Problemas relacionados à saúde física e emocional de motoristas foram a causa de quase um terço dos sinistros de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB e a ABNT) registrados nas rodovias federais brasileiras em uma década – de 2014 a 2024.
Segundo levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), esse fator foi responsável por 28% das ocorrências no período. Entre os principais problemas identificados estão a ausência de reação, o sono, a falta de atenção, o mal súbito e o uso de substâncias psicoativas.
Ao todo, a quantidade de sinistros decorrentes de transtornos de saúde chega a 1.206.491 casos confirmados. Além dos quadros agudos, a análise aponta que doenças oculares, problemas motores e transtornos neurológicos ou mentais também impactam diretamente a segurança nas estradas.
A mais recente pesquisa Datafolha sobre a disputa pelo governo de Pernambuco, divulgada na última quinta-feira (28), detalha o comportamento do eleitorado de acordo com a região. O cruzamento dos dados revela um cenário de forte competitividade na Região Metropolitana do Recife (RMR), onde Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) aparecem numericamente empatados em uma simulação de segundo turno, segundo o Datafolha. Já nos municípios do interior, a atual governadora consolida maioria das intenções de voto.
A pesquisa foi realizada com 1.022 eleitores entre os dias 25 e 27 de maio de 2026, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Simulação de segundo turno
No cenário direto entre os dois candidatos com maior pontuação, a divisão geográfica do eleitorado fica evidente. Enquanto a disputa é acirrada na capital e cidades vizinhas, o distanciamento se amplia fora da RMR, de acordo com o instituto.
Total do Estado: Raquel Lyra (51%); João Campos (44%); Branco/Nulo (4%)
Região Metropolitana (RMR): Raquel Lyra (48%); João Campos (48%); Branco/Nulo (3%)
Interior: Raquel Lyra (53%); João Campos (41%); Branco/Nulo (4%)
Cenário de primeiro turno
A pesquisa possui uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com o Datafolha, num cenário de primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) aparecem tecnicamente empatados.
Raquel Lyra (PSD) – 48%;
João Campos (PSB) – 43%;
Ivan Moraes (PSOL) – 2%;
Branco/Nulo – 4%.
Na pesquisa regionalizada no cenário de primeiro turno, o ex-prefeito do Recife aparece à frente (47%) em relação à atual governadora (43%) na Região Metropolitana do Recife. Ivan Moraes totaliza 3% das intenções de votos.
No interior do estado, de acordo com o instituto, Raquel Lyra aparece à frente (51%), seguida de João Campos (40%). Ivan Moraes aparece com 1% das intenções de votos. Brancos e nulos têm 4%.
A bandeira tarifária permanecerá amarela em junho, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo a Aneel a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.
“De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho”, disse a Aneel.
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.
Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Os valores cobrados são os seguintes:
Na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
Na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
O INI (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas) recebeu, no fim da tarde de sábado (30), um paciente procedente de Uganda, na África, e acionou o protocolo de segurança para casos suspeitos de ebola, mas descartou a doença após exames.
A medida foi adotada após o viajante apresentar sintomas como tosse, calafrios e diarreia, além de ter vindo de um país que possui regiões com registros confirmados da doença.
De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o paciente foi imediatamente submetido a atendimento especializado e mantido em isolamento preventivo até a conclusão dos exames laboratoriais.
Ainda na noite de sábado, poucas horas após a admissão na unidade, os testes apontaram resultado positivo para malária. Paralelamente, amostras biológicas de saliva, urina e sangue foram encaminhadas para análise pelo IOC (Instituto Oswaldo Cruz), referência nacional para diagnóstico da doença.
No domingo (31), os exames laboratoriais descartaram a infecção por ebola, com resultados negativos em todas as amostras analisadas. Com a confirmação, o paciente deixou o protocolo de isolamento e segue recebendo acompanhamento médico para tratamento do quadro de malária.
A Fiocruz informou que atua como centro de referência para o Ministério da Saúde em casos suspeitos de ebola, estando preparada para realizar atendimento especializado e testagem diagnóstica.
A instituição também reforçou que o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo e destacou que mantém equipes e estruturas prontas para responder a eventuais situações que exijam assistência médica e diagnóstico laboratorial relacionados ao vírus.
O ex-prefeito de Brejo da Madre de Deus, Hilário Paulo da Silva, foi condenado pela Justiça de Pernambuco por improbidade administrativa. A ação foi movida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). A sentença, assinada pelo juiz substituto Jefferson Nóbrega Barbosa, aponta irregularidades na gestão municipal nos exercícios de 2018 e 2019. Com a condenação, o ex-prefeito terá que devolver mais de R$ 6 milhões aos cofres públicos.
Conforme a decisão, o ex-gestor deixou de repassar contribuições previdenciárias ao INSS e ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), mesmo após os valores terem sido descontados dos salários dos servidores municipais. Auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontaram prejuízo estimado em R$ 6,7 milhões aos cofres públicos.
A sentença também destaca o descumprimento reiterado dos limites legais de gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo os relatórios analisados pela Justiça, a Prefeitura ultrapassou durante todo o período os índices permitidos, chegando a registrar despesas superiores a 80% da Receita Corrente Líquida em alguns quadrimestres.
Consta na sentença do TJPE que a defesa do ex-gestor alegou que Hilário assumiu a gestão municipal com índices acima do limite legal, “cabendo-lhe apenas a tentativa de reenquadramento gradual”.
No entanto, a Justiça entendeu que houve dolo específico — requisito previsto na nova Lei de Improbidade Administrativa — ao considerar que o ex-prefeito tinha conhecimento das irregularidades e manteve as práticas por dois anos consecutivos. A decisão ainda cabe recurso.
Um homem de 37 anos está internado em São Paulo com suspeita de infecção pelo vírus ebola, segundo informou a SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo), por meio da CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).
O paciente, que deu entrada no hospital Emílio Ribas neste sábado (30), possui sintomas da doença e esteve na República Democrática do Congo há poucos dias, informou o órgão.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o homem está em uma área de isolamento do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e apresentou sintomas compatíveis com a doença, como febre. O exame laboratorial será feito pelo Instituto Adolfo Lutz e deve ser divulgado em breve. Até o momento, o quadro não foi confirmado.
“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, disse Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, em um comunicado.
A Secretaria de Saúde também informou que o procedimento foi adotado de forma preventiva após os sintomas e quadro clínico do paciente se apresentarem compatíveis com a doença.
O homem esteve na República Democrática do Congo, país que tem áreas de transmissão da doença, nos últimos dias, e está dentro do período de incubação do vírus cepa Bundibugyo, que é de 21 dias.
Risco de epidemia baixo
A CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças) e o CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica) afirmaram, porém, que o risco de epidemia de ebola no Brasil é baixo, principalmente pela forma de contágio — que se dá via contato com fluidos ou sangue de pacientes com a doença — e pela falta de voos diretos entre a região que apresenta o surto e a América do Sul.
“A SES-SP também reforça que a transmissão do ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias”, informou a Secretaria de Saúde.
Ainda assim, caso haja suspeita de infecção pelo vírus, a recomendação é que haja a notificação imediata do caso ao Centro de Vigilância Epidemiológica para a investigação da doença. Os principais sintomas do ebola são febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato a Governador, João Campos (PSB) afirmou, nesta sexta-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará “lado a lado” com ele em Pernambuco durante a disputa eleitoral deste ano. De acordo com João, a fala de Lula foi dada durante reunião em Brasília, na última quinta-feira (28).
João revelou a fala do presidente durante agenda em Serra Talhada onde participou da entrega de 75 veículos do Ministério da Saúde para municípios pernambucanos, ao lado da prefeita Márcia Conrado (PT), de representantes do governo federal, e de lideranças políticas da região.
“O presidente Lula nos chamou para uma reunião. Falamos muito de Pernambuco. Eu disse que estava vindo para Serra Talhada, e ele respondeu: ‘Mande um abraço para Márcia, para o povo de Serra Talhada e do Sertão. E diga a eles que em breve nós vamos estar andando Pernambuco juntos, lado a lado’”, declarou João.
O Ministério Público Eleitoral expediu recomendações a prefeitos de 11 municípios da Paraíba para prevenir irregularidades eleitorais durantes os festejos juninos de 2026.
As medidas têm como objetivo evitar o uso de eventos financiados com recursos públicos para promoção pessoal de agentes públicos e propaganda eleitoral antecipada.
As recomendações são válidas para os municípios de Bananeiras, Cabedelo, Campina Grande, Cuité, Esperança, João Pessoa, Santa Luzia, Santa Rita, Sapé e Sousa.
Proibições
Entre as proibições está o uso de palcos, sistemas de som, microfones, telões, locuções oficiais, apresentações artísticas e intervalos dos shows para discursos, agradecimentos, mensagens de autopromoção, divulgação de realizações administrativas ou manifestações contra adversários políticos.
Também fica vedada a divulgação de pré-candidaturas ou qualquer pedido de apoio eleitoral, seja de forma explícita ou indireta, durante os eventos.
Nas redes sociais, a recomendação proíbe a divulgação de conteúdos com finalidade eleitoral vinculados aos festejos, incluindo transmissões ao vivo dos shows com falas de natureza política e o impulsionamento de publicações irregulares.
Outra vedação se refere ao uso de faixas, cartazes, vídeos, jingles, cores, símbolos ou expressões que possam remeter a campanhas eleitorais durante eventos custeados pelo poder público. Também não poderão ser distribuídos brindes, prêmios ou realizados sorteios com finalidade de promover candidatos ou influenciar eleitores.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, o uso indevido de eventos públicos para promoção eleitoral poderá resultar em medidas como remoção de conteúdos publicados na internet, além da responsabilização dos envolvidos e dos beneficiários das condutas irregulares, com aplicações das sanções previstas na legislação.
Em Pernambuco, as intenções de voto para a Presidência da República mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (29). No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 56% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupa a segunda colocação, com 24%. O levantamento foi encomendado pela Rede Tribuna.
Os demais pré-candidatos não pontuam significativamente no estado. Renan Santos (Missão) registra 2% das intenções de voto. Outros candidatos aparecem com 1% cada: Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Ronaldo Caiado (PSD), Samara Martins (Unidade Popular), Joaquim Barbosa (Democracia Cristã), Rui Costa Pimenta (PCO) e Romeu Zema (Novo).
Hertz Dias (PSTU) foi citado pelos entrevistados, mas não atingiu 1%. Brancos, nulos e nenhum representam 9%, enquanto 3% dos eleitores disseram não saber em quem votar.
Devido à margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos com 1% podem variar entre zero e 4%.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 62% das intenções de voto, contra 30% do senador. Brancos, nulos e nenhum somam 6%, enquanto 1% não soube responder.
Rejeição
O levantamento também mediu o índice de rejeição dos pré-candidatos. Flávio Bolsonaro lidera a rejeição, com 55% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. Lula aparece em seguida, com 31%.
Romeu Zema registra 13% de rejeição. Rui Costa Pimenta aparece com 12%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 11% cada. Cabo Daciolo soma 10%, Joaquim Barbosa registra 9%, e Samara Martins e Augusto Cury aparecem com 8% cada. Hertz Dias tem 6% de rejeição.
Os entrevistados que não souberam ou não quiseram opinar representam 4%. Já os que afirmaram rejeitar todos os candidatos somam 2%, enquanto 1% declarou que votaria em qualquer um deles.
Avaliação do Governo Federal
A pesquisa também avaliou a percepção do eleitorado pernambucano sobre o governo federal. Segundo o Datafolha, 63% aprovam a gestão do presidente Lula, enquanto 34% desaprovam a administração federal. Outros 3% não souberam responder.
Na avaliação detalhada do governo, 46% classificam a gestão como ótima ou boa. O percentual dos que consideram o governo regular é de 25%. Já os que avaliam a administração como ruim ou péssima somam 28%. Não souberam responder representam 1%.
Foram entrevistados 1.022 eleitores em municípios de todas as regiões de Pernambuco, entre os dias 25 e 27 de maio de 2026. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR04242/2026.
A governadora Raquel Lyra (PSD) participou, nesta sexta-feira (29), do Grande Congresso Estadual da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), em Triunfo, no Sertão do Pajeú, reforçando o discurso de parceria com os municípios e a estratégia de fortalecimento político no interior do Estado.
A agenda ocorreu um dia após a divulgação da nova pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco, que mostrou a governadora numericamente à frente do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) pela primeira vez na série do instituto para as eleições de outubro.
No evento, Raquel adotou um discurso voltado ao municipalismo, destacando a relação do Governo do Estado com prefeitos, vereadores e lideranças regionais.
“Nosso governo tem trabalhado de mãos dadas com prefeitos, vereadores e lideranças de todas as regiões do Estado, porque entendemos que é nos municípios que a vida das pessoas acontece”, afirmou a governadora.
O congresso da UVP é considerado um dos principais encontros políticos do calendário municipalista pernambucano, reunindo vereadores de diversas regiões do Estado. O evento acabou se transformando também em espaço de movimentação política num momento em que a disputa estadual começa a ganhar intensidade após a divulgação das pesquisas eleitorais.
Além da movimentação municipalista, a agenda também reuniu três dos nomes que vêm sendo cotados para disputar o Senado na chapa da governadora: o senador Fernando Dueire (PSD) e os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).
A presença de Raquel no Sertão ocorre em um momento em de intensificação da estratégia de aproximação regionalizada com prefeitos e vereadores, especialmente no interior, onde a governadora tem apresentado índices mais altos de aprovação, segundo o próprio Datafolha.
Na pesquisa divulgada na quinta-feira (28), o instituto mostrou que a aprovação do governo Raquel Lyra chega a 72% no interior do Estado, acima do registrado na Região Metropolitana do Recife.
Durante o evento, aliados da governadora reforçaram o discurso de fortalecimento institucional da relação entre o Estado e os municípios. Presidente de honra da UVP e vereador de Gravatá, Léo do Ar (PP) afirmou que o encontro “potencializa a união dos vereadores de Pernambuco em prol das melhorias para a população”.
Já a presidente interina da UVP, Lívia de Zé de Benga (Avante), destacou a presença da governadora no evento.
“Raquel reconhece a importância e o papel dos vereadores de todos os municípios pernambucanos”, afirmou.
O prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim (PSD), também elogiou a atuação do Governo do Estado.
“A gestão trabalha com igualdade, junto com vereadores e prefeitos”, disse.
A agenda no Sertão reforça uma estratégia que vem sendo adotada pela governadora desde o início do mandato: manter forte presença no interior, ampliando alianças regionais e buscando consolidar apoio de prefeitos e lideranças municipais antes do início oficial da campanha eleitoral.
Apesar do ambiente pré-eleitoral cada vez mais evidente, Raquel tem evitado antecipar um discurso de campanha e segue apostando na defesa administrativa da gestão e na agenda de entregas como principal eixo político.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e criticou as manifestações de autoridades dos Estados Unidos, ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo daquele país.
Segundo Lula, organizações como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são, de fato, terroristas, mas não para os EUA, e sim para as comunidades brasileiras.
Nesse sentido, não há, segundo o presidente brasileiro, qualquer justificativa para uma eventual intervenção estrangeira. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29) em Sergipe, onde o presidente visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) no município de Laranjeiras.
Lula se disse “muito triste” com a classificação feita pelo secretário Marco Rubio, dos EUA.
“Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras. Para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. [Para isso,] aprovamos uma lei antifacção e a lei de combate ao crime organizado”, argumentou Lula.
O presidente ressaltou que a facções brasileiras não têm o perfil de terroristas que os EUA costumam procurar, e citou Osama Bin Ladem como exemplo. Lula ainda apontou que boa parte do tráfico de armas no Brasil tem origem nos Estados Unidos.
Na sequência, cobrou respeito das autoridades estadunidenses. “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Isso aqui [o Brasil] não é um país qualquer. É um país muito grande”, afirmou.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira, 29, a retomada imediata da produção dos produtos suspensos da marca Ypê, bem como a comercialização e uso. Detergentes, lava-roupas líquido e desinfetantes identificados pelo final de lote 1 fabricados a partir de 1° de abril de 2026 também estão liberados, segundo o órgão.
Com a medida, a partir de agora, os itens fabricados na unidade localizada em Amparo, no interior de São Paulo, poderão voltar a produção. A autorização foi concedida após uma reinspeção conjunta, que começou nesta quinta e terminou nesta sexta, pela Agência em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).
Foi constatada que a adequação das principais ações corretivas têm sido implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica, determinada em 7 de maio por meio da Resolução (RE) 1834/2026.
Ainda segundo a Anvisa, a empresa apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários identificados na inspeção realizada em abril, mas as melhorias nas linhas de produção e controle já foram efetuadas.
Aliados do ex-prefeito e pré-candidato João Campos recorreram à estratégia de, 72 horas depois da divulgação, buscar censurar a divulgação da pesquisa Múltipla.
A estratégia foi de criar confusão na cabeça do eleitorado, dada a divulgação de outra pesquisa com praticamente o mesmo resultado, do Datafolha, que deu 48% a 43% pró Raquel. Soltar a informação de que uma pesquisa teria sido “suspensa” alimenta a militância e cria desinformação.
CARD TENTA CONFUNDIR COM DATAFOLHA
Prova disso é que o card distribuído pelos socialistas apenas informa “Justiça suspende pesquisa com Raquel na frente”, sem citar o instituto, para dar a impressão de que seria a pesquisa do instituto Datafolha, que saiu hoje.
LIMINAR NÃO JULGA MÉRITO
O que houve foi uma decisão a pedido do MDB estadual, aliado serviçal do PSB, que quer proibir a divulgação da pesquisa 72 horas depois de um resultado já conhecido, alegando questões de ordem técnica e formal. Liminar é uma medida jurídica para garantir o direito em caso de dolo, que se derruba no mérito, principalmente ao se comprovar o que já é de domínio público: a lisura do Instituto, inclusive celebrado por sua credibilidade por muitos socialistas em seus municípios, quando lideram levantamentos.
Nas pesquisas anteriores, com o socialista liderando, não houve manifestação ou questionamento. A virada gerou a ação. Tanto para o blog quanto para o Múltipla, apesar de achar que a civilização avançou, não há novidades nesse sentido. Ambos confiam no trabalho que realizam e que vai continuar.
O Datafolha, aliás, mostrou a mesma tendência hoje. A se conferir os próximos levantamentos.
O Governo de Pernambuco determinou a transferência do ponto facultativo do dia de Corpus Christi, em 4 de junho, para a véspera de São João, no dia 23 do mesmo mês. O ato foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (29).
O ponto facultativo é válido para repartições públicas estaduais e entidades da administração direta e indireta. Os serviços essenciais serão mantidos, garantindo a continuidade do atendimento à população.
Com a alteração, o dia 4 de junho será de expediente normal.
“Pesquisa é um retrato do momento. Fico feliz se a população está aprovando o nosso Governo mas não vamos desviar o foco e continuar trabalhado”. Essas foram as palavras da governadora Raquel Lyra ao ser indagada pela imprensa esta quinta-feira sobre o resultado da pesquisa Datafolha, instituto nacional que vem fazendo levantamentos sobre o quadro pernambucano, e que, pela primeira vez, atestou que ela está na frente do seu principal adversário, o ex-prefeito do Recife, João Campos. Há um mês, João Campos tinha no mesmo instituto 50% das intenções de voto e ela 38%. De lá para cá ela cresceu 10 pontos e agora tem 48% e ele recuou 7 pontos caindo para 43%.
Como a própria governadora sublinhou, a campanha só começa em agosto e acontece até a eleição, em outubro, o que significa uma infinidade considerando o tempo político. Além disso o adversário é forte, conserva os 43% das intenções de voto mesmo depois de deixar o cargo de prefeito e até abril conseguia bater uma governadora candidata à reeleição com aprovação de mais de 60% – agora tem 67%, segundo o Datafolha. Não é para qualquer um.
Foi essa realidade que levou os mais de 150 prefeitos que já apoiam a governadora a imaginar que ela venceria a eleição, como comentavam, a boca pequena, na Marcha dos Prefeitos realizada recentemente em Brasília, mas lá mesmo, na Capital Federal, eles previam que a hora da virada de chave viria mas não tão rápido quanto aconteceu. De qualquer forma, já ensinava Ulisses Guimarães, “ a política é como uma nuvem, você olha agora ela está de um jeito e segundos depois ela está de outro”.
Mas, independente de todas essas conjecturas, mesmo quando Raquel estava bem abaixo de João nos levantamentos quantitativos, o cientista político Adriano Oliveira, especialista em pesquisas qualitativas, que medem não a intenção de voto mas o sentimento dos eleitores, chegou a afirmar no programa Passando a Limpo da Rádio Jornal que, com base nos levantamentos qualitativos que vinha realizando, a governadora venceria a eleição e não se surpreenderia se isso viesse a acontecer ainda no primeiro turno. Ele explicava, na ocasião, que as pessoas estavam admirando a forma de trabalhar da governadora, tinham sentimentos bons em relação a ela e isso ia acabar se refletindo no momento da definição do voto.