O vereador Zé Negão esteve acompanhando o candidato a deputado estadual Marconi Santana durante entrevista neste sábado (05) na Rádio Pajeú. Foi a primeira participação em uma emissora de rádio após anunciar durante a semana o apoio a Fernando Monteiro para deputado federal.
Zé Negão foi destaque durante a semana no tocante ao apoio para deputado federal por ele e por seu grupo.
A princípio, Zé apoiaria Danilo Simões para federal, depois, foi informado que Zé teve uma conversa com Fernando Bezerra e que apoiaria Miguel Coelho para federal. Procurado, Zé informou que realmente teve uma conversa, mas que não havia fechado apoio.
Após tantas informações, foi confirmado que o apoio do Zé Negão e seu grupo não seria para Danilo Simões e nem para Miguel Coelho, e sim, para Fernando Monteiro.
Perguntando como ficaria a oposição a partir de agora, principalmente para 2028, Zé afirmou que continua firme com Danilo e que não há divergências dentro da oposição. “Nós não temos brigas, divergências com a pessoa de Danilo, a questão foi política”, disse Zé.
Sobre se a oposição não saia enfraquecida com essa divisão, Zé disse que “é somente aguardar o dia 4 (dia da Eleição) e somar os votos de Danilo, Romero Sales, Fernando Monteiro e Marconi Santana para saber realmente se houve esse enfraquecimento.”
Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no centro da disputa, as duas últimas rodadas da pesquisa Genial/Quaest revelaram que a corrida eleitoral para o governo de Pernambuco fez um “X”, com o segundo nas pesquisas de intenção de voto ultrapassando o primeiro. Raquel Lyra (PSD), atual governadora, consolidou na última semana a virada sobre João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, e virou favorita na disputa pelo comando do Palácio do Campo das Princesas.
Em abril, quando deixou a Prefeitura do Recife para disputar o governo estadual, João Campos liderava a corrida, com 46% das intenções de voto, contra 38% de Raquel. No fim de julho, a governadora passou à frente, com 43%, contra 37% do socialista, acirrando a corrida. Na pesquisa mais recente da Quaest, divulgada na terça-feira, 25, Raquel ampliou a vantagem para 44%, enquanto João aparece com 36%.
A mudança ocorre paralelamente a uma forte melhora na avaliação do governo estadual. Em agosto de 2025, Raquel registrava cerca de 45% de desaprovação, então seu pior resultado desde o início do mandato. Na pesquisa mais recente, a governadora aparece com 68% de aprovação e apenas 24% de desaprovação. Ao longo de 2025 e nos primeiros meses deste ano, os levantamentos eleitorais também mostravam João Campos à frente.
Para os cientistas políticos Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio, e Ernani Carvalho, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a virada não pode ser explicada por um único fator. O desempenho administrativo de Raquel, a presença política no interior, a saída de João da Prefeitura do Recife e a estratégia de alianças contribuíram para alterar o cenário.
Ismael avalia que a governadora conseguiu transformar a agenda administrativa em uma estratégia eleitoral, com uma intensificação de obras e ações no Estado. Segundo ele, a mudança também foi acompanhada por uma comunicação política mais eficiente nas redes sociais e por uma maior exposição de Raquel junto aos municípios.
“Eu acho que, em primeiro lugar, houve uma estratégia que me parece que foi muito bem sucedida da governadora Raquel Lyra, de passar a partir do início do ano, final do ano passado, início do ano, a, vamos dizer assim, acelerar obras, a assinar contratos, iniciando novas obras”, avalia Ismael
O professor da PUC-Rio afirma que a estratégia ajudou Raquel a ganhar visibilidade justamente em áreas nas quais João tinha construído uma vantagem política. A governadora passou a percorrer municípios, anunciar investimentos e estabelecer uma comunicação, já o ex-prefeito deixou o comando de uma importante vitrine administrativa para se tornar candidato de oposição.
A avaliação é semelhante à de Ernani Carvalho, para quem a melhora eleitoral de Raquel foi resultado de um processo mais longo de reorganização política e administrativa. O professor destaca que a governadora passou a colher, especialmente a partir deste ano, os efeitos de investimentos que haviam sido estruturados anteriormente.
A transformação de recursos em obras e políticas públicas, na avaliação dele, também ajudou a alterar a percepção do eleitor sobre a gestão estadual. O resultado é um cenário no qual a governadora passou a combinar vantagem eleitoral com uma avaliação positiva do governo.
“Isso é muito positivo, pois há fortes evidências na ciência política de que gestores bem avaliados que buscam a reeleição têm uma probabilidade muito alta de sucesso”, afirma Carvalho.
Outro elemento apontado pelos especialistas é a diferença de posição entre os dois candidatos. João Campos deixou a Prefeitura do Recife em abril. Raquel, ao contrário, permaneceu no cargo e pôde conciliar a agenda de governadora com a campanha pela reeleição.
Para Ernani, essa diferença de “incumbência” pesa na disputa. “João sai da prefeitura, ele perde a incumbência. Ou seja, ele deixa de ter uma visibilidade pública institucional pela prefeitura do Recife, que é uma das grandes capitais do Brasil, e isso pesa.”
A vantagem de João, por outro lado, permanece concentrada na Região Metropolitana, onde sua gestão como prefeito foi bem avaliada. Raquel, segundo os especialistas, conseguiu ampliar sua presença no interior, especialmente no Agreste e no Sertão, além de construir uma rede de apoio entre os prefeitos.
A disputa territorial pode ser decisiva porque, segundo Ernani, a diferença de João na Região Metropolitana vem diminuindo, e a vantagem de Raquel nas demais regiões permanece ou aumenta.
O efeito Lula pode alterar disputa
Na avaliação feita pelos especialistas, a força de Lula é um dos principais elementos que ainda podem alterar a disputa. O presidente continua sendo um cabo eleitoral importante em Pernambuco e mantém forte presença política no Nordeste. João Campos aposta nessa associação, reforçada pela aliança entre PSB e PT.
Na avaliação de Ricardo Ismael, no entanto, a postura de Lula até aqui favorece Raquel. O presidente mantém relação institucional com a governadora e não adotou um discurso de confronto contra ela, o que permite à candidata do PSD disputar parte do eleitorado lulista sem se apresentar como adversária do presidente.
“Essa ambiguidade do Lula de que, vamos dizer, ele consegue trabalhar também com a Raquel Lira, caso ela seja eleita, isso tem prejudicado um pouco a campanha do João Campos, que procura, vamos dizer assim, dizer que ele é o candidato preferido.”
Para Ernani, o ponto central não é apenas saber se Lula apoiará Campos, mas qual será a intensidade desse apoio. Uma participação mais agressiva do presidente poderia criar um confronto direto com Raquel, uma governadora bem avaliada e que poderá ser importante para Lula num eventual segundo turno presidencial.
“Então, eu acho que, nesse momento, a grande questão não é o apoio do presidente Lula, é a intensidade desse apoio.”
Disputa ainda aberta ou consolidada
Apesar da virada, os especialistas não consideram a eleição definida. A pesquisa mostra que 72% dos eleitores dizem estar convictos da escolha, enquanto 27% ainda admitem mudar de voto. Para Ismael, o início da propaganda eleitoral e os debates podem produzir novos movimentos. “Acho que a eleição não está definida ainda”.
Ismael cita que uma denúncia, um erro de campanha ou um desempenho particularmente forte de um dos candidatos pode modificar a percepção do eleitor em uma disputa polarizada. Ernani, porém, considera que a vantagem atual de Raquel representa mais do que um movimento circunstancial. “Na minha percepção, esse processo de fortalecimento da governadora é um processo de consolidação”.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) alerta partidos políticos, federações, coligações, candidatas, candidatos e apoiadores para os cuidados com o uso de fogos de artifício durante comícios, carreatas, passeatas e outros atos de campanha.
A orientação consta da Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, que reúne parâmetros para auxiliar juízas e juízes eleitorais na organização e fiscalização das Eleições 2026. O documento destaca que a legislação eleitoral proíbe propaganda que perturbe o sossego público por meio de instrumentos sonoros ou sinais acústicos, inclusive os provocados por fogos de artifício.
O TRE-PE chama atenção para os impactos provocados pelos estampidos dos fogos, que pode afetar especialmente pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) ou hipersensibilidade sensorial, pessoas idosas e crianças, além de causar sofrimento a animais. Na Nota Técnica, o TRE-PE acolheu uma sugestão da OAB-PE sobre o tema.
Além das regras eleitorais, devem ser observadas as restrições previstas na legislação estadual e nas normas municipais. Em Pernambuco, a Nota Técnica cita expressamente a Lei Estadual nº 15.736/2016, que disciplina a utilização, a queima e a soltura de fogos de artifício e de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso.
A legislação estadual proíbe o uso de fogos de artifício das classes C e D que produzam estampidos, como determinados foguetes, baterias, morteiros e outros artefatos de maior potência sonora. A restrição não alcança os chamados fogos de vista, que produzem efeitos visuais sem estampido, nem artefatos de baixo ruído.
A recomendação é que as campanhas adotem alternativas que permitam a realização das manifestações eleitorais com respeito ao sossego público e às pessoas e animais mais sensíveis aos estímulos sonoros.
Irregularidades relacionadas a este tema podem ser denunciadas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.
A um mês do primeiro turno das eleições, os dois principais candidatos ao Governo de Pernambuco vão concentrar as agendas de campanha deste fim de semana no interior do estado. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) cumprem uma sequência de compromissos fora da Região Metropolitana do Recife neste sábado (5), com passagens principalmente pelo Agreste.
A governadora e candidata à reeleição terá uma agenda mais extensa, com quatro compromissos ao longo do dia. Raquel começa por Garanhuns e depois segue para Quipapá, na Mata Sul.
Os compromissos reforçam a disputa dos dois candidatos pelo eleitorado do interior do estado; tanto Raquel quanto João têm ampliado as agendas fora do Grande Recife, combinando atos próprios com eventos ao lado de candidatos proporcionais e lideranças políticas locais.
Raquel faz giro pelo Agreste
O primeiro compromisso de Raquel neste sábado está marcado para as 10h, com uma caminhada em Garanhuns. A concentração será na Avenida Rui Barbosa, no bairro de Heliópolis.
Às 14h, a governadora segue para Quipapá, onde participa de um encontro político com concentração na Escola Tancredo de Almeida Neves.
A candidata retorna ao Agreste no fim da tarde. Às 18h, participa de uma caminhada em Feira Nova, com concentração na PE-50. Uma hora depois, às 19h, Raquel encerra a programação com outra caminhada, desta vez no Centro de Limoeiro.
João participa de inaugurações de comitês
João Campos inicia a agenda deste sábado às 13h40, em Toritama. O candidato participa da inauguração do comitê de campanha da candidata a deputada estadual Helloysa Ferreira.
Depois, às 17h, o socialista estará em Belo Jardim para a inauguração do comitê do candidato a deputado federal Zé Guri. O último compromisso está previsto para as 19h40, em Correntes. João participa de um comício no Estádio Governador Eduardo Campos.
No domingo, o candidato deve manter a campanha voltada para o interior, com compromissos previstos em São Joaquim do Monte, Gravatá e Lajedo.
A Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), apresentou, nesta sexta-feira (4), uma nova denúncia junto à Polícia Federal. No processo, a defesa aponta a supressão e alteração de informações na página e no perfil Bastidor.pe, manifestando preocupação com a possível destruição de provas durante as investigações.
Segundo o corpo jurídico da coligação, a exclusão de postagens pode dificultar a identificação da origem da fotografia, dos responsáveis pela divulgação dos cartazes apócrifos, além do rastreamento de aparelhos, contas e endereços de IP da postagem inicial.
Além disso, a Frente Popular argumenta que o perfil Bastidor.pe publicou a única foto do panfleto que cita o marido da governadora Raquel Lyra (PDS). Seus três fundadores, segundo a coligação, foram assessores comissionados da candidata à reeleição, sendo um deles identificado como atual videomaker da campanha da gestora estadual.
Panfletos apócrifos: o que se sabe até agora?
O material, responsável por uma nova frente de disputa judicial entre as campanhas que concorrem ao Governo de Pernambuco, foi encontrado no Bairro do Recife no domingo (30) e passou a ser alvo de investigações das polícias e da Justiça Eleitoral. Entre as peças, havia uma que fazia referência ao empresário Fernando Lucena, marido de Raquel, que morreu em 2022. Outros cartazes também associavam a imagem da governadora a figuras políticas e personagens envolvidos em crimes.
Até o momento, não há identificação pública de quem produziu e determinou a distribuição dos materiais. A Justiça Eleitoral, inclusive, determinou a abertura de investigação para tentar esclarecer a autoria.
A Polícia Civil de Pernambuco confirmou a abertura de um inquérito para identificar os responsáveis pela produção e distribuição do material. A investigação é coordenada pela 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, no Recife, e o caso foi inicialmente registrado como calúnia.
Além disso, a PF deverá buscar quem colocou os cartazes nas ruas e também a origem dos arquivos utilizados para produzi-los, eventual gráfica ou equipamento de impressão, financiamento, transporte, armazenamento e distribuição. A apuração ainda deverá verificar se houve participação de eventuais mandantes, financiadores ou beneficiários.
A um mês das eleições, Pernambuco tem média de 53 denúncias de propagandas eleitorais irregulares, por dia, desde o início da campanha. Entre 16 de agosto e 4 de setembro, são 1.007 registros do Pardal no estado, ferramenta da Justiça Eleitoral que contabiliza as infrações.
As denúncias foram registradas em 82 cidades pernambucanas, aponta o painel. Os municípios com mais casos são Recife, com 281; Petrolina, no Sertão, com 103; Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, com 75; Cabo de Santo Agostinho e Paulista, ambos no Grande Recife, com 70 e 51, respectivamente.
Denúncias
As principais irregularidades relatadas são em vias públicas, com 474 denúncias. Infrações em bens particulares têm 131 queixas, enquanto em bens públicos, 111.
Outras reclamações são: carros de som, minitrios e trios elétricos (67); outdoors e outdoors eletrônicos (50); propaganda na internet (48).
Os cargos com mais irregularidades denunciadas são: deputado estadual (447); deputado federal (222); partido/coligação/federação (163); governador (148); senador (20); presidente (6) e vice-governador (1).
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a notificação de João Campos (PSB) para que, no prazo de dez dias, preste esclarecimentos sobre a declaração de que “quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital”, após interpelação judicial apresentada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).
A decisão foi proferida pela 16ª Vara Criminal da Capital. A medida tem caráter preparatório e não representa abertura de ação penal nem reconhecimento de que houve prática de crime.
Na decisão, a magistrada registra que a interpelação foi apresentada com fundamento no artigo 144 do Código Penal, dispositivo que permite a quem se considere atingido por referências, alusões ou frases de caráter ambíguo ou equívoco pedir explicações em juízo.
Segundo o despacho, a petição de Raquel cumpriu os requisitos formais para tramitar e a medida busca permitir que João, “querendo”, esclareça manifestações que a governadora considera ambíguas, equívocas ou ofensivas.
“Isto posto, notifique-se o interpelado, João Henrique de Andrade Lima Campos, para que, no prazo de 10 (dez) dias, preste, por escrito, as explicações que entender cabíveis acerca dos fatos narrados na exordial”, determinou a Justiça.
Declaração de João motivou interpelação
A ação foi apresentada depois de João afirmar, em meio às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais contra sua candidatura, que “quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital”.
O socialista não citou nominalmente Raquel na frase. A governadora, porém, recorreu à Justiça para pedir que ele esclarecesse a quem se referia e qual seria o alcance da declaração.
Ao apresentar a interpelação, a defesa de Raquel sustentou que a formulação poderia ser entendida como uma referência à chefe do Executivo estadual e buscou uma manifestação direta de João sobre o destinatário da acusação.
A interpelação judicial não tem, neste momento, objetivo de condenar João Campos ou reconhecer a ocorrência de calúnia.
A própria decisão classifica a medida como “meramente preparatória”. Após a notificação, João poderá apresentar as explicações por escrito dentro do prazo estabelecido.
A prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima (MDB), e o vice-prefeito Luiz Francisco dos Santos Neto (Podemos), tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), durante sessão nesta sexta-feira (4).
Eles são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024 em um processo que investiga a distribuição irregular de cestas básicas dois dias antes das eleições, utilizando veículos pertencentes à prefeitura.
Os desembargadores eleitorais Rodrigo Clemente e Giovanna Castro acompanharam o voto do relator, Keops de Vasconcelos. Por outro lado Helena Delgado, João Benedito e Rodrigo Marques, divergiram do relator.
Como a votação ficou empatada, o presidente da corte, Márcio Murilo, em voto de minerva, decidiu pela cassação dos mandatos.
A Justiça Eleitoral ainda determinou a perda dos direitos políticos por 8 anos e multa R$ 53.205,00. No entanto, os desembargaodres decidiram manter os direitos políticos do vice-prefeito. A chapa ainda pode recorrer da decisão.
O Governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (3), as empresas organizadoras dos concursos públicos da Polícia Militar (PMPE), do Corpo de Bombeiros Militar (CBMPE) e da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). Ao todo, os três certames oferecem 3.205 vagas para os cargos de oficial, praça, delegado, agente e escrivão.
O Instituto AOCP (Assessoria em Organização de Concursos Públicos) será responsável pelas bancas dos concursos da PMPE e do CBMPE. Já o certame da PCPE será organizado pelo Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos).
Para a PMPE, serão ofertadas 1.320 vagas, sendo 70 para o cargo de Oficial e 1.250 para praça. No CBMPE, serão 60 vagas para Oficial e 510 para praça, totalizando 570 oportunidades. A PCPE contará com reforço de 45 vagas para delegado, 70 para escrivão e 1.200 para agente, que totalizam 1.315 vagas. Os editais serão divulgados em breve.
Para a secretária de Administração, Ana Maraíza, os certames vão contribuir para a recomposição e o fortalecimento dos efetivos do Estado. “Estamos comprometidos a fazer com que esses certames aconteçam no tempo certo, de maneira transparente e selecionando quadros de qualidade que reforçarão as forças de segurança estaduais”, afirma.
O governo federal publicou, nesta quarta-feira (3), uma lei, para garantir às mulheres uma avaliação médica completa e gratuita, preferencialmente anual, na rede nacional do SUS (Sistema Único de Saúde). A nova norma consta na edição mais recente do DOU (Diário Oficial da União).
A medida determina que os atendimentos sejam personalizados, de acordo com a realidade de cada paciente e critérios como faixa etária, raça, etnia, localização geográfica, nível socioeconômico e deficiências.
Além da consulta e dos exames preventivos, a lei estabelece que o poder público promova ações para a melhoria da qualidade de vida das mulheres.
Entre as iniciativas previstas estão:
Exames de triagem: para identificação precoce de condições como hipertensão, diabetes e colesterol alto;
Orientação e promoção de hábitos: campanhas sobre nutrição, incentivo à prática de exercícios físicos e acompanhamento da saúde mental;
Prevenção ativa: atualização da carteira de vacinação e capacitação contínua dos profissionais de saúde do SUS.
A nova norma entra em vigor em 180 dias, prazo para que a rede pública de saúde adapte as rotinas assistenciais aos novos protocolos.
Nova pesquisa do Datafolha aponta que o presidente Lula (PT) tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Ela também confirma a ascensão de Augusto Cury (Avante), que subiu seis pontos e atingiu 8%.
Com isso, a diferença entre o incumbente e o principal desafiante chegou a cinco pontos, metade do que era registrado em maio.
Depois vêm Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1%. Os demais não pontuaram. Declaram voto branco ou nulo 6%, e 3% se dizem indecisos.
No levantamento anterior, há duas semanas, o petista tinha 39% e o senador do PL 33% na simulação de primeiro turno. Já Caiado marcava 5%, Renan, 4%, Zema, 3%, e Cury, 2%.
No segundo turno, o presidente supera numericamente o filho do antecessor Jair Bolsonaro por 46% a 44%, um empate técnico pela margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou menos. Ele bate Caiado por 46% a 41% (era 47% a 40%), Zema por 48% a 39% (era 48% a 38%) e Renan por 47% a 38% (era 47% a 37%).
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia, à zero hora desta sexta-feira (4), a Operação Independência 2026 em Pernambuco. A ação segue até a segunda-feira (7) e contará com reforço na fiscalização e no combate ao crime nas rodovias federais, com atenção especial à prevenção e à repressão da embriaguez ao volante.
Durante o feriado, a expectativa é de aumento no fluxo de veículos, principalmente nas BRs 101 Norte e Sul, que dão acesso ao litoral pernambucano. As BRs 232, 407 e 428, que ligam a capital ao Agreste e ao Sertão, também devem registrar maior movimentação.
Entre janeiro e julho deste ano, a ingestão de álcool por condutores esteve relacionada à causa de 77 sinistros nas rodovias federais de Pernambuco. As ocorrências deixaram 82 pessoas feridas e nove morreram. No mesmo período de 2025, foram registrados 65 sinistros relacionados ao consumo de álcool, com 67 feridos e quatro mortes.
Além da fiscalização, a operação busca conscientizar os motoristas sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. O consumo da substância pode comprometer a capacidade de reação e aumentar a gravidade dos acidentes.
Penalidades
Dirigir sob influência de álcool é considerado infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A conduta resulta em multa de R$ 2.934,70, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Dependendo da concentração de álcool identificada, o condutor também pode responder criminalmente e ser preso.
Os registros de infrações relacionadas à alcoolemia também aumentaram nos primeiros sete meses de 2026. No período, a PRF realizou 108.562 testes com etilômetro, que resultaram em 1.079 autuações. Desse total, 979 ocorreram por recusa ao teste e 100 por constatação de álcool. Ao todo, 75 motoristas foram presos por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, foram realizados 104.804 testes, com 985 autuações, 882 por recusa e 103 por constatação, e 65 prisões.
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra participou nesta quinta-feira (3) da sabatina promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL. Ao longo da entrevista, tratou da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, defendeu maior participação de mulheres na política e respondeu a questões sobre segurança pública, violência de gênero e ações de seu governo.
Também voltou a comentar os cartazes apócrifos que circularam no Recife durante o fim de semana passado e a investigação sobre uma suposta rede de perfis que, segundo ela, atua contra sua candidatura. Na área de gestão, falou ainda sobre creches, metrô e apostas esportivas.
Questionada sobre as mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Raquel Lyra disse considerar necessário que os fatos sejam esclarecidos e que eventuais responsáveis sejam responsabilizados.
O Caso Master voltou ao debate político após a divulgação de mensagens e outros elementos extraídos do celular de Vorcaro que apontaram contatos e interações com Moraes. Os fatos passaram a gerar questionamentos e pedidos por esclarecimentos, sem que os elementos divulgados representem, por si só, comprovação de irregularidades.
“Eu vejo com preocupação o que tem acontecido no nosso país”, afirmou Raquel. Para a governadora, “qualquer nome é menor do que a instituição que representa”. Ela também defendeu que ninguém esteja acima da lei e que os fatos não sejam “colocados para debaixo do tapete”.
Sobre a possibilidade de impeachment de Moraes, defendida por Carlos Viana, senador de seu partido, a Chefe do Executivo estadual evitou um posicionamento definitivo. “Esse assunto não compete a mim. Sou governadora de Pernambuco, estou no meio de um processo eleitoral”, afirmou. Para ela, “a Constituição tem que prevalecer” e os fatos precisam ser “revelados e esclarecidos”.
Mulheres na política
A participação feminina na política foi um dos temas tratados na entrevista. Raquel lembrou que o Brasil tem atualmente apenas duas mulheres no comando de governos estaduais – ela, em Pernambuco, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte – e defendeu a manutenção e o avanço das cotas para candidaturas femininas.
“Somos apenas duas mulheres governadoras do Brasil. Eu sou e sempre fui favorável a cotas”, afirmou. A governadora lembrou sua passagem pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e disse que precisou de uma emenda constitucional para garantir a presença de uma mulher na Mesa Diretora. Segundo ela, a participação só foi assegurada no último dia de seu mandato como deputada estadual.
A gestora comparou a representação feminina no Brasil com a de outros países e criticou o ritmo de avanço no país. Citou México e Paquistão como exemplos de maior presença de mulheres na política e afirmou que as mulheres ocupam atualmente cerca de 18% das cadeiras do Congresso Nacional. Para ela, é necessário um “avanço permanente” das políticas de incentivo às candidaturas femininas.
A governadora também citou decisão do ministro Flávio Dino, do STF, relacionada ao reconhecimento da violência política de gênero no âmbito da Lei Maria da Penha. Ao relacionar o tema à própria trajetória, mencionou os pedidos de impeachment e uma CPI que enfrentou durante seu mandato como governadora. “Todo o tempo os homens tentam voltar para o comando”, afirmou.
Cartazes e ataques na campanha
Os cartazes apócrifos que circularam no Recife no último fim de semana também foram mencionados na sabatina. As peças fizeram referência à morte do marido de Raquel e, posteriormente, passaram a ser associadas à própria governadora, que negou qualquer participação na produção ou divulgação do material.
Raquel classificou o episódio como “algo abominável” e afirmou que o caso foi levado à Polícia Civil, à Polícia Federal e ao Ministério Público Eleitoral, que abriu investigação. Para ela, o episódio ultrapassa a disputa eleitoral e se insere em um cenário de violência política contra mulheres.
“Isso é tentar colocar uma cortina de fumaça”, afirmou. A governadora também disse que não aceita que o marido ou os filhos sejam colocados no centro do debate eleitoral. “Eu encerro isso deixando na mão da Polícia Federal.”
Sobre a existência de um suposto “gabinete do ódio” ligado ao seu governo, a governadora disse que sua campanha apresentou, ainda em fevereiro, denúncias à Justiça Eleitoral sobre uma rede de mais de 40 perfis e mais de 500 contas automatizadas que, segundo ela, seriam próximas do principal adversário, João Campos (PSB).
A governadora não apresentou, durante a sabatina, provas públicas que comprovassem a ligação das contas com o candidato. Também negou comandar qualquer estrutura de ataques nas redes. “Quem estiver passando do limite vai ter que responder na Justiça. Eu não escondo problema, eu coloco luz sobre ele”, afirmou.
Segurança pública
A segurança pública ocupou parte significativa da entrevista. Ao ser questionada sobre os índices de violência contra a mulher, Raquel contestou os dados apresentados pelos entrevistadores e afirmou que Pernambuco registra, em 2026, redução nos feminicídios e os melhores oito primeiros meses da série histórica em crimes contra a vida.
A discussão ocorre após 2025 registrar aumento da letalidade policial e de indicadores de violência no Estado. Durante a sabatina, a governadora reconheceu a alta registrada no ano passado e citou ações do programa Juntos pela Segurança, com mais de R$ 2 bilhões em investimentos e a contratação de cerca de 8 mil profissionais.
Sobre o aumento de aproximadamente 30% na letalidade provocada por agentes de segurança em 2025, a pessedista pontuou que a formação continuada dos policiais é uma das principais medidas para enfrentar o problema e mencionou a atuação da corregedoria.
Em relação às câmeras corporais, disse ter cobrado do secretário de Defesa Social (Alessandro Carvalho) o avanço da compra dos equipamentos.
Segundo ela, o processo está na fase final do termo de referência e conta com R$ 24 milhões em recursos federais. Além disso, a gestora ressaltou que Pernambuco deixou uma das últimas posições e passou à terceira colocação na execução de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Creches e metrô
Na área de educação, a governadora foi questionada sobre a promessa de construção de 250 creches feita durante a campanha anterior. Reconheceu que apenas 12 ou 13 unidades foram entregues até agora, mas afirmou que o governo destinou quase R$ 2 bilhões ao programa.
A promessa apresentada durante a sabatina foi de entregar 100 creches até o fim deste ano e concluir as 250 unidades até meados de 2027. Ela também citou os resultados de Pernambuco na alfabetização na idade certa, afirmando que o Estado alcançou índice de 64% e está entre os cinco que mais avançaram no país.
Sobre o metrô do Recife, a governadora afirmou querer manter a gestão estadual do sistema, apesar da necessidade estimada de mais de R$ 6 bilhões em investimentos. A solução defendida por ela é a participação da iniciativa privada por meio de concessão. “Eu quero ser parte da solução”, afirmou.
Em respostas rápidas ao longo da entrevista, Lyra também se declarou favorável ao uso de câmeras corporais, contrária ao voto impresso e “radicalmente contra” as bets. Sobre as apostas, disse considerar a regulamentação e o combate a esse mercado especialmente importantes diante da relação que, segundo ela, existe com o crime organizado e os problemas de saúde provocados pelo jogo.
Guia eleitoral
A governadora também comentou o vídeo em que aparece em silêncio antes de falar, cena que abriu seu guia eleitoral e repercutiu nacionalmente.
Disse que não foi um gesto programado, aconteceu ao fim de quatro horas de uma sabatina interna com sua equipe, quando pediram que ela respirasse e gravasse uma mensagem para Pernambuco.
Segundo ela, nem sabia que estava sendo filmada naquele momento. “Eu não sabia nem que estava sendo gravado. Eu respirei, respirei, e imaginei que nunca aquilo ia ser a abertura do guia. E foi”, afirmou.
A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco analisou o Processo TCE-PE nº 23100813-2, com auditoria especial focada na conformidade da execução de uma licitação da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, destinada à aquisição de equipamentos lúdico-científicos, com um valor total de R$ 2.620.000,00, para implantação de praças de ciência.
O relator, Conselheiro Valdecir Pascoal, apresentou um acórdão que identificou indícios de direcionamento da licitação, conluio, ausência de estudos técnicos preliminares, além de falhas na execução contratual, como atrasos e avarias nos equipamentos. Embora não tenha sido configurado dano ao erário, foram reconhecidas irregularidades graves no planejamento e execução da licitação, o que levou à responsabilização de diversos gestores e à aplicação de multas.
O Tribunal decidiu também encaminhar cópias do processo ao Ministério Público de Contas e determinou que a gestão municipal suspendesse os pagamentos relacionados ao contrato e adotasse medidas administrativas para regularizar a execução do objeto licitado.
Foram aplicadas multas entre R$ 11.450,00 e 14.850,00.
A candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), criticou, nesta quarta-feira (2), o grupo político do prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), durante sabatina na Rádio Folha PE. Ao comentar a relação com o governo do presidente Lula (PT), a governadora de Pernambuco apontou que os dizem que pretendem fazer parceria com o presidente atuaram, ao longo de sua gestão, para dificultar ações do Estado.
“Quem tá dizendo hoje que vai fazer parceria com o presidente Lula atrapalhou o tempo inteiro, não queria que as coisas acontecessem aqui, travava as coisas acontecendo aqui. Ir para banco público para evitar que a gente pegasse empréstimo? Travar na Assembleia Legislativa projetos importantes, travar o orçamento. A quem serve travar o orçamento? A mim? A Pernambuco”, disse afirmando que as ações não prejudicaram sua gestão, mas o próprio Estado.
Raquel, no entanto, disse não pretender concentrar sua campanha em ataques aos adversário. “Agora, não subestime a inteligência de um povo. O povo é sábio. Eu não perdi tempo falando deles. Eu investi tempo cuidando do Estado, cortando o mato alto, arregaçando as mangas.”
Ao longo da entrevista, ela voltou a dizer que sua campanha é centrada em Pernambuco e rejeitou ser vinculada exclusivamente a Lula ou ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
“Nossa candidatura representa todas as cores partidárias. No arco-íris da bandeira de Pernambuco, claro, em todas elas. Eu me abracei com a bandeira de Pernambuco desde o começo, isso não era uma estratégia não”, disse.