O Governo de Pernambuco decretou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais durante o período do Carnaval. A medida vale para a segunda-feira (16), a terça-feira (17) e a quarta-feira de Cinzas (18) de fevereiro de 2026, conforme comunicado oficial publicado no Diário Oficial do Estado deste sábado (7).
A decisão, assinada pela secretária de Administração, Ana Maraíza de Sousa Silva, alcança os órgãos da administração direta e indireta do Estado.
Ficam fora do ponto facultativo apenas os serviços considerados essenciais, que deverão manter funcionamento regular, a critério do chefe de cada órgão, para garantir a continuidade do atendimento à população.
O ato segue a prática adotada tradicionalmente pelo governo estadual em anos anteriores, alinhando o funcionamento do serviço público ao calendário do Carnaval, uma das principais datas do calendário cultural e turístico de Pernambuco.
A governadora Raquel Lyra segue ampliando a base municipal do PSD em Pernambuco e reforça a estratégia de expansão partidária com foco direto nas eleições de 2026. O movimento mais recente ocorreu na noite desta sexta-feira (6), com a filiação do prefeito de Gravatá, Padre Joselito.
Ele deixou o Avante, partido que integra a base do governo estadual, para ingressar no Partido Social Democrático em um ato político realizado no próprio município.
Com a adesão, o PSD comandado por Raquel Lyra alcança a marca de 76 prefeitos filiados em Pernambuco. O número confirma a ofensiva da governadora para fortalecer o partido em regiões estratégicas do Estado, mirando a formação de uma base robusta para o próximo ciclo eleitoral.
Durante o evento, Raquel Lyra destacou o caráter político do movimento. “O povo decidiu mudar e escolher uma governadora para Pernambuco. Nunca disse que seria fácil, mas estamos aqui para fazer transformações”, afirmou, ao discursar para prefeitos, lideranças locais e militantes.
A cerimônia de filiação ocorreu na Sociedade Musical 15 de Novembro, em Gravatá. Em sua fala, o prefeito Padre Joselito justificou a mudança partidária com base na atuação do governo estadual. “Me filio ao PSD porque vejo no governo Raquel Lyra a palavra trabalho. Eu e Viviane nos juntamos a esse time por entendermos que a mudança precisa continuar”, declarou.
Além do prefeito, também se filiou ao PSD a primeira-dama do município, Viviane Facundes. Secretária municipal de Obras e Serviços Públicos, ela é pré-candidata a deputada estadual e passa a integrar formalmente o projeto político da governadora para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.
O ato contou com a presença de prefeitos de diferentes regiões do Estado, inclusive da Região Metropolitana do Recife, que se deslocaram ao Agreste para prestigiar o evento. Estiveram presentes Júnior de Irmã Teca, prefeito de Itapissuma, Sandro Corrêa, de Chã Grande, e Araújo, de Amaraji.
Ainda no discurso, Raquel Lyra reforçou a estratégia de fortalecimento do partido também no Legislativo estadual, deixando claro que a ampliação do PSD passa também por uma ofensiva na Alepe.
Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano por complicações em decorrência da Covid-19, segundo o informativo Vigilância das Síndromes Gripais. A informação coloca o SarsCov-2 como o vírus mais mortal entre os identificados para os brasileiros nesse mês. Os números podem aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em andamento ou pode não estar atualizada.
Das 163 mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas deste ano, 117 não tiveram o principal vírus causador identificado.
A mais letal, com 29 casos, foi a Covid-19, seguida pela Influenza A H3N2, com sete casos, pelo Rinovírus, com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis casos.
Vírus
Os demais vírus – H1N1, Influenza B e VSR – somaram cinco mortes. Ao todo, 4.587 casos, incluídos os não letais, foram registrados no período, dos quais 3.373 não tiveram os vírus causadores identificados. O estado com mais mortes confirmadas foi São Paulo: 15 óbitos em 140 casos registrados.
As mortes atingiram principalmente os idosos com mais de 65 anos: 108 no total. Entre os casos com identificação de SarsCov-2, 19 tinham mais de 65 anos. Dados de vacinação indicam que a cobertura está abaixo do considerado ideal.
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes.
Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil.
Vacinas
A cobertura, no entanto, está longe do ideal. Em 2025, de cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde a estados e municípios, menos de quatro foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas oito milhões aplicadas.
Dados da plataforma Infogripe – da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram que, em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes.
O Ministério Público Eleitoral propôs ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a criação de uma multa de até R$ 30 mil para quem divulgar conteúdo manipulado por meio de inteligência artificial no contexto da disputa eleitoral. A sugestão foi apresentada nesta quinta-feira, 5, em audiência pública promovida pela Corte para definir as novas resoluções que vão reger as eleições.
Pela proposta do MP Eleitoral, a penalidade começaria em R$ 5 mil e não se limitaria ao autor da postagem. A multa também poderia ser aplicada ao candidato beneficiado, caso fique comprovado que ele tinha conhecimento da divulgação. Segundo o órgão, a medida busca uniformizar entendimentos na Justiça Eleitoral e fortalecer o combate à desinformação em um cenário de uso crescente de ferramentas digitais e inteligência artificial em campanhas.
As sugestões foram apresentadas pelo coordenador do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe) e membro auxiliar da Procuradoria-Geral Eleitoral, Luiz Carlos dos Santos durante debate que reuniu partidos, instituições públicas e representantes da sociedade civil.
Durante a audiência, o MP Eleitoral também questionou pontos da proposta do TSE que cria o programa Cada Voto Importa, voltado a garantir transporte especial para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no dia da votação. A minuta atual prevê que o pedido seja feito antecipadamente e de forma presencial pelo eleitor ou por um representante.
A nova rodada da pesquisa Datafolha, encomendada pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru e divulgada nesta sexta-feira (6), aponta que o presidente Lula (PT) venceria em Pernambuco com ampla vantagem tanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No primeiro cenário estimulado, Lula aparece com 55% das intenções de voto. Tarcísio de Freitas, considerado um dos principais nomes da direita para a sucessão, registra apenas 14% em Pernambuco. Correm por fora Ratinho Junior (5%), Renan Santos (3%) e Romeu Zema (2%). O número de brancos e nulos é alto neste recorte: 18%.
O cenário muda ligeiramente quando o adversário principal carrega o sobrenome Bolsonaro. Contra o senador Flávio Bolsonaro, Lula marca 54%, mas o oponente sobe para 25%, capturando uma fatia maior do eleitorado conservador do que o governador paulista. Neste desenho, brancos e nulos caem para 12%.
Simulações de 2º Turno
Em um eventual segundo turno contra Tarcísio, Lula venceria por 58% a 29%. Houve uma oscilação dentro da margem de erro em relação à pesquisa de outubro de 2025: Lula caiu um ponto e Tarcísio subiu um.
Já no confronto direto contra o filho do ex-presidente, testado pela primeira vez, o placar seria de 59% a 31% a favor do petista.
O Datafolha ouviu 1.022 eleitores em Pernambuco entre os dias 2 e 4 de fevereiro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE: PE-09595/2026 e BR-06559/2026.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (6) reforça um cenário de rearranjo na disputa pelo Governo de Pernambuco, marcado pelo crescimento da governadora Raquel Lyra e por uma leitura menos linear da vantagem atribuída ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo governo do estado na eleição de outubro.
No levantamento, João Campos caiu cinco pontos em relação à pesquisa de outubro de 2025, enquanto Raquel Lyra subiu o mesmo patamar, reduzindo em 10 pontos a diferença entre eles.
Para o cientista político Adriano Oliveira, o levantamento revela um ambiente eleitoral de baixa rejeição à governadora devido ao reconhecimento de entregas administrativas e uma tendência de mudança no comportamento do eleitorado à medida que a eleição se aproxima.
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, Adriano avaliou que o desempenho da governadora está diretamente ligado ao nível de aprovação de sua gestão. Na mesma pesquisa, Raquel Lyra alcançou 61% de aprovação entre os pernambucanos.
Segundo o analista, os números revelam três aspectos centrais do momento eleitoral. O primeiro é a baixa rejeição da governadora. O segundo é o que ele classifica como uma leitura ilusória da vantagem de João Campos no levantamento. Por fim, Adriano reforçou que, desde o fim do ano passado, já apontava uma tendência de crescimento de Raquel Lyra, movimento que, agora, se confirma.
“Eu já tinha detectado desde julho do ano passado sentimentos favoráveis criados em torno da gestão da governadora. Que sentimento favorável era esse? Que a governadora estava trabalhando, fazendo entregas, que tinha melhorado. […] O ambiente eleitoral hoje do estado é um ambiente onde os eleitores não rejeitam a governadora. É um ambiente onde existem eleitores que gostam de João, mas reconhecem o trabalho da governadora”, analisou o cientista político.
O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para permitir que os casos de caixa dois possam ser punidos duas vezes: na Justiça Eleitoral e na Justiça comum. O entendimento deixa mais rigorosa a punição para o crime em pleno ano eleitoral.
Supremo discute tese no plenário virtual. Julgamento se encerra hoje e, até o momento, nove dos dez ministros já votaram para chancelar o entendimento do relator, Alexandre de Moraes, de que o mesmo crime de caixa dois possa ser punido tanto na Justiça Eleitoral, quanto em ações de improbidade, na Justiça comum.
Na prática, o entendimento permite uma punição mais rigorosa para quem comete o crime.
O crime conhecido como caixa dois está previsto no Código Eleitoral. Consiste na não declaração do valor que um candidato ou prestador de serviço recebeu para determinada campanha eleitoral.
Na Justiça Eleitoral, crime pode levar a cinco anos de prisão e multa. Já nas ações de improbidade a punição é cível, isto é, envolve penas como perdas de direitos políticos, proibição de contratar com o poder público e multas. Na prática, um político que praticar o crime estará sujeito a todas essas punições, caso condenado.
Moraes entendeu ainda que, se a Justiça Eleitoral não comprovar que houve o crime, a decisão automaticamente vai impactar na seara administrativa.
Desde dezembro de 2022, a trajetória que derrubou o preço da gasolina em 16,4% para as distribuidoras, de R$ 3,08 para R$ 2,57, não aliviou os motoristas. No mesmo período, o valor médio do litro do combustível nos postos aumentou 37,1%, de R$ 4,98 para R$ 6,33.
Petrobras reduziu preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,51 desde dezembro de 2022. No período, foram feitos 11 reajustes, com oito cortes e três elevações. A redução mais recente foi anunciada na semana passada e diminuiu em R$ 0,14 (-5,17%) o valor do combustível para as distribuidoras.
Queda nominal de 16,4% da gasolina não aliviou no bolso dos consumidores. Mesmo com os reajustes da Petrobras, o preço médio do litro do combustível nos postos subiu de R$ 4,98 para R$ 6,33 desde a última semana de 2022. Os valores fazem parte dos dados coletados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
A primeira pesquisa Datafolha para o Senado, em Pernambuco, encomendada pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru, divulgada nesta sexta-feira (6) aponta Marília Arraes (Solidariedade) liderando a disputa com 36% das intenções de voto. Humberto Costa, atual senador pelo PT, aparece em seguida, com 24%.
Na pesquisa pontuam ainda Miguel Coelho, com 18%; Eduardo da Fonte, com 18%; Armando Monteiro (PODEMOS), com 12%; Gilson Machado (PL), com 11%; Anderson Ferreira (PL), com 11%; Silvio Costa Filho (REPUBLICANOS), com 10%; Jô Cavalcanti (PSOL), com 3%; e Fernando Dueire (MDB), com 2%.
O Instituto Datafolha ouviu 1.022 pessoas entre os dias 2 e 5 de fevereiro. A margem de erro é de 3% e o grau de confiança é de 95%.
Para a primeira vaga ao Senado, 18% pretendem votar branco ou nulo e 6% estão indecisos. Em relação à segunda vaga, 25% dizem que irão votar branco ou nulo, e 8% ainda não se decidiram.
No último levantamento Datafolha, divulgado em 29 de outubro de 2025, no primeiro cenário, que apresentava dez nomes como potenciais candidatos, Marília Arraes também liderava, com 39% das intenções de voto. O segundo colocado, Humberto Costa (PT), registrava 26%. Em terceiro lugar, ficou Miguel Coelho (19%), empatado tecnicamente com Eduardo da Fonte, 18%. Na sequência, ficaram empatados numericamente Armando Monteiro Neto e Gilson Machado 12%, seguidos por Anderson Ferreira, 10% e Silvio Costa Filho, 9%.
Na parte inferior do levantamento, registraram empate técnico Jô Cavalcanti e Fernando Dueire, com respectivos 4% e 3% da intenção de votos.
Na pesquisa desta sexta, o Datafolha simula ao todo quatro cenários:
Cenário 1
Marília Arraes – 36%
Humberto Costa- 24%
Miguel Coelho – 18%
Eduardo da Fonte – 18%
Armando Monteiro – 12%
Gilson Machado – 11%
Anderson Ferreira – 11%
Silvio Costa Filho – 10%
Jô Cavalcanti – 3%
Fernando Dueire – 2%
Cenário 2
Sem os nomes de Gilson Machado e Silvio Costa Filho, Marília mantém a liderança, com 40%. Há um empate entre Silvio Costa Filho (25%), Miguel Coelho (22%) e Eduardo da Fonte (20%). Armando Monteiro aparece com 14%; e Anderson Ferreira, 13%). Jô Cavalcanti tem 4% e Fernando Dueire, 3%. Brancos ou nulos somam 19%, e 6% estão indecisos.
Para a segunda vaga, 26% indicam voto em branco ou nulo, e 9% estão indecisos.
Marília Arraes – 40%
Humberto Costa- 25%
Miguel Coelho – 22%
Eduardo da Fonte – 20%
Armando Monteiro – 14%
Anderson Ferreira – 13%
Jô Cavalcanti – 4%
Fernando Dueire – 3%
Cenário 3
O terceiro cenário, incluindo Gilson Machado e Silvio Costa Filho, exclui os nomes de Miguel Coelho e Anderson Ferreira.
Marília Arraes – 41%
Humberto Costa- 26%
Eduardo da Fonte – 22%
Armando Monteiro – 16%
Gilson Machado – 13%
Silvio Costa Filho – 13%
Jô Cavalcanti – 4%
Fernando Dueire – 3%
Nessa avaliação, 19% dos entrevistados dizem que irão votar em branco ou nulo para a primeira vaga, e 6% ainda não se decidiram. Para a segunda vaga, a intenção de voto branco ou nulo é de 27%. Outros 9% estão indecisos.
Cenário 4
No último cenário, sem os nomes de Armando Monteiro, Gilson Machado e Fernando Dueire. O resultado é o seguinte:
Marília Arraes – 39%
Humberto Costa- 26%
Miguel Coelho – 22%
Eduardo da Fonte – 21%
Anderson Ferreira – 16%
Silvio Costa Filho – 12%
Jô Cavalcanti – 4%
Nesse cenário, 20% votariam branco ou nulo para a primeira vaga, e 6% estão indecisos. Em relação à segunda vaga, 27% votariam branco ou nulo, e 8% não souberam responder.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o código PE-09595/2026 e BR-06559/2026.
A nova pesquisa Datafolha, encomendada pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru, divulgada nesta sexta-feira (6), aponta o prefeito do Recife, João Campos (PSB), liderando a disputa pelo Governo de Pernambuco, com 47% das intenções de voto. A atual governadora, Raquel Lyra (PSD), aparece em segundo lugar, com 35%. Na comparação com o último levantamento do Datafolha, publicado no dia 29 de outubro de 2025, João teve uma redução de cinco pontos percentuais; enquanto Raquel registrou crescimento de cinco pontos percentuais. A diferença entre o prefeito do Recife e a governadora de Pernambuco caiu 10 pontos percentuais no período.
No levantamento desta sexta, pontuam ainda Eduardo Moura, com 5%; e Ivan Moraes, 1%. Brancos ou Nulos somaram 10%, enquanto que 2% não souberam ou não responderam. O Instituto Datafolha reuniu 1.022 pessoas entre os dias 2 e 4 de fevereiro. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%.
Cenário estimulado (fevereiro de 2026)
João Campos – 47%
Raquel Lyra – 35%
Eduardo Moura – 5%
Ivan Moraes – 1%
Brancos ou Nulos – 10%
NS/NR – 2%
Cenário estimulado (outubro de 2025)
João Campos (PSB): 52%
Raquel Lyra (PSD): 30%
Eduardo Moura (Novo): 4%
Gilson Machado (PL): 3%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Nenhum/Branco/Nulo: 8%
Não sabe/Não opinou: 2%
Cenário espontâneo
No cenário espontâneo, quando os entrevistados citam os candidatos que pretendem votar, João Campos aparece com 18%, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, tem 24%. Outros candidatos não alcançaram 1%, enquanto que os votos brancos e nulos somaram 11%. Não souberam ou não responderam, 39% dos entrevistados.
Raquel Lyra – 24%
João Campos – 18%
Brancos ou Nulos – 11%
NS/NR – 39%
No levantamento do último mês de outubro, quando os eleitores foram questionados sem a apresentação de uma lista prévia de nomes, o cenário indicava empate técnico entre o prefeito do Recife e a governadora do Estado. A pesquisa espontânea revelava o seguinte cenário:
João Campos (PSB): 23%
Raquel Lyra (PSD): 23%
Atual governadora (sem citar o nome): 3%
“Filho de Eduardo Campos”: 2%
Eduardo Campos: 1%
Eduardo Moura (Novo): 1%
Outras respostas: 5%
Nenhum/Branco/Nulo: 7%
Não sabe: 36%
A pesquisa foi registrada no TSE: PE-09595/2026 e BR-06559/2026
O TJ-PB (Tribunal de Justiça da Paraíba) declarou inconstitucional um trecho do regimento interno da Assembleia Legislativa do estado que obrigava o presidente a manter uma Bíblia sobre a mesa e a a usar a expressão “sob a proteção de Deus” na abertura das sessões. Cabe recurso.
A decisão foi tomada por unanimidade nesta quarta-feira pelos desembargadores do Órgão Especial do TJ-PB, que acolheram os argumentos da 1ª subprocuradora-geral de Justiça, Vasti Cléa Marinho da Costa Lopes. Ela propôs a ação de inconstitucionalidade em 10 de junho de 2024.
A representante do MP-PB alegou que a norma é “verticalmente incompatível com o ordenamento constitucional”. “É elementar à laicidade a absoluta neutralidade do Estado, interditando posturas estatais em benefício ou em detrimento das diversas religiões estabelecidas no território nacional”, afirma.
“Podendo o Poder Público colaborar de forma indistinta com todos os credos, não lhe é dado manter, com seus representantes, relações de dependência ou aliança, ou subvencioná-los, direta ou indiretamente, posto que a liberdade de religião abrange inclusive o direito de não ter religião, do qual emana o impedimento à determinação, pela Casa Legiferante [legislativa], da leitura da Bíblia durante as sessões públicas,” diz trecho da ação do MP-PB.
Em sua defesa, a Assembleia afirmou que a Bíblia é um patrimônio cultural e histórico que ultrapassa os limites da religião. “A presença da Bíblia em escolas e bibliotecas não visa a doutrinação, mas sim o acesso a uma obra que é base da civilização ocidental e peça fundamental da literatura universal.”
Sustentou ainda que a lei não obrigava nenhum cidadão a ler ou a seguir os preceitos bíblicos e que a norma apenas garante a disponibilidade de um exemplar para consulta. Destacou também que a manutenção de uma Bíblia na Assembleia não gera ônus ou privilégio financeiro indevido a grupos religiosos específicos.
No caso da referência à “proteção de Deus” na abertura das sessões, defendeu que isso faz parte da identidade do povo paraibano e que “não fere a separação entre Igreja e Estado, uma vez que o rito é simbólico.”
O que foi decidido
Para o desembargador Ricardo Vital de Almeida, a norma tem um “impacto segregador” e deve ser vetada. O entendimento seguido por todos os colegas da sessão.
“A laicidade não se esgota na mera ausência de uma religião oficial, mas impõe ao Poder Público um rigoroso dever de imparcialidade e neutralidade”, argumentou o magistrado.
“Tal imposição evidencia uma predileção institucional inaceitável. Essa conduta chega a marginalizar as minorias religiosas, cujos textos sagrados, de forma mais ampla e superficial, são distintos; bem como os cidadãos ateus e agnósticos, que se veem representados por uma instituição que adota símbolos que a eles são estranhos ou contrários”, diz o voto do desembargador Ricardo Vital de Almeida, do TJ-PB.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), decidiu arquivar o pedido de impeachment da governadora Raquel Lyra (PSD). Em nota divulgada à imprensa na noite desta quinta-feira (5), a instituição informou que a decisão pelo arquivamento foi tomada com base no parecer da Procuradoria Geral da Casa.
O pedido de impedimento foi protocolado no dia 19 de janeiro pelo deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil), após denúncia de irregularidades na Logo Caruaruense, empresa de transporte intermunicipal do ex-governador João Lyra, pai da gestora.
Segundo a Alepe, a resolução determinando o arquivamento será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (6). De acordo com a presidência da Casa, o pedido de impeachment foi recusado por “ausência de pressupostos técnico-jurídicos de admissibilidade”.
Durante o lançamento da plataforma pe.gov, nesta quinta-feira (5), a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que o ano eleitoral não mudará o foco da administração estadual e fez críticas ao uso político de “bandeiras partidárias” e à disseminação de desinformação para atacar sua gestão. O episódio mais recente, citado por ela, foi a informação que a emergência do Hospital da Restauração tinha sido fechada ontem (4).
A governadora também alertou que o período eleitoral tende a intensificar a circulação de fake news e os ataques contra a administração estadual. “Vai ter muita coisa nesse ano que vai aparecer de desinformação. Gente que teve a oportunidade de fazer e não fez e quer impedir que a gente faça. Vocês viram na internet que a emergência do Hospital da Restauração foi fechada? Fake news. Mentiras”, disse.
A gestora reforçou que o governo não pretende “se deixar distrair por disputas políticas”. “Nós somos muito mais fortes do que qualquer desinformação. Nós não vamos desviar o foco um minuto sequer”, ressaltou ela.
Segundo Raquel, apesar das eleições estaduais de outubro próximo, a prioridade “continuará sendo a entrega de serviços à população”.
“Antes da eleição, durante a eleição e depois da eleição, o cidadão permanece ali na casa dele precisando de água, de segurança, de saúde, de iluminação, de uma estrada para andar, de um ônibus chegando na sua porta. É sobre isso. As eleições acontecerão, mas a gente não vai desviar o foco um segundo sequer. Porque o nosso foco é entrega. Nosso foco é trabalho”, afirmou.
Ainda durante seu discurso, a governadora reforçou que o governo “deve estar acima de cores partidárias e voltado para atender o povo pernambucano”. “O governo do cidadão não tem uma bandeira roxa, amarela ou vermelha. Pernambuco tem as cores da bandeira do nosso estado”, disse.
A Câmara Municipal de Olinda rejeitou, por unanimidade, nesta quinta-feira (05), cinco pedidos de impeachment apresentados contra a prefeita Mirella Almeida (PSD). Todas as solicitações foram arquivadas após avaliação do plenário, que concluiu pela inexistência de crime de responsabilidade.
Quatro dos cinco pedidos foram protocolados pelo ex-candidato a prefeito Antônio Campos, que já teve outras ações contra a gestora que também foram arquivadas.
Durante a sessão, vereadores de diferentes campos políticos criticaram o que classificaram como a banalização do instrumento do impeachment e reforçaram a necessidade de responsabilidade institucional.
O decano da Casa, vereador Biai (Avante), que se autodeclara integrante da bancada independente, afirmou que a Câmara não pode abrir mão de suas prerrogativas constitucionais por disputas políticas locais.
“Essa Casa Legislativa não pode presumir dos seus direitos constitucionais. Não pode, por conta de uma cisânia política entre o ex-prefeito e o peticionionista (Antônio Campos), votar de forma diferente. Peço que a bancada independente acompanhe o nosso voto contrário a esse requerimento”, declarou.
Mesmo na oposição, a vereadora Eugênia Lima (PT) também votou contra os pedidos e fez um discurso contundente sobre o uso indevido do impeachment.
“Faço uma crítica à banalização desse instrumento. Hoje, tudo vira pedido de impeachment nas câmaras e assembleias. Isso é grave. Para que um impeachment seja admitido, é necessário haver crime de responsabilidade, e os elementos apresentados não configuram isso”, afirmou.
A parlamentar reconheceu problemas na cidade, mas destacou que críticas administrativas não podem ser confundidas com ilícitos legais.
O Governo de Pernambuco lançou nesta quinta-feira (5) a plataforma digital PE.gov, um novo ambiente online que reúne mais de 500 serviços públicos estaduais para o cidadão, com acesso tanto pelo computador quanto por aplicativo para celular. A iniciativa, segundo a gestão, centralizará atendimentos que hoje são dispersos em diferentes sistemas.
A plataforma passa a concentrar, em um mesmo ambiente, serviços como vagas de emprego, ferramentas para empreender e abrir uma empresa, consulta a histórico escolar e matrícula de estudantes novatos da rede estadual, além de serviços do Detran, como solicitações ligadas à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Também estão disponíveis funcionalidades de Saúde Digital para acompanhamento de consultas, exames e cirurgias realizadas na rede pública, o Protege Mulher, voltado ao registro de denúncias por vítimas de violência, agendamento para doação de sangue e recarga do cartão VEM do transporte público.
Outro serviço incorporado ao portal é o Farmácia Digital, que permite acompanhar a dispensação de remédios e o andamento de solicitações, integrando informações que antes exigiam atendimento presencial em diferentes unidades.
o comentar os serviços ligados à área da saúde, a governadora Raquel Lyra (PSD) destacou o uso do prontuário eletrônico integrado. “Antigamente se fazia o exame e o cidadão ia ter que buscar o exame de novo. Agora tá na palma da mão. O médico que vai lá no Hospital da Restauração já acessa o prontuário eletrônico, consegue ver os exames e com isso entender como foi o atendimento e a vida dele no serviço público de saúde. com isso, a gente poder atender ele de maneira mais eficiente”, exemplificou.
A plataforma também disponibiliza a assistente virtual Lis, baseada em inteligência artificial, criada para orientar o usuário na navegação, esclarecer dúvidas e indicar caminhos para a resolução de demandas, reduzindo a necessidade de deslocamentos e atendimentos presenciais.
O portal PE.gov possui integração com o sistema gov.br, do governo federal, permitindo que o cidadão utilize uma única autenticação para acessar os serviços. Segundo o governo estadual, o conjunto de soluções tecnológicas envolvidas no projeto recebeu investimento de R$ 165 milhões.