A Justiça da Bahia determinou que o Bradesco mantenha o funcionamento da única agência bancária existente na pequena Macururé, de 7,2 mil habitantes e localizada no sertão do estado.
A liminar, concedida na última quarta-feira pelo juiz Dilermando de Lima Costa Ferreira, da 1ª Vara de Chorrochó, impede que a empresa encerre as atividades de seu PAB (Posto de Atendimento Bancário) —o que estava agendado para ocorrer sexta-feira (19).
A decisão atende a uma ação civil pública movida pela Prefeitura de Macururé após o banco anunciar que encerraria atividades físicas e que as contas seriam migradas para a agência de Chorrochó, cidade vizinha que fica a pouco mais de 30 km.
O Bradesco alegou, para isso, que os canais digitais e sete correspondentes comerciais locais seriam suficientes para suprir a demanda da cidade, mas o argumento não foi aceito pelo magistrado.
“A decisão unilateral do banco de descontinuar o atendimento presencial sem plano de contingência fere o interesse público”, afirmou o juiz na decisão.
O banco tem 15 dias para apresentar sua contestação no processo.
No primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido do Bradesco cresceu 16,1%, em comparação ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 6,81 bilhões.
Em vídeo no Instagram, a prefeitura comemorou a decisão. “Essa é uma importante conquista para Macururé, fruto da mobilização da população e da atuação do Poder Judiciário em defesa do interesse público.”.


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