas (Satec) deverão realizar vistorias preventivas nas estruturas, emitir o Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros antes da abertura do evento ao público e manter posto de combate a incêndio e resgate em regime de prontidão operacional durante os horários de maior fluxo popular.
A Polícia Civil será responsável por manter a Delegacia de Polícia Local em regime de plantão de 24h, assegurar o registro imediato de ocorrências e atuar de forma integrada com os demais órgãos na repressão a infrações penais.
Caberá ao Conselho Tutelar e a Vigilância Sanitária fiscalizar as condições de manuseio e conservação das bebidas ou alimentos comercializados e a proibição de fornecimento de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes.
A inobservância ao horário de encerramento do festival acarretará em uma multa de R$ 5 mil por 10 minutos ou fração excedida. O descumprimento de qualquer outra cláusula terá como multa R$ 30 mil.
Nove policiais militares foram excluídos da corporação após crimes cometidos em Pernambuco, segundo decisões publicadas no Diário Oficial do Estado, nesta quarta-feira (26). As punições tiveram como base investigações conduzidas pela Corregedoria da Secretaria da Secretaria de Defesa Social (SDS).
As portarias foram assinadas pelo secretário Alessandro Carvalho. Um dos punidos com a exclusão foi o 2º sargento Luiz Carlos da Silva, condenado a oito anos e três meses de prisão por homicídio qualificado. O crime ocorreu em um bar no município de Caruaru em 26 de junho de 2021.
O segundo foi o 1º sargento Samuel do Carmo Santos. A SDS afirmou, em portaria, que ele foi investigado por agredir a filha com socos, puxões de cabelo e coronhadas. Ele estaria sob efeito de bebida alcoólica no momento da violência, em 27 de maio de 2025.
O terceiro foi o cabo José Pedro da Silva Filho, condenado a 14 anos de prisão também por homicídio qualificado. A portaria não detalha o crime.
O quarto foi o soldado Joilton Feitosa de Souza, preso em flagrante ao tentar fraudar o concurso público para a Guarda Municipal de Petrolina ocorrido em 30 de junho de 2019.
O quinto foi o cabo Cristiano José dos Santos, acusado de fugir do Centro de Reeducação da Polícia Militar, em Abreu e Lima, em 21 de dezembro de 2022, onde estava recolhido por força de mandado de prisão preventiva.
O sexto foi o 3º sargento Jean Teixeira de Lima, acusado de praticar atos libidinosos com uma jovem portadora de transtorno do espectro autista na residência dele, em Olinda, no Grande Recife, ao longo de 2019.
O sétimo excluído da corporação foi o 2º sargento Diego Armando Oliveira. A SDS afirmou, na portaria, que ele foi flagrado pela polícia recebendo pedras de crack de uma traficante de drogas.
O oitavo foi o soldado José Mário Augusto da Silva, acusado de manter vínculo com integrantes de uma organização criminosa, “com participação, ainda que indireta, em atividades relacionadas ao levantamento de informações acerca de possíveis vítimas”.
A última punição de exclusão foi para a soldado Patrícia do Nascimento Queiroz, acusada de participar de roubos e ocultar veículos roubados. “Comportamento incompatível com os valores exigidos pela corporação”, disse o secretário, em portaria.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (26), que tomará as “medidas cabíveis” e que não se deixará “contaminar com informações falsas” após a reportagem exibida pela TV Record sobre a investigação da Polícia Federal diante de um suposto “gabinete do ódio” que seria executado pela sua gestão contra o também candidato João Campos (PSB).
Em fala à imprensa durante uma panfletagem na Avenida Agamenon Magalhães, no Derby, no Recife, Raquel negou as acusações apresentadas na reportagem.
“Vocês conhecem muito bem as velhas práticas que hoje o PSB lidera, se apresentando como nova política. Eu não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui, de defesa incansável da democracia, de quem veio antes de nós, e eu sempre lutei por isso”.
Raquel assegurou que ela e seu time de campanha estarão “atentos para permitir que a população exerça livremente o voto”, sem a interferência do que classificou como “informações que não são verídicas” divulgadas pela chapa concorrente.
A declaração foi feita poucas horas depois de o Governo de Pernambuco publicar, no Diário Oficial do Estado, a exoneração de Amisadai Andrade da Silva do cargo de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, da Secretaria de Turismo e Lazer.
O servidor foi citado na reportagem exibida pela Record na noite da terça-feira (25), que apontou a existência de uma suposta rede coordenada de páginas e perfis nas redes sociais voltada a ataques contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e outros adversários da governadora.
Ao comentar diretamente a situação de Amisadai, Raquel confirmou a exoneração e afirmou que providências serão adotadas.
“A respeito do servidor referido na reportagem, tenho a dizer que ele está exonerado. Tenho notícia do que foi falado, mas acredito que não devemos nos contaminar com informações falsas, mas medidas cabíveis serão tomadas. Farei uma campanha limpa, transparente, e com o olho no olho, para mostrar tudo o que fizemos e o que vamos fazer”, completou Raquel.
O Governo de Pernambuco exonerou, nesta quarta-feira (26), Amisadai Andrade da Silva do cargo em comissão de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, da Secretaria de Turismo e Lazer. A exoneração foi feita um dia após o servidor ser citado em reportagem exibida em rede nacional pela TV Record, que apontou a existência de uma suposta estrutura de páginas e perfis nas redes sociais utilizada para ataques políticos contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB).
A exoneração consta na Portaria nº 5003, publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Estado. Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco.
Segundo a reportagem da Record, ele teria relatado a existência de uma rede de perfis utilizada para produzir conteúdos contra João Campos. O servidor estava lotado na Secretaria de Turismo e Lazer, pasta responsável também pela gestão da Arena de Pernambuco, onde ocupava o cargo de Superintendente de Operações.
A reportagem exibida na terça-feira (25) apresentou Amisadai como um dos envolvidos na suposta estrutura de comunicação digital. De acordo com o conteúdo, a rede seria formada por páginas e perfis que atuariam de maneira coordenada para criticar João Campos e favorecer a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD).
Na matéria da Record, Amisadai teria relatado como funcionaria a suposta estrutura de páginas e perfis. O conteúdo também levantou a suspeita de que os pagamentos relacionados à atuação dessas páginas seriam realizados por meio de contratos de publicidade firmados com o Governo de Pernambuco.
Uma estrutura criminosa criada para fraudar concursos públicos da Polícia Militar de Pernambuco, com a substituição de candidatos por “dublês”, é alvo da Operação “Fora de Forma”, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (26). Ao todo, 12 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas.
As ordens judiciais são cumpridas nos municípios pernambucanos de Jaboatão dos Guararapes, Santa Cruz do Capibaribe, Floresta, Mirandiba e Petrolina. Na paraíba as investigações são nas cidades de São José de Piranhas e Princesa Isabel. No Ceára no municipio de Porteiras e em Alagoas, em União dos Palmares.
As investigações começaram em setembro de 2025 e, segundo a Polícia Civil, identificaram uma associação criminosa especializada em fraudes em certames de interesse público. O grupo teria estruturado um esquema para permitir que pessoas fossem substituídas durante as etapas do concurso da Polícia Militar de Pernambuco.
No decorrer das apurações, a Polícia Civil identificou ainda a participação de agentes estatais na execução das fraudes. Entre os investigados estão servidores vinculados às Polícias Militares de Pernambuco, Paraíba e Ceará, além de servidores do Ministério Público do Estado da Paraíba.
Os 12 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Juízo da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. Durante os cumprimentos, os agentes apreenderam celulares, tablets, notebooks, CPUs, munições, câmera de segurança e documentos, incluindo identidades, CPFs e cartão de crédito.
A ação conta com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL), do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE/PCPE), da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e da Polícia Científica de Pernambuco. Também participam a Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba, as Polícias Civis da Paraíba, Ceará e Alagoas e a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM).
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reagiu, na manhã desta quarta-feira (26), à reportagem exibida em rede nacional pela TV Record que aponta a existência de um suposto “gabinete do ódio” voltado à produção e disseminação de ataques contra adversários políticos da governadora Raquel Lyra (PSD).
Em vídeo publicado nas redes sociais, o socialista afirmou que a denúncia que vem fazendo há mais de um ano teria sido reforçada pelo conteúdo exibido pela emissora e defendeu a apuração do caso.
“Venho denunciando a existência de um gabinete do ódio, que tem atacado a mim, meus aliados, minha família e minha esposa de forma covarde, caluniosa, mentirosa, difamatória. Isso é muito grave”, afirmou João.
Segundo o candidato, a reportagem trouxe elementos que, em sua avaliação, comprovam a existência da estrutura e apontou para uma possível ligação com o Governo de Pernambuco. “A matéria em rede nacional revela e comprova a existência desse gabinete e o que é mais grave: um próprio servidor relata que as decisões são tomadas dentro do Palácio do Governo. Isso é criminoso, isso é absurdo, não vale tudo na política, ou em uma eleição”, declarou.
João também informou que sua equipe jurídica deverá adotar medidas diante das informações apresentadas. Para o candidato, uma eventual utilização da estrutura do Estado para ataques políticos ultrapassaria os limites da disputa eleitoral.
“Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital, não pode estar criando uma rede do ódio, porque isso não vale em uma democracia”, disse.
Uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) investiga um suposto esquema de fraude em contratações públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo contratos firmados por uma Organização da Sociedade Civil (OSC) com entes públicos municipais. A ação acontece nesta quarta-feira (26) em Caruaru, Bonito, Palmares, João Pessoa e Curitiba.
Durante a operação, denominada Mamon, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.
A investigação reuniu elementos que apontam para possíveis irregularidades em contratações realizadas na área da saúde, incluindo indícios de direcionamento de procedimentos de contratação, de movimentação atípica de recursos públicos e de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação da destinação de valores recebidos pela entidade.
Também foram identificados indícios de possíveis mecanismos destinados a dificultar a rastreabilidade dos recursos públicos, incluindo movimentações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos investigados, depósitos fracionados em espécie e transferências com características consideradas atípicas.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra como está a avaliação do governo de Raquel Lyra (PSD) e os índices de aprovação e desaprovação. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Aprovação do governo
Aprova: 68%
Desaprova: 24%
Não sabe/não respondeu: 8%
Avaliação do governo
Positivo: 46%
Regular: 33%
Negativo: 16%
Não sabe/não respondeu: 5%
Raquel Lyra merece ser reeleita?
Sim, merece: 61%
Não: 33%
Não sabe/não respondeu: 6%
A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é PE-07828/2026.
O Pardal, aplicativo gratuito e de fácil acesso oferecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de denúncias sobre possíveis irregularidades durante as campanhas eleitorais em todo o país, já registra, nas Eleições de 2026, um crescimento extraordinário no número de ocorrências. Em apenas cinco dias, os registros saltaram de 1.103, na quarta-feira (19), para 3.468 na manhã desta segunda-feira (24), um acréscimo de 2.365, o que fez com que o total superasse o triplo do registrado na semana passada.
Do total de 3.468 denúncias, o cargo para deputado estadual concentra o maior número de registros, com 1.245 casos, seguido pelo de deputado federal, com 1.096; partido, coligação e federação, com 447; governador, com 392; senador, com 120; deputado distrital, com 108; presidente, com 57; e vice-governador, com 3 denúncias.
Regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria TSE nº 451/2026, o aplicativo Pardal Móvel busca facilitar a participação da sociedade na fiscalização do cumprimento das regras eleitorais, tornando mais ágil o encaminhamento de informações sobre eventuais irregularidades.
Denúncias por estado
Ao detalhar as denúncias registradas pelo Pardal, os dados mostram uma concentração maior de ocorrências em alguns estados. São Paulo lidera os registros, com 613 denúncias, seguido pela Bahia, que contabiliza 309 registros. Na sequência, aparecem o Rio Grande do Sul, com 301 denúncias; Minas Gerais e Pernambuco, com 275 registros cada; Paraná, com 272; e Ceará, que soma 219 denúncias.
Os números mostram que São Paulo concentra o maior volume de denúncias entre os estados apresentados, enquanto os demais estados registram números próximos, especialmente Minas Gerais, Pernambuco e Paraná.
Tipos de irregularidades
Entre os tipos de irregularidades denunciadas por meio do Pardal, as ocorrências em vias públicas aparecem em primeiro lugar, com 1.200 registros. Em seguida, estão as denúncias relacionadas à propaganda na internet, que somam 599 registros, enquanto irregularidades envolvendo bens públicos chegam a 339 denúncias. Já os casos relacionados a carro de som, minitrio ou trio elétrico totalizam 330 registros.
Também foram contabilizadas 194 denúncias envolvendo bens particulares, além de 179 registros relacionados a outdoors e outdoors eletrônicos. A distribuição de material gráfico aparece com 129 denúncias, enquanto adesivos em automóveis somam 106 registros. Os dados também incluem outras formas de irregularidades denunciadas no Pardal.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores de Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados. A lista inclui Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura apesar de estar inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai julgar se ele está apto a concorrer.
Cenário sem Pablo Marçal:
Lula (PT): 54%
Flávio Bolsonaro (PL): 19%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 2%
Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
Romeu Zema (Novo): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
Samara Martins (UP): 0%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%
Clariana Barão (DC): 0%
Edmilson Costa (PCB): 0%
Hertz Dias (PSTU): 0%
Indecisos: 11%
Branco/nulo/não vai votar: 9%
Cenário com Pablo Marçal:
Lula (PT): 55%
Flávio Bolsonaro (PL): 19%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Pablo Marçal (PRTB): 1%
Romeu Zema (Novo): 1%
Escritor Augusto Cury (Avante): 0%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
Samara Martins (UP): 0%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%
Clariana Barão (DC): 0%
Edmilson Costa (PCB): 0%
Hertz Dias (PSTU): 0%
Indecisos: 10%
Branco/nulo/não vai votar: 10%
A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é PE-07828/2026.
Para 81% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato à Presidência é definitiva. Outros 18% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro. Um por cento não soube ou não respondeu.