
A ex-deputada federal Marília Arraes, que tem encontro em São Paulo esta sexta-feira com o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, resolveu ser candidata ao Senado, independente de outras definições, e começou a fazer esta comunicação aos correligionários explicando que não há qualquer possibilidade de ser candidata a deputada federal. ”Esta questão de federal já passou, eu serei candidata ao Senado e não vou decepcionar os eleitores que votam em mim alegando que sou aguerrida e combativa. Eles não iriam entender que neste momento em que estou bem nas pesquisas eu viesse a desistir. Aí não seria Marília”- contou ela a uma das lideranças que procurou.
O encontro com Paulinho da Força, como apurou este blog, terá o objetivo de começar a definição sobre em que partido ela vai disputar. Em 2022 ela foi candidata a governadora pela legenda, que é pequena, e chegou ao segundo turno, quando foi derrotada pela governadora Raquel Lyra. No entorno de Marília o comentário é de que ela prefere se filiar ao PDT por ser um partido que vai apoiar a reeleição do presidente Lula – o Solidariedade não dá certeza disso – mas antes vai conversar com o presidente nacional do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, que já manifestou em entrevista o desejo de filiá-la à legenda trabalhista.
Outra coisa que ela já resolveu foi que se não conseguir uma vaga na chapa do prefeito João Campos sairá candidata avulsa. Para quem montou uma campanha de governadora quase sozinha em 2022 e acabou no segundo turno, Marília não tem demonstrado qualquer receio de, mais uma vez, topar a parada, segundo revelou um dos seus amigos. Até porque ao contrário de 2022, quando vários candidatos disputavam uma vaga de governador e uma de senador, ela agora disputará duas vagas disponíveis para o Senado.
Além de afirmar que não é candidata a federal, Marília já informou ao próprio Solidariedade que só vai se preocupar com sua campanha: “ as chapas proporcionais ficam por conta do partido ao qual irei me filiar “- adiantou a um deputado que a procurou nos últimos dias. Ela também lhe explicou que os nomes que já tinha procurado para se filiar ao Solidariedade para disputar a eleição de federal quando ela própria era pré-candidata, poderão continuar no Solidariedade ou migrar para outra legenda para onde ela for disputar o Senado. E adiantou “o que não quero é me preocupar com eleição proporcional. Isso é tarefa do partido.
Do Blog Dellas (Jornal do Commercio)





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