“Os próximos anos serão os melhores da história de Pernambuco”, aposta Raquel ao mirar reeleição

Segundo Raquel, o eleitor encontrará uma campanha voltada para o futuro/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, neste domingo (2), que um eventual segundo mandato será marcado pelo aprofundamento dos investimentos e das entregas iniciadas nos últimos três anos e meio de governo. Em entrevista coletiva após a convenção estadual do PSD, no Recife, que oficializou sua candidatura, a gestora disse não ter “dúvida nenhuma” de que “os próximos anos serão os melhores da história de Pernambuco”.

“Nós vamos continuar nas ruas, assim como fizemos há quatro anos, quando percorremos Pernambuco inteiro”, afirmou. Segundo a governadora, Pernambuco “está pronto para crescer” porque o governo teria reorganizado as contas públicas, ampliado a capacidade de investimento e estruturado projetos considerados estratégicos.

“A gente cortou o mato alto em todas as áreas. Não está tudo pronto, mas plantamos sementes em cada lugar e começamos a colhê-las. Sabemos exatamente o que precisa ser feito, como e onde fazer”, declarou.

Ao fazer um balanço dos cerca de 1.300 dias de governo, a candidata afirmou que sua gestão devolveu protagonismo a Pernambuco, citando recordes de investimentos públicos, geração de empregos e redução da violência. Ela atribuiu os resultados ao planejamento, à construção de parcerias e à capacidade de execução da equipe de governo.

Segundo Raquel, o eleitor encontrará uma campanha voltada para o futuro. “A gente reverencia o passado, se inspira, corrige erros, mas o melhor é olhar para o futuro. Um futuro em que apresentamos aquilo que fizemos, as alianças que construímos e a união com prefeitos, deputados e, sobretudo, com o povo”.

Recado aos adversários

No discurso durante a convenção, a governadora também enviou um recado aos adversários, ao afirmar que as críticas feitas à sua gestão não se confirmaram. “Quiseram dizer que ia dar errado, se deram mal. Me deixa trabalhar que eu sei fazer!”, declarou.

A governadora também afirmou que pretende ampliar políticas voltadas às mulheres, à habitação, à educação e à primeira infância. Citou a entrega de moradias, a ampliação das vagas em creches e programas como o “Pix do Tênis”, defendendo que essas iniciativas representam o compromisso de sua gestão com a população mais vulnerável.

“Eu quero continuar sendo a voz das mães que estão botando seu menino na creche e conseguindo sair para trabalhar. Quero ser a mulher que construiu o Pix do Tênis para que nunca mais um menino deixe de ir para a escola”.

Auditoria do TCE-PE aponta falhas na gestão da compensação previdenciária em Caetés

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) apontou irregularidades na gestão da compensação previdenciária no Instituto de Previdência dos Servidores de Caetés e da Prefeitura Municipal de Caetés, no período de 2020 a 2025. A decisão teve como base uma auditoria especial relatada pelo conselheiro Dirceu Rodolfo.

A auditoria avaliou se os procedimentos de compensação previdenciária junto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estavam sendo realizados corretamente.

A compensação previdenciária é um mecanismo pelo qual um regime de previdência recebe recursos de outro quando paga a aposentadoria ou pensão de um segurado que contribuiu para mais de um regime ao longo da vida.

Os auditores também analisaram a recuperação de créditos previdenciários, a fiscalização dos contratos relacionados a esses serviços, os registros contábeis e as projeções atuariais, estudos que estimam se o regime terá recursos suficientes para pagar aposentadorias e pensões no futuro.

A fiscalização identificou falhas na gestão da compensação previdenciária, como a paralisação dos procedimentos operacionais, falta de controle sobre os pedidos em andamento, deficiência na fiscalização dos contratos e fragilidades nos mecanismos internos de acompanhamento. Também encontrou erros na estimativa da receita que o município esperava receber com a compensação previdenciária e que foi utilizada nas avaliações atuariais.

A auditoria apontou ainda que a contratação de empresa para executar os serviços não trouxe os resultados esperados. Vários pedidos permaneceram sem análise adequada, o que expôs o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município a perdas financeiras relevantes.

Além de julgar a gestão irregular, o relator aplicou multa de R$ 13.731,05 ao prefeito de Caetés, Nivaldo da Silva Martins, e a outros integrantes da gestão municipal.

RECOMENDAÇÕES

No voto, o relator também fez uma série de recomendações. Entre elas, que o município conclua a análise dos processos de compensação previdenciária paralisados no sistema BGCOMPREV e realize os ajustes contábeis necessários para registrar ativos que não foram contabilizados em exercícios anteriores, conforme o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.

Também recomendou a criação de um monitoramento permanente dos atos de aposentadoria e pensão registrados no TCE-PE, para garantir que os pedidos de compensação previdenciária sejam apresentados dentro do prazo e evitar perda de direito aos créditos e prevenir novas prescrições. Outra recomendação foi a adoção de mecanismos de controle para conferir as premissas utilizadas nas avaliações atuariais.

João Campos reforça aliança com Lula e diz que Pernambuco precisa de “força política”

João Campos confirma candidatura ao governo prometendo 'recuperar  protagonismo' de Pernambuco | Brasil de Fato

Depois de ter a candidatura ao Governo de Pernambuco homologada pela Frente Popular de Pernambuco neste sábado (1º), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) afirmou que conduziu a pré-campanha sem ataques aos adversários e defendeu uma estratégia baseada na ampliação de alianças políticas. Em entrevista após a convenção, no Clube Internacional, o socialista disse que seu grupo permanece aberto à chegada de novas lideranças e chapas proporcionais.

Segundo João, a composição formada por 12 partidos é resultado de uma construção política pautada pelo diálogo. “A gente não gastou, vocês não me viram falando mal de ninguém, falando mal de um candidato, de outro, criticando uma condução política. A gente gastou o tempo somando e dizendo a verdade às pessoas”, afirmou.

O candidato acrescentou que a coligação seguirá aberta para novas adesões. “A gente está pronto para acolher uma liderança da zona rural, um presidente de partido, uma chapa completa de deputados. A gente está aqui para construir, para somar”.

João também destacou a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), na convenção, classificando-a como um gesto de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a parceria com o governo federal será determinante caso seja eleito governador.

“A presença de Geraldo Alckmin aqui representa muito. Ele está em nome do presidente Lula e amanhã estaremos todos juntos em São Paulo homologando a candidatura de Lula à Presidência da República, para juntos governarmos o Brasil e governarmos Pernambuco”, disse.

BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro e Lula seguem como os mais rejeitados, com 49% cada

Flávio Bolsonaro reduz vantagem de Lula e esvazia efeito de união de  governadores da direita, mostra Genial/Quaest

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa à Presidência da República está empatada em 49%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 3.

Os dois seguem empatados tecnicamente na liderança dos presidenciáveis mais rejeitados. No último levantamento, de 27 de julho, Flávio tinha 50% de rejeição. A variação foi dentro da margem de erro. Já Lula havia registrado 49%, mesmo porcentual da pesquisa de hoje.

Ainda no quesito rejeição, Romeu Zema (Novo) registra 31%; Ronaldo Caiado, 29%; e Renan Santos (Missão), 27%.

Santos segue o mais desconhecido, com 47% dos eleitores que dizem não conhecê-lo. Zema é desconhecido por 35% dos eleitores e Caiado, por 33%.

Preferência política

O levantamento mostra ainda que 37% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa de 27 de julho eram 39%.

Outros 35% afirmam que gostariam de ver eleito Flávio Bolsonaro, um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou um membro de sua família. Na mostra anterior, eram 36%. Pela pesquisa divulgada hoje, 22% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo, mesmo porcentual registrado na última pesquisa. Brancos, nulos e indecisos somam 1%. Não sabem ou não responderam são 3%.

De acordo com o cruzamento de dados apresentado pelo levantamento, entre os eleitores que preferem uma terceira via, 17% votariam em Lula; 17%, em Flávio; e 45% nos demais candidatos.

A Nexus ouviu 2.002 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02874/2026.