Prefeito de Surubim, que chamou Gusttavo Lima de “ladrão”, é réu por compra de votos

Prefeito de Surubim, Cléber Chaparral/Reprodução/Facebook

O prefeito de Surubim, Cléber José de Aguiar da Silva (União), conhecido como Chaparral, que chamou o cantor Gusttavo Lima de “ladrão” após o cancelamento de um show na cidade, é réu na Justiça Eleitoral pelo crime de compra de votos para a eleição de 2024. A esposa dele, Juliana Barbosa da Silva Aguiar, que é prefeita de Casinhas, também é ré no caso.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral no último dia 29 de março deste ano e aceita no dia 4 de maio, à qual o Diario de Pernambuco teve acesso, entre julho e outubro de 2024, Chaparral, a esposa dele, e um homem identificado como Jonas Luiz do Nascimento exerceram compra de votos intencional.

No documento, o Ministério Público Eleitoral afirma que os três denunciados “deram, ofereceram e prometeram dinheiro em espécie, dádivas e vantagens indevidas” em troca de votos. A permuta envolvia até materiais de construção, exames e cirurgias de saúde, detalhou o Promotor de Justiça da 34ª Zona Eleitoral, Bruno Santacatharina Carvalho de Lima.

Plano

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Jonas Luiz do Nascimento seria o executor e tesoureiro de um plano de compras de voto, composto por ele, Chaparral e Juliana. Na denúncia, Jonas é descrito como “braço operacional e elo logístico” do esquema.

Já Juliana de Chaparral seria a coordenadora operacional do esquema. Atuando como “face política”, ela realizava visitas domiciliares, nas quais recolhia as demandas (quem precisava de cimento ou cirurgia) e firmava as promessas de “derrame de dinheiro”, confirmadas por testemunhas.

Além disso, ela é apontada como a responsável direta pelo contato com os eleitores beneficiados pela estrutura de Jonas.

Por fim, Cléber Chaparral seria o autor intelectual e financiador, de acordo com o MP Eleitoral. Ele teria submetido patrimônio e crédito comercial ao serviço do crime. Ele detinha o “controle final sobre ‘se’ e ‘quanto’ seria gasto no aliciamento, sendo o destinatário exclusivo do proveito do crime (o voto)”, descreveu o promotor.

Esquema

Durante a investigação, conduzida pela Polícia Federal, foi encontrado todo um esquema de compras de voto. Naquela ocasião, uma equipe policial flagrou Jonas Luiz do Nascimento em atitude concretamente suspeita, dando suporte a uma comitiva da candidata Juliana De Chaparral.

“Ao avistar a viatura, JONAS evadiu-se a pé, simplesmente abandonando um carro trancado, o qual, após ser guinchado e aberto mediante autorização de seu patrono, revelou o que a doutrina denomina de ‘kit de corrupção eleitoral profissionalizada’”, escreveu o promotor Bruno Lima.

No interior do automóvel, foram apreendidos R$ 23.700 em notas fracionadas, indicando prontidão para distribuição capilarizada. No entanto, outras coisas encontradas revelaram um “esquema sistêmico operado há meses”, destacou o órgão eleitoral.

Dentro do veículo tinha um “Diário de Corrupção” contendo listagens minuciosas de eleitores por localidade, com anotações de telefones e valores atribuídos a cada seção eleitoral, além de compromissos explícitos com a frase “falar com Chaparral”.

Uma análise técnica da Polícia Federal (PF) identificou, também, mais de 200 recibos e notas de compras efetuadas no “Comercial Lopes” entre julho e agosto de 2024. Os papéis eram marcados com rubricas de Jonas ou com o aviso de liberação dele. Tudo era relativo ao fornecimento de cimento, telhas e ferro a eleitores, cujas contas eram vinculadas à fazenda pessoal de Cléber Chaparral.

Além disso, também foram encontrados prontuários médicos, pedidos de cirurgia de catarata e encaminhamentos de exames para eleitores específicos, utilizados como moeda de troca. O promotor destaca esse ponto como “exploração da vulnerabilidade física da população em período crítico de campanha”.

Denúncia

Na denúncia, o promotor Bruno Santacatharina Carvalho de Lima pediu a condenação dos três denunciados por compra de votos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prática é punida com reclusão de um a quatro anos, além do pagamento de multa que pode variar de cinco a quinze dias-multa.

O promotor também solicitou uma indenização de no mínimo R$ 100 mil para reparação de danos morais coletivos. Além disso, também foi requerida a aplicação de efeitos extrapenais em caso de condenação, destacando a perda do cargo público e a inelegibilidade dos envolvidos.

O que diz a defesa

O Diario de Pernambuco procurou o advogado de Cléber Chaparral e Juliana Chapparal. Em nota, a defesa deles afirmou que “não existe qualquer elemento de prova que vincule Cléber Chaparral à suposta compra de votos”. Confira na íntegra:

“Cléber Chaparral possui uma história de vida marcada pelo trabalho e pela dedicação ao povo pernambucano. Sua trajetória política se iniciou como vereador em Orobó (20092012), município que posteriormente administrou como prefeito por dois mandatos (20132020), período em que teve todas as suas contas aprovadas pelos órgãos de controle, atestando a responsabilidade de sua gestão. Sua atuação foi expandida para a esfera estadual, onde exerceu o cargo de Deputado Estadual, sendo um dos parlamentares mais votados de Pernambuco em 2022, e, atualmente, exerce o mandato de Prefeito de Surubim, cargo para o qual foi eleito com amplo apoio popular. São aproximadamente 20 anos de vida pública pautada pela transparência, seriedade e sem qualquer mácula que desabone sua conduta perante a sociedade. Em relação ao Processo citado na matéria, a Defesa esclarece que os fatos narrados na denúncia criminal já foram amplamente analisados na Justiça Eleitoral através de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que tratou do mesmo núcleo fático e, após extensa instrução processual, FOI JULGADA TOTALMENTE IMPROCEDENTE, afastando a existência de abuso de poder, compra de votos, distribuição de dinheiro, materiais de construção, consultas médicas ou qualquer outra irregularidade eleitoral. O Ministério Público Eleitoral participou de toda a instrução da Ação e, mesmo assim, não interpôs recurso contra a sentença absolutória, circunstância que reforça a inexistência de novos elementos probatórios capazes de modificar as conclusões já alcançadas pelo Poder Judiciário.

Já no processo criminal em trâmite, apresentamos nova defesa à Justiça Eleitoral de Surubim e afirmamos categoricamente que não existe qualquer elemento de prova que vincule Cléber Chaparral à suposta compra de votos. A denúncia não identifica um único eleitor que tenha recebido vantagem em troca de voto, não individualiza qualquer conduta atribuída ao prefeito e se apoia em inferências já afastadas pela prova produzida na AIJE. Tudo isso se aplica a Juliana de Chaparral, que naquela oportunidade (campanha de 2024) estava concorrendo ao Cargo de Prefeita de Casinhas. A defesa reafirma sua plena confiança na Justiça Eleitoral e está convicta de que a ação penal terá o mesmo desfecho da AIJE, com o reconhecimento da absoluta inexistência de prática de corrupção eleitoral ou compra de votos”.

Do Diario de Pernambuco

Pix fez 61% dos brasileiros reduzirem ou abandonarem o uso de dinheiro em espécie, revela Serasa

Pix fez 61% dos brasileiros reduzirem ou abandonarem o uso de dinheiro em espécie, revela Serasa

Em meio a atualizações e novas regulamentações, o Pix segue consolidado como o principal meio de pagamento no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revelou os impactos da ferramenta: segundo o levantamento, 61% afirmam ter abandonado ou reduzido o uso do dinheiro em espécie após a popularização do Pix.

Ainda segundo o levantamento, 28% deixaram de usar boletos bancários com a mesma frequência, 17% diminuíram o uso do cartão de débito físico e 13% reduziram a utilização do cartão de crédito físico.

Além disso, o Pix vem provocando mudanças significativas nos hábitos financeiros dos brasileiros e conquistando espaço em diferentes tipos de transação: 57% dos entrevistados já utilizam o Pix para realizar transferências entre familiares e amigos, 36% em compras online e 24% para pagamentos em lojas físicas.

O avanço constante da ferramenta acompanha uma série de inovações que prometem tornar as transações ainda mais simples e rápidas. Entre elas está o Pix por aproximação, que passa a oferecer novas experiências ao consumidor durante a jornada de pagamento, incluindo funcionalidades que ampliam a visualização e o acompanhamento do saldo disponível antes da confirmação da compra.

Operação do MP investiga lavagem de dinheiro ligada a jogos e apostas ilegais na Paraíba e em Pernambuco

Uma operação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Estado (Draco/PCPB) cumpriu, nesta quarta-feira (1º), cinco mandados de busca e apreensão, nos estados da Paraíba e Pernambuco.

De acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), a investigação apura a prática, em tese, dos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A ação é um desdobramento do procedimento instaurado para apurar a exploração da imagem de crianças e adolescentes em publicações veiculadas na internet por influenciadores digitais.

Apostas ilegais

As apurações indicam que os recursos financeiros movimentados pelos investigados seriam provenientes de atividades relacionadas a jogos e apostas ilegais. Os indícios apontam que parte significativa dos valores, pagos semanalmente em espécie, teria origem na exploração de bancas do jogo do bicho. Os elementos reunidos apontam para a utilização de mecanismos destinados a ocultar e dissimular a origem ilícita desses ativos.

As medidas judiciais foram cumpridas em João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, e em Recife, Pernambuco, abrangendo residências e sedes de empresas supostamente vinculadas ao esquema investigado.

A operação tem como finalidade aprofundar a coleta de elementos probatórios, identificar o fluxo financeiro dos recursos ilícitos e subsidiar o avanço das investigações, sempre em observância às garantias constitucionais e ao devido processo legal.

Após suspeita de irregularidades, TCE mantém festas de Petrolândia e determina auditoria

Festa de 117º aniversário de Petrolândia (Foto: Prefeitura de Petrolândia via Instagram)

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) negou o pedido de medida cautelar que buscava suspender as contratações de shows artísticos para os festejos de São Pedro e das comemorações pelos 117 anos de Petrolândia, no Sertão pernambucano. Apesar de manter a realização dos eventos, a Corte determinou a abertura de uma auditoria especial para aprofundar a análise da legalidade e da economicidade das despesas realizadas pela prefeitura.

A decisão foi proferida pelo conselheiro relator Rodrigo Novaes, após representação da Inspetoria Regional de Arcoverde (IRAR), que apontou supostas irregularidades nas contratações artísticas promovidas pelo município. Segundo o relator, os indícios apresentados não possuem robustez suficiente para justificar a suspensão imediata das festividades por meio de medida cautelar.

Ele destacou que, embora os indicadores fiscais do município e o risco de comprometimento da prestação de serviços essenciais recomendem cautela na realização desse tipo de despesa, os requisitos legais para concessão da medida não ficaram demonstrados.

Rodrigo Novaes também considerou que a paralisação do evento poderia causar prejuízos significativos, uma vez que a estrutura da festa já estaria em fase de montagem e algumas apresentações estavam programadas para ocorrer a partir de terça-feira (30).

Para o conselheiro, a suspensão geraria um “risco de dano reverso desproporcional”, diante da possibilidade de prejuízos financeiros e da irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Na análise preliminar, o relator concluiu que não ficaram caracterizados os requisitos jurídicos necessários para a concessão da cautelar, como a plausibilidade do direito invocado (fumus boni juris) e o perigo da demora (periculum in mora).

Embora tenha rejeitado o pedido de suspensão, o Tribunal determinou à Diretoria de Controle Externo (DEX) a instauração de uma auditoria especial para examinar, de forma mais aprofundada, a economicidade e a legalidade das contratações de apresentações artísticas realizadas para os festejos do São Pedro e do 117º aniversário de Petrolândia.

A decisão ainda será submetida ao referendo da Primeira Câmara do TCE-PE.

Governo de Pernambuco lança plano inédito de combate e prevenção ao uso de drogas

O lançamento ocorreu durante o seminário "Prevenção é Compromisso Coletivo", realizado no Cais do Sertão, no Recife Antigo

O Governo de Pernambuco lançou, nesta segunda-feira (29), o Plano Estadual de Políticas sobre Drogas (Pepod), o primeiro documento desse tipo na história do estado. Apresentado pela vice-governadora Priscila Krause, que representou a governadora Raquel Lyra, o plano reúne diretrizes de prevenção, cuidado, proteção social e reinserção para pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente do uso de álcool e outras drogas. A estratégia deve balizar as ações estaduais na área até o ano de 2030.

De acordo com o governo, a elaboração do plano foi coordenada pela Secretaria Executiva de Políticas sobre Drogas, vinculada à Secretaria de Ação Social e Combate à Fome, e contou com um processo de escuta ativa que envolveu a sociedade civil, agentes públicos e os próprios usuários dos programas de acolhimento. A construção coletiva teve a participação do Conselho Estadual de Política sobre Drogas (Cepad) e envolveu diretamente dez secretarias estaduais, incluindo áreas como Educação, Saúde, Direitos Humanos, Defesa Social, Empreendedorismo e Mulher.

“Esse é o primeiro plano estadual de políticas sobre drogas da história de Pernambuco. Representa um avanço, um amadurecimento das nossas políticas, que são reveladas através das ações de prevenção. Esse plano foi construído por muitas mãos e dezenas e centenas de corações”, declarou a vice-governadora Priscila Krause, destacando o caráter intersetorial e coletivo da iniciativa.

MEC Livros é ampliado com mais de 7,8 mil obras em inglês e espanhol

O Ministério da Educação (MEC) ampliou o acervo do MEC Livros, com a disponibilização gratuita de 7.832 obras nas versões originais, em inglês e espanhol. Com os novos títulos, a plataforma passa a ter 17.610 obras em língua portuguesa; 6.468 em inglês e 2.724 em espanhol.

O objetivo é ampliar o acesso gratuito dos brasileiros a diferentes tradições literárias e culturais.

O acervo

Entre as 7.832 publicações incorporadas, o MEC destaca de clássicos da literatura da língua inglesa a sucessos contemporâneos. Entre os autores disponíveis estão William Shakespeare, Virginia Woolf, George Orwell e Emily Brontë, em inglês; e Gabriel García Márquez, Federico García Lorca e Teresa Orbegoso, em espanhol.

Além das obras em língua estrangeira, as novas incorporações incluem títulos em português, de diversos gêneros, publicados por editoras como HarperCollins Brasil, Fósforo, L&PM, Peirópolis, Ciranda, Callis e Hedra.

Aprendizagem de idiomas

O MEC aponta que a disponibilização de mais 7,8 mil livros em inglês e espanhol fortalece a aprendizagem de línguas estrangeiras já oferecida pela plataforma, de forma gratuita.

A ferramenta recém-lançada está disponível em versão web e aplicativo e oferece cursos com método de ensino estruturado para possibilitar o aprendizado autônomo das duas línguas, organizados do nível básico (A1) ao avançado (C2).

Ao todo, são cerca de 800 aulas já disponíveis, distribuídas em módulos que combinam conteúdos, exercícios de fixação e atividades de gamificação.

Atualmente, a plataforma reúne mais de 212 mil usuários ativos em todo o país.

Michelle deixa de seguir Eduardo e Carlos Bolsonaro após embates com filhos de ex-presidente

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou de seguir, nas redes sociais, os enteados Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro. A mudança ocorreu uma semana depois de ela publicar um vídeo em que relatou episódios de humilhação, desrespeito e mágoa envolvendo filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Michelle, no entanto, continua seguindo o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro, com quem protagonizou o principal embate público dos últimos dias.

O gesto amplia os sinais de desgaste na relação entre Michelle e parte da família Bolsonaro. A crise ganhou dimensão na última semana, quando a ex-primeira-dama divulgou dois vídeos, com cerca de 26 minutos no total, nos quais acusou Flávio de tê-la tratado com rispidez durante uma ligação telefônica.

Segundo ela, o senador afirmou que seria melhor que ela não interferisse nas decisões do partido e disse que ela “havia chegado ontem e não entendia nada de política”.

Michelle afirmou que se sentiu humilhada e classificou o episódio como “uma punhalada”. Nos vídeos, também destacou sua atuação à frente do PL Mulher, afirmando ter percorrido o país, estruturado diretórios em todas as unidades da federação e contribuído para a eleição de mais de mil mulheres em 2024.

Inicialmente, Flávio evitou responder diretamente às acusações. Durante uma transmissão ao vivo realizada antes de um jogo da seleção brasileira, afirmou que “nada nem ninguém” abalaria seu dia.

Horas depois, porém, divulgou uma nota na qual negou ter desrespeitado a madrasta e pediu desculpas caso isso tenha ocorrido. O senador também disse compreender a angústia de Michelle diante da situação de Jair Bolsonaro e afirmou que suas decisões políticas são tomadas com o respaldo do pai.

No dia seguinte, Flávio voltou a gravar um vídeo reiterando o pedido de desculpas e fez um apelo público à ex-primeira-dama. “O convite segue de pé e o coração segue aberto, Michelle. Porque a gente tem que focar no nosso Brasil. Posso contar com você?”, disse. A mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, também saiu em defesa do marido nas redes sociais, exaltando seu comportamento como esposo e pai.

Michelle, por sua vez, voltou a se manifestar para afirmar que “não há briga nem competição”. Em publicação nas redes sociais, disse apenas ter esclarecido uma situação que, segundo ela, vinha sendo deturpada, e pediu que suas declarações não fossem retiradas de contexto.

Eduardo defende Flávio e critica Michelle

Embora não tenha comentado diretamente o conflito, Eduardo Bolsonaro passou a compartilhar conteúdos críticos à madrasta. Entre eles, um vídeo intitulado “Dossiê: Michelle – As Notícias Desmentem”, além de publicações de aliados que atribuíram a ela motivações políticas para tornar público o episódio envolvendo Flávio.

Também republicou vídeos em defesa do irmão, classificando o senador como preparado para disputar a Presidência da República.

Os desentendimentos entre Michelle e os filhos do ex-presidente, no entanto, não são inéditos. Conflitos familiares e divergências políticas envolvendo a ex-primeira-dama e os enteados vêm sendo expostos publicamente desde 2021, em episódios que periodicamente voltam a provocar desgaste dentro do grupo político liderado por Jair Bolsonaro.

PRF apreende caminhão com excesso de peso de quase 29 toneladas, em Campina Grande

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu, nesta segunda-feira (29), uma combinação de veículos de carga trafegando com excesso de peso. O veículo vinha de Formosa do Rio Preto-BA e tinha como destino a cidade de Itatuba-PB.

De acordo com a PRF, o caminhão transportava 82.140 kg de milho. A soma do peso do veículo mais a carga atingiu impressionantes 106.782 kg. O veículo excedeu a Capacidade Máxima de Tração em 28.782 kg.

Segundo os agentes da fiscalização, o bitrem transformou-se em uma verdadeira “bomba ambulante”, apresentando alto risco de causar sinistros de grandes proporções devido à perda de eficiência dos freios e à falta de estabilidade.

Além disso, o sobrepeso severo causa danos prematuros ao pavimento asfáltico, assim como pontes e viadutos. O veículo está sob custódia.

Sou contra intervenção dos EUA na nossa soberania, diz governadora de Pernambuco Raquel Lyra

Raquel Lyra apresenta planos de investimento em PE - PSD - Partido Social  Democrático

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), disse ser contra qualquer intervenção externa na soberania brasileira ao falar sobre a possibilidade de os Estados Unidos ampliarem ações contra facções criminoas no Brasil, em entrevista no Frente a Frente, do Canal UOL.

A governadora foi questionada sobre a classificação de grupos criminosos como organizações terroristas, pelos EUA, e sobre a leitura de que isso poderia abrir caminho para interferência estrangeira no Brasil.

“[Sou contra] Qualquer intervenção de um agente externo na soberania brasileira. Se os Estados Unidos quiserem ajudar o Brasil, tenho certeza de que o presidente Lula vai querer. Quer dar dinheiro para cá, vamos colocar dinheiro aqui para ajudar no combate à segurança pública, à violência. Mas intervenção na nossa soberania, não”, disse Raquel Lyra

A governadora também afirmou que a discussão, para ela, passa por fortalecer políticas internas de segurança pública, sem depender de medidas externas.

Ao falar sobre a divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios na segurança pública, a governadora afirmou que o peso do trabalho fica concentrado nos governos estaduais e citou mudanças na execução de recursos federais, com a estruturação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

‘A gente precisa estruturar o serviço, o Sistema Único de Segurança Pública. É isso que a gente tem defendido, com recursos sendo repassados de maneira sistemática para os estados e, em parte, para os municípios. Mas o estado é que detém o maior bolo de recursos e competências para a segurança pública”, concluiu Raquel Lyra.

A governadora também defendeu sistemas de inteligência, integração de bases de dados, fortalecimento, integração de forças de segurança e “o fechamento das fronteiras” como prioridades para reduzir a entrada de drogas no Brasil.

Tribunal de Contas julga auditoria especial em São José do Egito sobre locação de trator em 2017

O processo TCE-PE nº 21100006-1, foi analisado e julgado pela Segunda Câmara do TCE, referente a uma auditoria especial realizada na Prefeitura Municipal de São José do Egito, abordou irregularidades em um contrato de locação de trator de esteira firmado em 2017, cujo valor total desembolsado atingiu R$ 667.602,00.

Os principais problemas identificados incluem prorrogações contratuais sem justificação legal, falta de tratamento diferenciado para microempresas, exigências excessivas em pregões e irregularidades no projeto básico do contrato. O relator, Conselheiro Substituto Ruy Ricardo Harten, indicou que o prazo para imposição de penalidades havia prescrito em 10/02/2026, mas recomendou a apreciação das questões de fundo. As falhas nos processos licitatórios foram atribuídas a vários responsáveis, incluindo o Prefeito, que não verificou a legalidade dos aditivos contratuais.

Apesar das irregularidades encontradas, a recomendação foi para a adoção de medidas corretivas, em vez de sanções severas, como a declaração de inidoneidade. O acórdão também destacou a importância de um controle mais rigoroso nas despesas públicas e no tratamento de microempresas em futuras contratações.

Polícia legislativa proíbe bandeira LGBTQIA+ em gramado do Congresso

A bandeira com as cores do arco-íris, de aproximadamente 50 metros de comprimento, foi levada por ativistas que pretendiam realizar um ato pacífico no local/Grupo Estruturação/Divulgação

Neste domingo (28), Dia do Orgulho LGBTQIA+, ativistas da causa foram proibidos, por policiais legislativos da Câmara dos Deputados, de estender a bandeira do movimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.

A bandeira com as cores do arco-íris, de aproximadamente 50 metros de comprimento, foi levada por ao menos 20 ativistas que pretendiam realizar um ato pacífico no local.

Segundo o ativista Michel Platini, o grupo chegou antes das 10h e, assim que a bandeira foi estendida inteira no gramado, policiais legislativos chegaram em viaturas.

“A polícia veio de uma forma violenta para gente. Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto”.

Platini explicou aos policiais que a bandeira era um símbolo para representar a comunidade LGBTQIA+ e o orgulho. “É nosso orgulho em resposta às violências”.

“Sem justificativa”

Platini testemunha que os policiais alegaram não haver autorização para o ato.

“A Constituição garante que a gente realize uma manifestação pacífica e a gente informou com mais de 24 horas de antecedência”, disse. Os ativistas garantem que pediram autorização para o ato na última semana.

“Reprimiram o ato sem justificativa. Eles não pararam os atos antidemocráticos de 8 de janeiro (de 2023), que promoveram destruição, mas nos pararam porque estávamos com uma bandeira”.

Para Michel Platini, essa expressão de hostilidade materializa a violência estatal contra a comunidade.

Representação

O ativista diz que o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal, do qual ele faz parte, pretendem entrar com representação na Câmara para pedir investigação da conduta dos policiais ao obstruírem uma ação legítima.

Outro ativista presente ao ato, o design Rafael Lira, de 39 anos, lamentou o episódio e disse que o grupo ficou assustado com a presença das viaturas e com a abordagem dos policiais. “Foi uma confusão que os policiais proporcionaram. Queríamos fazer um ato pacífico em nome da visibilidade de nossa luta”.

Ao tomar ciência do episódio em um encontro de ativistas em Brasília, nesta tarde de domingo, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, disse que pedirá explicações sobre a abordagem dos policiais legislativos.

Gusttavo Lima cancela show e revolta prefeito de Surubim que o contratou: ‘Ladrão’

Gusttavo Lima cancela show em Surubim e prefeito chama artista de “ladrão” - Portal CBN Recife

O cantor sertanejo Gusttavo Lima cancelou, em cima da hora, a apresentação que faria na noite de ontem na cidade de Surubim, no agreste de Pernambuco, e gerou revolta no prefeito Cléber José de Aguiar da Silva (União), popularmente conhecido como Chaparral. Ele chamou o cantor de “ladrão”. O artista, disse o prefeito, recebeu antecipadamente cachê de R$ 1,5 milhão.

Logo após receber a informação de que o cantor não compareceria ao evento, o prefeito decidiu subir no palco, pegou o microfone e avisou ao público que tinha uma notícia “não muito boa, que é sobre o cantor Gusttavo Lima”. “A prefeitura contratou, pagou; foi um dos primeiros que recebeu”, disse, cobrando depois em suas redes sociais que ele devolva o valor recebido e se retrate com os fãs que o aguardavam.

“É um ladrão de dinheiro do povo. Gusttavo, para você ser um homem, pega logo e devolve o dinheiro da Prefeitura de Surubim”, disse.

Foi a segunda vez que Gusttavo Lima cancelou um show em Surubim nestas festas juninas: ele tinha apresentação marcada na cidade no dia 18, mas pediu à organização para adiar a data do show para ontem, quando faltou novamente.

“Se não quisesse cantar aqui, tinha dito. Ele está faltando com respeito ao nosso povo. Pra que foi, Gusttavo Lima, que você recebeu R$ 1,5 milhão da prefeitura de Surubim, que tá na sua conta? Eu não conheço uma música de Gusttavo Lima, não sou fã dele, eu trouxe ele pra cá porque o povo pediu”, disse Cléber José de Aguiar da Silva, prefeito de Surubim

Na noite de ontem, Gusttavo Lima se apresentou na festa em Caruaru, que fica a 79 km de Surubim.

No Instagram, Gusttavo Lima pediu desculpas por não comparecer ao show em Surubim e disse que teve uma intoxicação alimentar. “Me perdoem. Me esperem para uma nova data”, postou.

Federação Renovação Solidária oficializa apoio à reeleição de Raquel Lyra em Pernambuco

Federação Renovação Solidária declara apoio à reeleição de Raquel Lyra

A vice-governadora Priscila Krause (PSD), representando a governadora Raquel Lyra (PSD), recebeu o apoio oficial da Federação Renovação Solidária, formada pelos partidos Solidariedade e PRD, à candidatura de reeleição da chefe do Executivo estadual em 2026.

A manifestação ocorreu durante evento promovido pela federação para o lançamento das pré-candidaturas a deputado federal e deputado estadual, reunindo lideranças políticas de regiões de Pernambuco, neste sábado (27).

Durante o encontro, Priscila destacou que a adesão da federação fortalece o projeto político liderado por Raquel Lyra e amplia a mobilização em defesa da continuidade da atual gestão.

“O nosso projeto recebe o apoio do Solidariedade junto com o PRD, que é uma federação que vai engrossar esse cordão de percorrer Pernambuco inteiro defendendo não apenas a reeleição da governadora Raquel Lyra, mas um projeto de mudança para Pernambuco que já virou realidade na vida das pessoas”, ressaltou.

Comissão da Câmara aprova uso do FGTS para compra de armas de fogo para defesa pessoal

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o um projeto de lei que autoriza o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para compra de armas de fogo e munições. A medida vale para quem pretende utilizar o armamento para defesa pessoal.

Segundo a proposta, o saque poderá ocorrer anualmente, no mês de aniversário do trabalhador. Para retirar o dinheiro, será necessário apresentar documentos que comprovem a regularidade nos sistemas nacionais de armas e a autorização válida para a compra.

O valor do saque será limitado ao custo da arma, das munições e de acessórios essenciais para a guarda segura do equipamento. O Conselho Curador do FGTS terá 90 dias para regulamentar as regras após a proposta virar lei.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Denúncias de assédio levam deputado a pedir câmeras em elevadores do Congresso

Um pedido para que elevadores de uso exclusivo de deputados federais passem a contar com sistema de câmeras de segurança foi apresentado na Câmara após funcionárias relatarem situações de assédio cometidas por parlamentares.

A solicitação foi apresentada pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), a partir de relatos de mulheres que prestam serviço nas dependências do Congresso. As denúncias passam por aproximações indevidas e comentários inapropriados de deputados federais, mas que acabam com registros comprometidos pela falta do equipamento de segurança.

O teor das denúncias foi confirmado por funcionárias terceirizadas que narram situações de desconforto e cantadas — mesmo em locais de grande circulação. Os casos pioram em elevadores. A exemplo dos que concedem acesso a gabinetes e fazem trajetos entre dez andares.

O requerimento foi direcionado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pede para uma adequação via Mesa Diretora. Como justificativa, o deputado cita a garantia de direito e adequação de espaço para trabalhadoras. A inclusão de câmeras também é defendida como forma de coibir situações ou permitir acesso a provas e incentivar denúncias.

“O fato de esses episódios de assédio ocorrerem em ambientes sem monitoramento e em relações marcadas por assimetria de poder, como é o caso na Câmara dos Deputados, faz com que a palavra da vítima muitas vezes seja tratada com desconfiança”, afirma trecho do pedido. A peça será avaliada pela Mesa Diretora.