Velocidade: Radares de velocidade média identificam 66 vezes mais multas por excesso de velocidade durante monitoramento

Velocidade: Radar de velocidade média flagra desrespeito de motoristas ainda maior. Teste é feito na BR-050, em Minas Gerais

Enquanto a legislação de trânsito brasileira ainda não tem capacidade de reconhecer os benefícios para a segurança viária da implantação dos radares de velocidade média – que monitoram trechos, não apenas pontos -, o excesso de velocidade segue sendo assustador nas rodovias brasileiras, que registram mais de 800 mil multas por hora, segundo a PRF.

De forma geral, os condutores gostam de correr e ignoram os limites de velocidade das vias – principalmente das rodovias, onde os sinistros de trânsito costumam ser fatais. Muitos reduzem apenas onde são obrigados a reduzir. Depois, voltam a pisar no acelerador. São condutores que tratam o limite legal como obstáculo, não como medida de proteção à vida.

Essa realidade foi constatada em um levantamento realizado em Minas Gerais como teste de velocidade média, apenas informalmente, já que o projeto que poderia regulamentar a nova fiscalização não avança no Congresso Nacional e foi retirado do parecer do relator do chamado PL das Velocidades Seguras.

Em um trecho de 11 km da BR-050, conhecida como Rodovia Chico Xavier, no trecho entre Uberaba e Delta, em Minas Gerais, o monitoramento entre dois radares mostrou que muitos motoristas reduzem a velocidade apenas diante do equipamento e voltam a acelerar assim que passam pelo ponto de fiscalização. O teste foi feito para uma reportagem da TV Globo.

No primeiro semestre de 2026, 1,5 mil veículos foram flagrados acima do limite em um dos radares. Quando a análise considerou o tempo de percurso entre os dois pontos, o número de infrações foi 66 vezes maior.

A diferença não foi apenas estatística. Revelou que o modelo implementado há décadas no País, que fiscaliza um único ponto, não é mais eficiente nos tempos atuais. Principalmente em vias mais livres e à noite.

A BR-050 é operada pela concessionária Eco050 e desde outubro de 2024 faz o monitoramento experimental com radares que aferem a velocidade média. A BR-050 é a primeira rodovia federal concessionada a contar com esse sistema de monitoramento, numa parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

PRF apreende quase meia tonelada de cocaína e pasta base em caminhonetes de luxo em Salgueiro

PRF apreende quase meia tonelada de cocaína e pasta base em caminhonetes de luxo em Salgueiro

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, nesta segunda-feira (3), cerca de 450 quilos de cocaína e pasta base de cocaína durante uma abordagem na BR-232, em Salgueiro. Dois homens foram detidos suspeitos de envolvimento no transporte do entorpecente.

A apreensão aconteceu durante uma fiscalização da Operação Duas Rodas. De acordo com a PRF, os agentes abordaram uma caminhonete de luxo e o motorista apresentou informações contraditórias sobre o motivo da viagem.

Durante a abordagem, o homem teria informado que fazia a escolta de outro veículo que transportava drogas. A equipe, então, realizou buscas na rodovia e localizou uma segunda caminhonete.

No compartimento de carga do veículo, os policiais encontraram centenas de tabletes de cocaína e pasta base, totalizando aproximadamente 450 quilos de entorpecentes.

Segundo a PRF, os dois suspeitos afirmaram que haviam saído do Tocantins e recebiam informações sobre o trajeto durante a viagem. Eles disseram ainda que não sabiam qual seria o destino final da droga.

Os homens e o material apreendido foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal em Salgueiro. Eles podem responder por tráfico de drogas, crime com pena prevista de cinco a 15 anos de prisão.

TCE julga acumulação de cargos públicos nas prefeitura de Tabira, Itapetim, Quixaba e Tuparetama

Na Sessão Ordinária Presencial da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, realizada em 30 de julho de 2026, foi discutido o Processo TCE-PE nº 25101402-2, sob a relatoria do Conselheiro Marcos Loreto, referente a uma Auditoria Especial de Conformidade do exercício de 2025 nas Prefeituras de Tabira, Itapetim, Quixaba e Tuparetama.

O foco da auditoria foi a acumulação de cargos públicos pelo Secretário de Planejamento e Gestão de Tabira, Allan Guedes de Melo e Dias, que estava acumulando quatro cargos de forma irregular, mesmo estando com licenças sem vencimentos. A análise concluiu que, embora a acumulação fosse ilegal, não houve dolo ou má-fé, sendo caracterizado um erro interpretativo.

O Acórdão T.C. nº 1525/2026 decidiu pela regularidade com ressalvas, ressaltando a necessidade de aprimoramento no controle de pessoal para evitar situações semelhantes no futuro, como exigir declaração de acumulação de cargos e realizar checagens periódicas.

O julgamento contou com a presença dos Conselheiros Valdecir Pascoal e Eduardo Lyra Porto, além do Procurador do Ministério Público de Contas, Gilmar Severino de Lima. A recomendação final orienta que as gestões futuras da Prefeitura de Tabira adotem medidas rigorosas de controle sobre a acumulação de cargos pelos servidores.

Patrimônio de Jaques Wagner cresce 630% em oito anos e chega a R$ 24 milhões

Patrimônio de Jaques Wagner, investigado no caso Master, cresceu 630% em  oito anos | Política | Valor Econômico

O patrimônio do senador Jaques Wagner (PT-BA) cresceu 631% desde a última eleição em que disputou, há oito anos. Em declaração entregue à Justiça Eleitoral, o petista informou ter R$ 24,5 milhões em bens, um aumento expressivo comparado a 2018, quando declarou R$ 3,3 milhões.

A inflação acumulada de agosto de 2018 a julho de 2026 foi de 49,4%, de acordo com o IPCA. O valor dos bens, contudo, não é atualizado nas declarações feitas pelos candidatos.

O principal ativo que fez crescer o patrimônio do senador, que vai disputar a reeleição e deixou a liderança do governo Lula (PT) após ser alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Banco Master, é um crédito de R$ 13,8 milhões decorrente da venda de um terreno para o Esporte Clube Bahia e a Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.

A área tem 51 mil metros quadrados e fica às margens da Via Metropolitana, rodovia que foi planejada e cuja implantação foi contratada no período em que o próprio Jaques Wagner governou a Bahia.

Documentos obtidos pela Folha mostram que o terreno foi adquirido pelo senador em março de 2000, quando ele era deputado federal, por R$ 28 mil —cerca de R$ 130 mil em valores corrigidos pela inflação. Vinte e cinco anos depois, o imóvel foi vendido por R$ 15 milhões, o equivalente a uma valorização real de aproximadamente 11.400%, já descontada a inflação do período.

Em entrevista à rádio Andaiá FM, Jaques Wagner afirmou que abriu mão de receber indenização pela parte da área atingida pela construção da Via Metropolitana.

“A estrada passou pelo traçado que os engenheiros acharam melhor, cortou lá um pedaço do terreno e eu disse: não vou cobrar nenhuma desapropriação”, declarou.

O senador também minimizou a valorização do imóvel. “É óbvio que tudo valoriza em 26 anos”, disse.

“Os próximos anos serão os melhores da história de Pernambuco”, aposta Raquel ao mirar reeleição

Segundo Raquel, o eleitor encontrará uma campanha voltada para o futuro/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, neste domingo (2), que um eventual segundo mandato será marcado pelo aprofundamento dos investimentos e das entregas iniciadas nos últimos três anos e meio de governo. Em entrevista coletiva após a convenção estadual do PSD, no Recife, que oficializou sua candidatura, a gestora disse não ter “dúvida nenhuma” de que “os próximos anos serão os melhores da história de Pernambuco”.

“Nós vamos continuar nas ruas, assim como fizemos há quatro anos, quando percorremos Pernambuco inteiro”, afirmou. Segundo a governadora, Pernambuco “está pronto para crescer” porque o governo teria reorganizado as contas públicas, ampliado a capacidade de investimento e estruturado projetos considerados estratégicos.

“A gente cortou o mato alto em todas as áreas. Não está tudo pronto, mas plantamos sementes em cada lugar e começamos a colhê-las. Sabemos exatamente o que precisa ser feito, como e onde fazer”, declarou.

Ao fazer um balanço dos cerca de 1.300 dias de governo, a candidata afirmou que sua gestão devolveu protagonismo a Pernambuco, citando recordes de investimentos públicos, geração de empregos e redução da violência. Ela atribuiu os resultados ao planejamento, à construção de parcerias e à capacidade de execução da equipe de governo.

Segundo Raquel, o eleitor encontrará uma campanha voltada para o futuro. “A gente reverencia o passado, se inspira, corrige erros, mas o melhor é olhar para o futuro. Um futuro em que apresentamos aquilo que fizemos, as alianças que construímos e a união com prefeitos, deputados e, sobretudo, com o povo”.

Recado aos adversários

No discurso durante a convenção, a governadora também enviou um recado aos adversários, ao afirmar que as críticas feitas à sua gestão não se confirmaram. “Quiseram dizer que ia dar errado, se deram mal. Me deixa trabalhar que eu sei fazer!”, declarou.

A governadora também afirmou que pretende ampliar políticas voltadas às mulheres, à habitação, à educação e à primeira infância. Citou a entrega de moradias, a ampliação das vagas em creches e programas como o “Pix do Tênis”, defendendo que essas iniciativas representam o compromisso de sua gestão com a população mais vulnerável.

“Eu quero continuar sendo a voz das mães que estão botando seu menino na creche e conseguindo sair para trabalhar. Quero ser a mulher que construiu o Pix do Tênis para que nunca mais um menino deixe de ir para a escola”.

Auditoria do TCE-PE aponta falhas na gestão da compensação previdenciária em Caetés

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) apontou irregularidades na gestão da compensação previdenciária no Instituto de Previdência dos Servidores de Caetés e da Prefeitura Municipal de Caetés, no período de 2020 a 2025. A decisão teve como base uma auditoria especial relatada pelo conselheiro Dirceu Rodolfo.

A auditoria avaliou se os procedimentos de compensação previdenciária junto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estavam sendo realizados corretamente.

A compensação previdenciária é um mecanismo pelo qual um regime de previdência recebe recursos de outro quando paga a aposentadoria ou pensão de um segurado que contribuiu para mais de um regime ao longo da vida.

Os auditores também analisaram a recuperação de créditos previdenciários, a fiscalização dos contratos relacionados a esses serviços, os registros contábeis e as projeções atuariais, estudos que estimam se o regime terá recursos suficientes para pagar aposentadorias e pensões no futuro.

A fiscalização identificou falhas na gestão da compensação previdenciária, como a paralisação dos procedimentos operacionais, falta de controle sobre os pedidos em andamento, deficiência na fiscalização dos contratos e fragilidades nos mecanismos internos de acompanhamento. Também encontrou erros na estimativa da receita que o município esperava receber com a compensação previdenciária e que foi utilizada nas avaliações atuariais.

A auditoria apontou ainda que a contratação de empresa para executar os serviços não trouxe os resultados esperados. Vários pedidos permaneceram sem análise adequada, o que expôs o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município a perdas financeiras relevantes.

Além de julgar a gestão irregular, o relator aplicou multa de R$ 13.731,05 ao prefeito de Caetés, Nivaldo da Silva Martins, e a outros integrantes da gestão municipal.

RECOMENDAÇÕES

No voto, o relator também fez uma série de recomendações. Entre elas, que o município conclua a análise dos processos de compensação previdenciária paralisados no sistema BGCOMPREV e realize os ajustes contábeis necessários para registrar ativos que não foram contabilizados em exercícios anteriores, conforme o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.

Também recomendou a criação de um monitoramento permanente dos atos de aposentadoria e pensão registrados no TCE-PE, para garantir que os pedidos de compensação previdenciária sejam apresentados dentro do prazo e evitar perda de direito aos créditos e prevenir novas prescrições. Outra recomendação foi a adoção de mecanismos de controle para conferir as premissas utilizadas nas avaliações atuariais.

João Campos reforça aliança com Lula e diz que Pernambuco precisa de “força política”

João Campos confirma candidatura ao governo prometendo 'recuperar  protagonismo' de Pernambuco | Brasil de Fato

Depois de ter a candidatura ao Governo de Pernambuco homologada pela Frente Popular de Pernambuco neste sábado (1º), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) afirmou que conduziu a pré-campanha sem ataques aos adversários e defendeu uma estratégia baseada na ampliação de alianças políticas. Em entrevista após a convenção, no Clube Internacional, o socialista disse que seu grupo permanece aberto à chegada de novas lideranças e chapas proporcionais.

Segundo João, a composição formada por 12 partidos é resultado de uma construção política pautada pelo diálogo. “A gente não gastou, vocês não me viram falando mal de ninguém, falando mal de um candidato, de outro, criticando uma condução política. A gente gastou o tempo somando e dizendo a verdade às pessoas”, afirmou.

O candidato acrescentou que a coligação seguirá aberta para novas adesões. “A gente está pronto para acolher uma liderança da zona rural, um presidente de partido, uma chapa completa de deputados. A gente está aqui para construir, para somar”.

João também destacou a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), na convenção, classificando-a como um gesto de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a parceria com o governo federal será determinante caso seja eleito governador.

“A presença de Geraldo Alckmin aqui representa muito. Ele está em nome do presidente Lula e amanhã estaremos todos juntos em São Paulo homologando a candidatura de Lula à Presidência da República, para juntos governarmos o Brasil e governarmos Pernambuco”, disse.

BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro e Lula seguem como os mais rejeitados, com 49% cada

Flávio Bolsonaro reduz vantagem de Lula e esvazia efeito de união de  governadores da direita, mostra Genial/Quaest

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa à Presidência da República está empatada em 49%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 3.

Os dois seguem empatados tecnicamente na liderança dos presidenciáveis mais rejeitados. No último levantamento, de 27 de julho, Flávio tinha 50% de rejeição. A variação foi dentro da margem de erro. Já Lula havia registrado 49%, mesmo porcentual da pesquisa de hoje.

Ainda no quesito rejeição, Romeu Zema (Novo) registra 31%; Ronaldo Caiado, 29%; e Renan Santos (Missão), 27%.

Santos segue o mais desconhecido, com 47% dos eleitores que dizem não conhecê-lo. Zema é desconhecido por 35% dos eleitores e Caiado, por 33%.

Preferência política

O levantamento mostra ainda que 37% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa de 27 de julho eram 39%.

Outros 35% afirmam que gostariam de ver eleito Flávio Bolsonaro, um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou um membro de sua família. Na mostra anterior, eram 36%. Pela pesquisa divulgada hoje, 22% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo, mesmo porcentual registrado na última pesquisa. Brancos, nulos e indecisos somam 1%. Não sabem ou não responderam são 3%.

De acordo com o cruzamento de dados apresentado pelo levantamento, entre os eleitores que preferem uma terceira via, 17% votariam em Lula; 17%, em Flávio; e 45% nos demais candidatos.

A Nexus ouviu 2.002 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02874/2026.

Datafolha: Raquel Lyra 48% contra 42% de João Campos

Datafolha: Raquel Lyra cresce e passa João Campos em PE - 28/05/2026 -  Política - Folha

A pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta (31), trouxe a governadora Raquel Lyra (PSD) seguindo na liderança para o Governo de Pernambuco. Na estimulada, ela pontua com 48% contra 42% do seu principal concorrente, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

No último levantamento, realizado em maio deste ano, a pré-candidata à reeleição aparecia com 48% de intenção de voto, enquanto o socialista tinha 43%. Apesar de agora a governadora permanecer à frente numericamente, ela segue empatada com Campos dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais.

Ainda no cenário estimulado, quando os nomes dos postulantes são apresentados aos entrevistados, Ivan Moraes (PSOL) tem 1%; e Camila Falcão (UP) 1%. Renan Hallais (Missão) foi citado mas não alcançou 1% de intenção de voto. Os brancos e nulos somam 5% e os eleitores que não sabem são 2%.

A pesquisa Datafolha foi realizada de forma presencial, ouvindo 1.022 eleitores em Pernambuco entre os dias 28 e 30 de julho de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-04519/2026.

RealTime Big Data PE mostra empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos

Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB)

Pesquisa do instituto RealTime Big Data em Pernambuco aponta empate técnico entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) nas intenções de voto do 1º turno e na simulação de 2º turno.

O RealTime Big Data ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco por telefone entre 27 e 30 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi financiado com recursos próprios. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-08413/2026.

1º turno (estimulada)

Raquel Lyra (PSD) – 44%
João Campos (PSB) – 42%
Ivan Moraes (PSOL) – 3%
Renan Hallais (Missão) – 1%
Nulo/Branco – 6%
Não sabe/Não respondeu – 4%
Guilherme Fonseca (PSTU) – não pontuou

1º turno (espontânea)

Raquel Lyra (PSD) – 21%
João Campos (PSB) – 20%
Marília Arraes (PDT) – 1%
Outros – 3%
Nulo/Branco – 10%
Não sabe/Não respondeu – 45%

2º turno

Raquel Lyra (PSD) – 45%
João Campos (PSB) – 44%
Nulo/Branco – 5%
Não sabe/Não respondeu – 6%

Ministério Público de Afogados da Ingazeira instaura inquérito sobre construção da Academia da Saúde de Queimada Grande

Prefeitura de Afogados inaugurou academia da saúde na Queimada Grande.

O Ministério Público de Afogados da Ingazeira instaurou Inquérito Civil para investigar supostas irregularidades na construção da Academia da Saúde na comunidade de Queimada Grande.

Diz o MP: “CONVERTER a presente NOTÍCIA DE FATO em INQUÉRITO CIVIL, com o escopo de investigar detidamente as supostas irregularidades e aferir a adequação físico-financeira da obra de construção da Academia da Saúde na comunidade de Queimada Grande, zona rural de Afogados da Ingazeira.

CONSIDERANDO que a Notícia de Fato nº 02251.000.319/2025 foi instaurada a partir de denúncia formulada por Edson Antônio Rodrigues da Silva (vereador Edson do Cosmetico), mediante o Ofício nº 014/2025, relatando a existência de possíveis irregularidades na execução da obra pública de construção da Academia da Saúde na comunidade de Queimada Grande, localizada na zona rural de Afogados da Ingazeira.”

Segundo o MP, a Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira encaminhou a cópia integral do Processo Licitatório nº 008/2023 (Tomada de Preços nº 0001/2023), cujo valor estimado foi de R$ 194.182,05, além de informações indicando que a obra foi concluída e inaugurada em 16 de maio de 2025, com a juntada de boletins de medição, notas fiscais, empenhos, comprovantes de pagamento e registros fotográficos.

Prefeitura de Garanhuns é investigada por cobrar por uso de espaços públicos durante o FIG

Festival de Inverno de Garanhuns (FIG)/Hannah Carvalho- SecultPE/Fundarpe

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar os critérios de uso e ocupação de áreas públicas durante o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns na última terça-feira (28), o processo é consequência de uma representação enviada ao órgão, que aponta supostas ilegalidades na aplicação do Decreto Municipal nº 007/2026, que regulamentou a cobrança de preço público para uso de espaços durante o evento.

Sancionada pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB) em março deste ano, a norma regulamenta que a ocupação da Praça Mestre Dominguinhos para comercialização de ingressos ou senhas (cercadinho) terá cobrança de R$ 5,20 por metro quadrado, por dia. Já para a venda de comidas, bebidas e outros produtos no local, o valor foi definido como sendo de R$ 4,60 por metro quadrado por dia.

O preço para comercialização desses produtos nos demais polos da festa foi definido em R$ 3,45 por metro quadrado por dia. De acordo com a legislação, a cobrança se baseia na premissa de que “a utilização de bens públicos para atividades econômicas por particulares configura hipótese de preço público, conforme previsto na Legislação Municipal”.

Segundo a denúncia enviada ao MPPE, contudo, o decreto não estabelece limites máximos de ocupação por interessado nem garante um percentual mínimo de espaços livres para circulação do público. Para a promotoria responsável pelo processo, a ausência desses critérios poderia restringir o acesso gratuito aos principais polos do evento, especialmente a Praça Mestre Dominguinhos e o Parque Euclides Dourado.

O MPPE também destaca que praças, parques e outros logradouros públicos são bens de uso comum da população. O órgão pontua que, embora seja permitida a exploração econômica desses espaços por particulares, esse tipo de ocupação possui “caráter excepcional e precário, devendo observar os princípios da razoabilidade, isonomia e, obrigatoriamente, preservar a função social e o acesso democrático ao evento”, diz a portaria de instauração do procedimento, assinada pelo promotor Domingos Sávio Pereira Agra.

Apesar de a edição de 2026 do FIG já ter sido encerrada, o MPPE afirma que a legislação municipal que disciplina o uso dos espaços continua em vigor. Por isso, considera necessária uma atuação preventiva para evitar que futuras edições do festival sofram um processo de “privatização desproporcional” e de “elitização dos espaços públicos”.

Como parte da apuração, o Ministério Público requisitou à Prefeitura de Garanhuns, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informações e documentos que deverão ser apresentados no prazo de 15 dias, incluindo relatório detalhando a divisão dos espaços na Praça Mestre Dominguinhos e no Parque Euclides Dourado durante o evento realizado este ano, com a área total dos polos, a metragem destinada à exploração comercial — como camarotes, frontstage e barracas — e o percentual efetivamente reservado ao acesso gratuito do público.

A prefeitura também foi questionada acerca de eventual intenção de alterar o decreto para estabelecer limites de ocupação por empreendimentos privados e garantir a reserva de áreas livres nas próximas edições do festival.

Posicionamento

Por meio de nota, a Prefeitura de Garanhuns disse que recebeu a notificação de instauração do procedimento administrativo do MPPE. “Em relação aos questionamentos apresentados, a gestão municipal esclarece que a utilização de espaços públicos durante o Festival de Inverno de Garanhuns é regulamentada pela Lei Municipal nº 5.112/2023, alterada pela Lei nº 5.308/2024, e pelo Decreto Municipal nº 007/2026. O Decreto disciplina a ocupação do solo em caráter precário, a título oneroso, para áreas específicas e de dimensões reduzidas localizadas exclusivamente na Praça Mestre Dominguinhos e no Parque Euclides Dourado, estabelecendo, inclusive, os valores por metro quadrado para essa utilização”, diz o posicioamento.

Segundo a prefeitura, a ocupação do solo em caráter precário, a título oneroso, é um modelo “adotado há três décadas no Festival de Inverno de Garanhuns, com a instalação de camarotes na Praça Mestre Dominguinhos, prática existente desde antes da municipalização do evento”. A gestão ressaltou ainda que segue a disposição do MPPE para prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com o acompanhamento realizado pelo órgão.

“O Festival de Inverno de Garanhuns é um evento de caráter amplamente democrático, composto por mais de 20 polos culturais com acesso gratuito à população. As áreas autorizadas para utilização por particulares representam, na prática, menos de 10% da área total utilizada nos polos do festival, preservando o amplo acesso do público aos espaços e às atividades culturais”, completa o posicionamento.

Adolescente de 13 anos morre após colisão com ônibus escolar em Arcoverde

Adolescente de 16 anos morre após colisão com ônibus escolar em Arcoverde
/Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um adolescente de 13 anos morreu na noite desta quinta-feira (30) após se envolver em um acidente com um ônibus escolar da Rede Municipal de Ensino, em Arcoverde.

Segundo informações repassadas à polícia, o adolescente era aluno de uma Escola de Referência em Ensino Fundamental (EREF). Ele estava fardado e conduzia uma bicicleta quando colidiu com o ônibus no momento em que o coletivo fazia uma conversão na rotatória em frente ao Terminal Rodoviário de Arcoverde.

Com o impacto, o estudante ficou preso sob o ônibus e precisou ser retirado por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE). Devido à gravidade dos ferimentos, ele morreu ainda no local, antes de receber atendimento médico.

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) isolou a área para a realização da perícia pelo Instituto de Criminalística (IC). Após os procedimentos, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que o caso foi registrado como acidente de trânsito.

“As investigações foram iniciadas e seguem até a completa elucidação dos fatos”, afirmou a corporação.

O que diz a Prefeitura de Arcoverde

Em nota, a Prefeitura de Arcoverde manifestou profundo pesar pelo falecimento do aluno da Escola Jornalista Edson Regis, ocorrido na noite desta quinta-feira, 30 de julho, em decorrência de um acidente envolvendo um veículo do transporte escolar da Rede Municipal de Ensino.

“Neste momento de dor, a gestão municipal se solidariza com os
familiares, amigos e toda a comunidade escolar, expressando as mais sinceras condolências pela irreparável perda”, afirmou.

Em respeito à memória do estudante e em solidariedade aos seus familiares, a Prefeitura de Arcoverde também decidiu suspender as solenidades de entrega das reformas da Escola Gumercindo Cavalcanti, que estavam previstas para acontecer nesta sexta-feira (31).

A Prefeitura informou ainda que está prestando toda a assistência necessária à família do estudante.

“Paralelamente, foi determinada a abertura de procedimento administrativo para apurar, com rigor e total transparência, as circunstâncias do acidente, sem prejuízo das investigações conduzidas pelas autoridades competentes”, declarou.

Por fim, a Prefeitura reafirmou o compromisso com a transparência, a responsabilidade e o acompanhamento integral da ocorrência, colocando-se à disposição para colaborar com todos a os esclarecimentos necessários.

Mendonça autoriza PF a abrir inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha no governo

Ministro André Mendonça, do STF, avaliará se mantém ou não o rigoroso sigilo imposto pelo ex-relator Dias Toffoli às investigações sobre o Master/Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator do caso, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Procurada, a defesa de Lulinha disse que recebeu “com tranquilidade” a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula.

A informação sobre o pedido de inquérito foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. A solicitação foi enviada à presidência do STF com a sugestão de distribuição livre na Corte, o que tiraria o caso das mãos do ministro André Mendonça. A presidência, porém, remeteu o caso ao ministro, por entender que havia conexão com as investigações sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha, o que vinha gerando descontentamento na corporação. No pedido de investigação, a PF cita suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. O objetivo da apuração é saber se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamentos.

O nome do filho do presidente surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias por causa de sua relação com um dos empresários investigados como líder do esquema, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha chegou a admitir em documento protocolado no STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo “Careca do INSS” para prospectar um negócio de cannabis medicinal. Esse negócio seria intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e responsável por apresentá-lo ao “Careca do INSS”. Ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do empresário e afirmou que prestou serviços de consultoria para regulação do mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Como revelou o Estadão, a PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto do “Careca do INSS” e, por causa disso, informou no final do ano a André Mendonça que iria aprofundar as suspeitas sobre o filho do presidente. Agora, os investigadores entenderam que os fatos encontrados sobre Lulinha não têm relação direta com os desvios do INSS e, por isso, decidiram pedir um inquérito autônomo para investigar o assunto.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, considerou “estranha” a instauração do novo inquérito e citou “pesca probatória”. “Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou.

Ministério Público investiga suspeita de superfaturamento na compra de 672 aparelhos de ar-condicionado pela prefeitura do Recife em 2025

Prefeitura do Recife restringe acesso do público aos prédios municipais e  estabelece rodízio para servidores | G1

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para investigar se houve superfaturamento na compra de 672 aparelhos de ar-condicionado realizada pela Secretaria de Educação do Recife em março de 2025. O contrato analisado foi celebrado com a Harpia Solutions, empresa sediada em Manaus, com valor total de R$ 5.020.726,01.

O procedimento foi aberto pela Promotoria de Patrimônio Público da Capital, no dia 24 de julho. A investigação tem como objetivo verificar se houve superfaturamento na aquisição dos equipamentos e identificar eventuais responsabilidades, podendo resultar no ajuizamento de ação civil pública, ação por improbidade administrativa ou no arquivamento do caso, caso não sejam confirmadas irregularidades.

De acordo com a portaria de instauração, assinada pela promotora Andréa Magalhães Porto Oliveira, o caso também está sendo analisado pelo Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE). O órgão informou ao MPPE que os fatos são objeto de um procedimento interno de fiscalização, conduzido pela Gerência de Educação (GEDU-02), que busca verificar indícios de sobrepreço na contratação e a regularidade da adesão a uma ata de registro de preços do Governo do Maranhão utilizada pela Prefeitura do Recife.

A investigação do MPC, contudo, segue sob sigilo e as informações sobre o andamento da fiscalização solicitadas ao órgão pelo MPPE ainda não foram compartilhadas. Assim, como ainda não é possível caracterizar improbidade administrativa, o MPPE decidiu instaurar o inquérito civil para aprofundar a apuração.

Como primeira providência, a promotoria determinou o reenvio de ofício ao Ministério Público de Contas. Foi concedido novo prazo de 15 dias úteis para que o órgão informe o andamento do procedimento de fiscalização referente ao contrato.

Contrato

De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura do Recife, o contrato em questão envolve a compra de quatro modelos de aparelhos de ar-condicionado para escolas do Recife. São eles:

262 unidades do modelo Split Hw Inverter R-32
Electrolux Color Adapt Wi-fi 18000 Btus Frio
220V YI18F (valor unitário de R$ 3.941,53)

250 unidades do modelo Split Inverter 24000 BTUs
Electrolux Color Adapt Só Frio JI24F/JE24F
220V (valor unitário de R$ 4.779,41)

75 unidades do Split Inverter 30000 BTUs
Philco Quente e Frio PAC30000IQFM15 220V (valor unitário R$ 7.507,62)

85 unidades do Split 12000 BTUs Agratto Só
Frio ACST12F 220V (valor unitário de R$ 2.542,68)

Assim, o montante inicial da compra somava R$ 3.006.732,66. O valor global do negócio, no entanto, passa dos R$ 5 milhões em razão de um aditivo oferecido pela prefeitura à empresa contratada.

Prefeitura

Por meio de nota, a Secretaria de Educação do Recife disse que o assunto “já havia sido formalmente esclarecido junto ao MPPE desde outubro de 2025”. A pasta também comentou que vai colaborar com os órgãos de controle, prestando todos os esclarecimentos necessários.

“Com relação ao processo de contratação dos aparelhos de ar-condicionado, o serviço ocorreu por meio de adesão a uma Ata de Registro de Preços do Governo do Maranhão, procedimento previsto na Legislação brasileira e precedido de justificativa técnica e pesquisa de preços realizada em janeiro de 2025, em conformidade com as normas vigentes. Toda a documentação referente ao processo está disponível para consulta pública no Portal de Compras da Prefeitura do Recife”, afirma o posicionamento.

Segundo a Secretaria de Educação, a pesquisa de preços foi realizada considerando o cenário de mercado existente no período da contratação. “Assim, eventuais comparações devem observar o mesmo recorte temporal, uma vez que os valores de mercado sofrem variações ao longo do tempo”, acrescenta.

A pasta também informou que o contrato foi integralmente executado, com os 672 aparelhos de ar-condicionado entregues e instalados nas unidades da Rede Municipal de Ensino.