Polícia Civil de Pernambuco inicia investigação para identificar autores de cartazes contra Raquel Lyra

Governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) foi alvo, no último domingo (30), de cartazes apócrifos vistos no Centro do Recife; Polícia Civil confirmou investigação para apurar autoria

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) iniciou uma investigação para identificar os responsáveis pelos cartazes apócrifos com ataques à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), encontrados no Recife no último fim de semana. Segundo a corporação, as diligências já foram iniciadas para esclarecer a autoria e as circunstâncias do episódio.

O caso foi registrado como calúnia na tarde do domingo (30), por meio da Delegacia pela Internet, após a campanha da governadora procurar as autoridades. A apuração está sob a coordenação da 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro (1ª DESEC), no Recife.

“A Polícia Civil de Pernambuco informa que está investigando um caso de calúnia registrado, na tarde de ontem (30), por meio da Delegacia pela Internet. As diligências já foram iniciadas com o objetivo de identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias do caso”, informou a Polícia Civil, nesta segunda-feira (31).

A PCPE não informou, até o momento, se houve a instauração formal de inquérito policial nem detalhou quais diligências estão sendo realizadas.

TSE suspende campanha de Renan Santos à Presidência

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, suspendeu a campanha eleitoral de Renan Santos (Missão).

A decisão foi motivada pela omissão de 16 perfis em redes sociais. Segundo Toffoli, Santos informou ao TSE apenas um de seus perfis, e isso só ocorreu 12 dias após o pedido de registro de candidatura.

O ministro argumentou que Renan Santos teria se beneficiado ao não informar um dos perfis no Instagram que era utilizado para atividades de campanha.

Com a decisão, o candidato fica proibido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou qualquer outro meio. Ele também não poderá realizar propaganda eleitoral em plataformas digitais, como sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens.

Além disso, a campanha de Renan Santos ficará sem receber repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

TCE aponta irregularidades em contratos de Brejão e multa ex-prefeita em R$ 11 mil

Ex-prefeita de Brejão, Elisabeth Barros de Santana/Foto: Reprodução/Instagram

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) encontrou uma série de irregularidades em contratos e despesas da Prefeitura de Brejão, no Agreste, referentes aos exercícios de 2023 e 2024. Entre os problemas apontados estão a terceirização irregular de serviços de saúde, o uso de trabalho voluntário para suprir a falta de servidores efetivos e a ausência de fiscalização adequada dos contratos.

A decisão foi tomada por unanimidade pela Primeira Câmara do TCE-PE, no julgamento relatado pelo conselheiro substituto Ruy Ricardo Harten. O tribunal aplicou multas que somam R$ 28.626,37 à então prefeita Elisabeth Barros de Santana (hoje candidata à deputada estadual pelo PSB) e à ex-secretária municipal de Saúde.

Elisabeth foi multada em R$ 11.450,55. Segundo o acórdão, a então prefeita foi responsabilizada pela contratação de um número expressivo de voluntários, mantida por mais de um exercício financeiro, para suprir uma carência estrutural de pessoal da administração municipal.

Para o TCE-PE, a prática desvirtuou o instituto do voluntariado e configurou uma forma de burlar a exigência constitucional de concurso público para o ingresso no serviço público. O tribunal destacou que a responsabilidade pelas admissões irregulares recai sobre a autoridade que assinou os instrumentos de adesão aos programas de voluntariado.

Já a ex-secretária de Saúde recebeu duas penalidades que totalizam R$ 17.175,82. Ela foi responsabilizada pela ausência de fiscalização na execução de um termo de colaboração firmado com uma organização da sociedade civil para a prestação de serviços de saúde.

De acordo com o tribunal, houve liquidação de despesas de valor elevado baseada apenas em informações do Conselho Municipal de Saúde, sem documentação suficiente para comprovar a realização, a quantidade e o valor dos procedimentos realizados. Para os conselheiros, a situação representou gestão temerária e criou risco para a administração pública.

O TCE-PE também considerou irregular a manutenção de um contrato com o Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH) que, segundo a auditoria, acabou sendo utilizado para terceirizar profissionais de saúde que desempenhavam atividades-fim do Fundo Municipal de Saúde.

Para o TCE-PE, a contratação de uma entidade privada não pode ser utilizada apenas como mecanismo de fornecimento de mão de obra para atividades permanentes da administração, já que a necessidade deveria ser atendida por concurso público ou, em situações excepcionais, por contratação temporária precedida de seleção.

Fiscalização de contratos

A auditoria também identificou ausência de designação tempestiva de fiscais para contratos relacionados à manutenção da frota, fornecimento de combustíveis e locação de veículos com motorista. O TCE-PE classificou a falha como gestão temerária, por expor a prefeitura ao risco de prejuízos financeiros e de prestação inadequada dos serviços.

Apesar disso, o tribunal não aplicou multa individualizada por esse ponto específico porque a auditoria não conseguiu estabelecer quais valores estavam sob responsabilidade de cada ordenador de despesas.

Outro ponto analisado foi a contratação de uma empresa de locação de veículos. O TCE-PE apontou que a subcontratação de serviços para microempreendedores individuais não afasta a responsabilidade da empresa contratada pelo recolhimento do ISSQN. Como o prazo para cobrança do tributo ainda não havia expirado, o tribunal não reconheceu, neste momento, dano efetivo ao erário.

A Prefeitura de Brejão foi, então, determinada a adotar medidas para constituir e cobrar administrativa ou judicialmente o ISSQN relacionado aos contratos firmados com a empresa. O prazo estabelecido pelo TCE-PE foi de 60 dias.

Justiça determina que Mendonça Filho, Ni do Badoque e o jornalista Ricardo Antunes apaguem conteúdos que associam caso dos cartazes apócrifos ao PSB

João Campos e Raquel Lyra publicam vídeos após cartazes apócrifos

A Justiça Eleitoral determinou, na noite deste domingo (30), a retirada de publicações que associam o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), a Frente Popular de Pernambuco e o PSB à produção ou distribuição dos cartazes apócrifos com ataques pessoais à governadora Raquel Lyra (PSD).

A decisão é do desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), e alcança o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o candidato a deputado estadual Ni do Badoque (PSD) e o jornalista Ricardo Antunes.

Os cartazes começaram a circular em pontos do Recife no domingo e fizeram ataques à governadora, incluindo referências à morte de seu marido, o empresário Fernando Lucena, durante a campanha eleitoral de 2022. Até o momento, não há identificação dos responsáveis pela produção ou instalação dos materiais.

O episódio provocou manifestações de diferentes candidaturas. A própria Raquel Lyra acionou as polícias Federal e Civil e anunciou que sua coligação também recorreria ao Ministério Público Eleitoral. João Campos e a Frente Popular repudiaram os cartazes e pediram investigação para identificar os responsáveis.

ACUSAÇÃO SEM AUTORIA CONHECIDA

A ação apresentada pela Frente Popular questionou publicações que passaram a relacionar João Campos, o PSB e seu grupo político aos panfletos, apesar de não haver, até o momento, comprovação sobre a autoria ou financiamento dos materiais.

Ao analisar os pedidos de tutela de urgência e tutela inibitória, o desembargador destacou especialmente uma publicação feita pelo jornalista Ricardo Antunes, que utilizou a expressão “O novo jogo sujo do PSB” e afirmou que o “grupo de João Campos” teria espalhado os panfletos.

“Verifica-se que a publicação não se limita a noticiar a existência dos cartazes ou a manifestar opinião acerca de seu conteúdo. Há atribuição direta e categórica ao ‘Grupo de João Campos’ da conduta de espalhar os panfletos, além da vinculação do episódio ao PSB mediante a expressão ‘O novo jogo sujo do PSB’”, afirmou o desembargador.

Segundo a decisão, não havia, nos elementos apresentados até aquele momento, prova que sustentasse a atribuição da autoria ou distribuição dos materiais à Frente Popular, ao PSB, a João Campos ou ao seu grupo político.

PUBLICAÇÕES DEVEM SER REMOVIDAS

A decisão determinou que a Meta remova as publicações indicadas nos perfis de Ricardo Antunes, Ni do Badoque e Mendonça Filho no prazo de duas horas após ser intimada. Em caso de descumprimento, a empresa poderá ser multada em R$ 10 mil por dia.

O magistrado também determinou a preservação dos dados relacionados às publicações, incluindo informações sobre alcance, visualizações, compartilhamentos, interações e eventuais edições, para utilização durante a instrução do processo.

Além da retirada dos conteúdos, Mendonça Filho, Ni do Badoque e Ricardo Antunes deverão se abster de publicar, republicar, compartilhar, impulsionar ou reeditar os materiais questionados ou conteúdos equivalentes.

A proibição estabelecida na decisão se refere especificamente à atribuição da autoria, financiamento ou distribuição dos cartazes à Frente Popular, ao PSB, a João Campos ou ao seu grupo político sem elementos que sustentem essa acusação.

Cada um dos três representados poderá ser multado individualmente em R$ 25 mil por novo descumprimento da determinação.

CONTEÚDOS QUESTIONADOS

No caso de Ni do Badoque, a representação apontou que o candidato publicou um vídeo sobre o episódio e reproduziu em sua publicação a imagem divulgada originalmente por Ricardo Antunes, que associava diretamente o PSB e o grupo de João Campos aos cartazes.

Já Mendonça Filho publicou um vídeo em solidariedade a Raquel Lyra e classificou os responsáveis pelos ataques como “adversários amarelos”. A Frente Popular sustentou que, no contexto da campanha eleitoral em Pernambuco, a referência fazia associação com João Campos e seu grupo político.

A decisão também ressalta que a determinação não impede manifestações de solidariedade à governadora, o repúdio aos cartazes ou a defesa da investigação do caso. A restrição, segundo o magistrado, está relacionada à imputação de responsabilidade a adversários políticos sem elementos que comprovem a acusação.

FRENTE POPULAR PEDIU INVESTIGAÇÃO

Ainda no domingo, antes da decisão, a Frente Popular de Pernambuco anunciou ter acionado o Ministério Público Eleitoral para pedir a investigação sobre a autoria, produção e disseminação dos cartazes.

João Campos também repudiou publicamente o material e afirmou que não admite ataques contra familiares, inclusive de adversários, durante a campanha eleitoral. O candidato disse ainda que qualquer tentativa de atribuir os cartazes à sua candidatura sem provas poderia resultar em medidas judiciais.

Com a liminar concedida pelo TRE-PE, Mendonça Filho, Ni do Badoque e Ricardo Antunes deverão apresentar defesa no prazo legal de dois dias. Após essa etapa, o processo seguirá para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.

TSE manda suspender propaganda de Lula com ‘currículo’ de Flávio Bolsonaro; direito de resposta é analisado

Flávio Bolsonaro em entrevista ao Domingo Espetacular

A ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou suspender uma propaganda da campanha de Lula (PT) que apresentava um suposto “currículo” de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão proíbe uma nova exibição do vídeo até o julgamento do caso.

A propaganda foi exibida no primeiro programa eleitoral de Lula na televisão, no sábado (29). O “currículo” lista acusações contra Flávio que vão do escândalo das rachadinhas ao pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A ministra Estela Aranha considerou que a propaganda ultrapassou os limites da crítica política. Na decisão, ela afirmou que a peça associa Flávio a organizações criminosas sem apresentar dados concretos, investigação formal ou acusação judicial que sustentem as alegações.

Um dos pontos analisados foi a referência ao caso das rachadinhas. Segundo a ministra, a propaganda informa que Flávio foi denunciado, mas não diz que a denúncia foi arquivada e que não houve condenação.

Aranha classificou a omissão como uma “grave descontextualização”. Para a ministra, a propaganda apresenta Flávio como atualmente denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, situação que “não corresponde com a realidade”.

A ministra também apontou risco em manter a propaganda no ar durante a campanha. Estela Aranha afirmou que a peça é exibida na televisão “de ampla abrangência” e, segundo a ação, já havia sido veiculada um número expressivo de vezes. Para ela, manter a divulgação poderia ampliar os efeitos da mensagem e “tornar ineficaz eventual pronunciamento judicial futuro”.

A liminar suspendeu a propaganda “Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro” até o julgamento do pedido principal. Lula e os demais representados também estão proibidos de fazer uma nova divulgação da peça.

Pedido de direito de resposta

A ação foi apresentada por Flávio Bolsonaro e inclui um pedido de direito de resposta. A ministra deu 24 horas para que o senador apresente o texto que pretende divulgar.

Polícia Militar de Pernambuco fará censo para mapear perfil, saúde e condições de trabalho do efetivo

Polícia Militar permanece com alto déficit no efetivo, apesar da formação de duas turmas desde 2025

A Polícia Militar de Pernambuco criou um grupo de trabalho para desenvolver, pela primeira vez, um censo institucional que promete traçar um perfil atualizado dos profissionais que estão na ativa, reunindo informações funcionais, familiares, sociodemográficas e socioeconômicas.

Também serão levantados dados sobre as condições de saúde e bem-estar dos policiais, ambiente de trabalho, mobilidade, vitimização, desenvolvimento profissional e percepção sobre a própria instituição.

Hoje, o efetivo da PMPE é de pouco mais de 19,5 mil profissionais. O Portal da Transparência indica que deveriam ser pelo menos 27.953.

Segundo a portaria, assinada pelo comandante-geral da corporação, coronel Ivanildo Torres, as informações produzidas pelo censo deverão servir de base para o planejamento estratégico da PMPE e para a gestão de pessoas.

Os dados também poderão orientar a formulação de políticas institucionais e ações de valorização, capacitação, saúde, assistência e proteção dos policiais.

A portaria estabeleceu que o trabalho deverá seguir critérios técnicos e garantir padronização, confiabilidade e confidencialidade. A proteção dos dados pessoais deverá ser observada durante as etapas de planejamento, coleta, tratamento, análise e divulgação dos resultados.

Não foi determinado um prazo para o início do censo no Estado.

TRE-PE manda páginas de internet apagarem publicações sobre suposto ‘gabinete do ódio’ no governo Raquel Lyra

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, neste sábado (29), que dois perfis de internet apaguem publicações que fazem referência a um suposto “gabinete do ódio” no governo Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

A decisão do desembargador eleitoral relator, Luiz Mendonça de Araújo, ocorreu após representação com pedido de tutela de urgência ajuizada pela Coligação Pernambuco de Coração, por Raquel Lyra e pela vice-governadora, Priscila Krause.

A petição indicou que os perfis de Instagram @seremosresistencia, @bregabregoso, @@recifeordinario e @pernambucoposting fizeram publicações inverídicas e descontextualizadas usando trecho de uma reportagem da RecordTV que fala sobre “adicionando-lhes legendas e textos sobrepostos que teriam distorcido o conteúdo original, afirmando categoricamente a existência de um ‘Gabinete do Ódio’ financiado pelo Governo do Estado para atacar candidato adversário [João Campos, do PSB]”.

Na decisão, o desembargador afirmou que se verificou a “plausibilidade” das alegações apresentadas na petição.

Araújo citou que a postagem do perfil @bregabregoso inseriu o seguinte texto na legenda da publicação: “URGENTE! Jornal da Record revela gravação que detalha ‘Gabinete do ódio’ operado dentro do Governo Raquel Lyra para atacar João Campos!”.

Na avaliação do magistrado, a reportagem da RecordTV não mencionou a comprovação da existência de um esquema de ataques virtuais, “mas sim reúne suspeitas que indicariam, segundo os jornalistas responsáveis, uma estrutura voltada à disseminação de notícias falsas”. Pontuou, ainda, que “sequer haveria investigação formal em curso na Polícia Federal por esses fatos”.

Na decisão, o desembargador afirmou que se verificou a “plausibilidade” das alegações apresentadas na petição.

Araújo citou que a postagem do perfil @bregabregoso inseriu o seguinte texto na legenda da publicação: “URGENTE! Jornal da Record revela gravação que detalha ‘Gabinete do ódio’ operado dentro do Governo Raquel Lyra para atacar João Campos!”.

Na avaliação do magistrado, a reportagem da RecordTV não mencionou a comprovação da existência de um esquema de ataques virtuais, “mas sim reúne suspeitas que indicariam, segundo os jornalistas responsáveis, uma estrutura voltada à disseminação de notícias falsas”. Pontuou, ainda, que “sequer haveria investigação formal em curso na Polícia Federal por esses fatos”.

TSE marca para esta segunda (31) julgamento de registros dos candidatos à Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima segunda-feira (31) o início do julgamento virtual dos registros dos candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.

O julgamento terá início à meia-noite e ficará aberta até o dia 2 de setembro. Na modalidade virtual, os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte e não há deliberação presencial.

O TSE recebeu 13 pedidos de registros de candidaturas:

  • Augusto Cury (Avante);
  • Clariana Barão (DC);
  • Edmilson Costa (PCB);
  • Flávio Bolsonaro (PL);
  • Hertz Dias (PSTU);
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
  • Pablo Marçal (PRTB);
  • Renan Santos (Missão);
  • Romeu Zema (Novo);
  • Ronaldo Caiado (PSD);
  • Rui Costa Pimenta (PCO);
  • Samara Martins (UP) e
  • Wilson Grassi (Democrata).

Para terem os registros concedidos, os candidatos precisam apresentar documentos para comprovar que estão elegíveis e que não têm pendências com a Justiça Eleitoral.

No caso de Pablo Marçal, o TSE já determinou que o candidato deve ficar proibido temporariamente de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

Os ministros aceitaram um pedido de liminar protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para suspender a campanha de Marçal até que o TSE julgue de forma definitiva o registro de candidatura, o que vai ocorrer na próxima segunda-feira.

No pedido, o MPE afirmou ao tribunal que Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.

Eleições

O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Raquel Lyra aparece com 45% das intenções de voto, contra 36% de João Campos, aponta pesquisa DataTrends

Quaest PE: Raquel Lyra tem 44%, contra 36% de João Campos - 25/08/2026 -  Política - Folha

A governadora Raquel Lyra mantém a liderança na disputa pelo Governo de Pernambuco, segundo pesquisa DataTrends realizada entre os dias 25 e 27 de agosto de 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel aparece com 45% das intenções de voto, contra 36% de João Campos. Ivan Moraes registra 1%, enquanto os demais candidatos testados não chegam a 1%. Outros 10% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 9% não sabem ou não responderam.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos, a governadora também aparece à frente. Raquel tem 47% e João Campos, 39%, uma diferença de oito pontos percentuais. Brancos, nulos ou nenhum representam 9%, enquanto 6% não sabem ou não responderam.

O levantamento também mediu o potencial de voto dos dois principais candidatos. Raquel Lyra tem 32% dos entrevistados dizendo que votariam nela com certeza e 24% que poderiam votar, o que representa um potencial de voto de 56%. Outros 37% dizem que não votariam nela de jeito nenhum, enquanto 8% não sabem ou não responderam.

João Campos, por sua vez, registra 27% que afirmam votar nele com certeza e 24% que poderiam votar, somando um potencial de 51%. O percentual dos que dizem não votar no candidato de jeito nenhum é de 37%, enquanto 11% não sabem ou não responderam.

A pesquisa também aferiu a avaliação da administração estadual. A gestão da governadora Raquel Lyra é aprovada por 68% dos pernambucanos, enquanto 28% desaprovam. Outros 4% não sabem ou não responderam.

A pesquisa DataTrends ouviu 1.200 eleitores de Pernambuco entre os dias 25 e 27 de agosto de 2026. O levantamento tem margem máxima de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob os números PE-02222/2026 e BR-01927/2026.

Raquel Lyra pede à Justiça que João Campos esclareça acusação sobre “milícia digital”

Governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD)

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) apresentou à Justiça uma interpelação criminal para que o candidato João Campos (PSB) esclareça a quem se referiu ao afirmar que “quem senta na cadeira para governar Pernambuco” não poderia coordenar uma suposta “milícia digital”. A medida foi divulgada pela campanha da governadora nesta sexta-feira (28).

A declaração de João foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira (26), após a repercussão de uma reportagem da TV Record sobre um suposto esquema de páginas e perfis digitais voltados a ataques contra o socialista e outros adversários políticos.

No vídeo, João afirmou que denunciava há mais de um ano a existência de um suposto “gabinete do ódio” e relacionou a estrutura ao Palácio do Campo das Princesas.

“Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital para atacar os seus adversários, nem usar dinheiro público para isso”, afirmou o candidato na ocasião.

A interpelação apresentada por Raquel tem como fundamento o artigo 144 do Código Penal, que permite a quem se considera ofendido por referências, alusões ou frases pedir explicações em juízo. A medida não representa, neste momento, uma queixa-crime ou um pedido de condenação contra João.

Raquel pede identificação

Segundo a campanha da governadora, a interpelação busca fazer com que João identifique de maneira precisa a quem atribuiu a coordenação da suposta estrutura e apresente os fatos nos quais baseou a declaração.

Na peça, a defesa de Raquel argumenta que João não teria feito apenas uma crítica política, mas atribuído à administração estadual a liderança de uma estrutura clandestina voltada à prática de atos ilícitos.

Os advogados também sustentam que o emprego da expressão “milícia digital”, sem a identificação dos supostos responsáveis, teria ultrapassado os limites da crítica política.

Com a medida, Raquel pede que o socialista esclareça o destinatário das declarações e os elementos utilizados para fazer a acusação.

Segundo trecho da interpelação divulgado pela campanha, quem faz uma acusação dessa natureza “tem o dever de nominar a pessoa a quem acusa e se responsabilizar pelos seus atos”.

População brasileira cresce, porém cada vez mais devagar; confira os novos cálculos do IBGE

Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE | G1

O Brasil chegou a uma população estimada em 214,2 milhões de habitantes em 2026, segundo as Estimativas da População, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população cresce em ritmo cada vez menor, segundo o estudo, que revelou aumento populacional de 0,37%, um pouco abaixo do registrado entre 2024-2025, de 0,39%.

A desaceleração do crescimento populacional acelera o envelhecimento da população e reduz a proporção de pessoas em idade ativa, o que ameaça a sustentabilidade da previdência social, pressiona o sistema de saúde e, teoricamente, reduz o potencial de crescimento econômico do País. É o que se chama de fim do bônus demográfico (quando a maioria da população está em idade economicamente ativa).

Os Estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul têm as menores taxas de crescimento. Já os Estados de Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso apresentaram os maiores índices, sendo os únicos a apresentarem valores maiores que 1%.

A capital com maior taxa de crescimento geométrico no período 2025-2026 é Boa Vista, com 3,2%. E, refletindo a tendência observada no Censo 2022, algumas capitais apresentaram redução populacional em relação a 2025: Salvador (-0,17%), Natal (-0 13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).

O grupo de municípios com até 20 mil habitantes é aquele que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com decrescimento populacional (40,2% do total). Por outro lado, os municípios com população entre 100 mil e 500 mil habitantes são os que mais apresentaram crescimento acima de 1%. Entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, o único a crescer mais de 1% em relação a 2025 foi Manaus.

Os cinco municípios mais populosos do país são São Paulo, com 11.911.337 pessoas; Rio de Janeiro, com 6.731.133 moradores; Brasília, com estimativa de 3.009.996 pessoas; Fortaleza, com 2.582.360 habitantes; e Salvador, que conta com 2.559.945 moradores, de acordo com o novo estudo. Juntos, os cinco municípios somam 26.794.771 pessoas, o equivalente a 12,5% da população total do País.

As 27 capitais da federação concentram uma população de 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% da população total. Entre elas, Palmas, com 333.154 pessoas; Vitória, com 343.935 habitantes; e Rio Branco, com estimativa de 390.038 moradores, são as capitais menos populosas.

O estudo é considerado importante porque serve de parâmetro para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular o valor do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de ser referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Receita Federal e Ministério Público Federal deflagram Operação contra esquema envolvendo apostas esportivas

Grupo empresarial teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025/Foto: Divulgação/Receita Federal

Recife é uma dos alvos da Operação Jogo de Sombras, deflagrada nesta sexta-feira (28), pela Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O objetivo é apurar supostos crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionados à exploração de apostas de quota fixa (bets).

Por determinação judicial, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Recife (PE), João Pessoa (PB) e São Paulo (SP). As diligências contam com a participação de 28 servidores da Receita Federal, entre auditores-fiscais e analistas-tributários, além de 10 procuradores da República, acompanhados por policiais do MPF e peritos da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea).

A investigação tem como foco um grupo empresarial responsável pela exploração de plataforma de apostas esportivas que teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025. As apurações apontam que as supostas irregularidades tributárias e financeiras teriam ocorrido tanto antes quanto após a regulamentação do setor de apostas de quota fixa no Brasil.

João Campos acusa campanha de Raquel de “assumir liderança” de suposto gabinete do ódio

Genial/Quaest: João Campos lidera disputa para governo de Pernambuco |  Política | Valor Econômico

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) rebateu, nesta sexta-feira (28), o vídeo divulgado pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) para relacioná-lo a Amisadai Andrade da Silva, ex-servidor estadual citado no caso do suposto “gabinete do ódio”. João negou ter amizade, vínculo profissional ou já ter se reunido com Amisadai e afirmou que a gravação se tratava de uma mensagem feita a pedido de terceiros.

Na resposta, o socialista também acusou a campanha de Raquel de ter “assumido a liderança” do suposto gabinete após a exoneração de Amisadai.

“Eu não tenho nenhuma relação de amizade com o Amisadai, eu nunca o contratei, nunca o nomeei, nunca fez parte da minha equipe, eu nunca pedi a cessão dele da Caixa Econômica Federal e a candidata adversária já não pode dizer o mesmo”, declarou João.

A resposta foi dada durante agenda no Compaz Lêda Alves, no Pina, Zona Sul do Recife, um dia depois de Raquel usar as redes sociais para rebater as acusações feitas pela Frente Popular, coligação de João, contra integrantes do Governo do Estado.

Entre os conteúdos publicados pela governadora estava um vídeo no qual João aparece enviando uma mensagem a Amisadai. O socialista afirmou que a gravação não demonstra proximidade entre os dois e disse que costuma fazer vídeos semelhantes a pedido de pessoas que encontra durante agendas.

“Agora mesmo eu estava ali falando com o professor, ele pediu para eu gravar um vídeo de parabéns para a mãe de outra professora. […] Esse mesmo vídeo eu vi que deputados gravaram, vereadores gravaram. Então muitas pessoas gravaram o vídeo desejando parabéns”, afirmou.

“Não tenho nenhuma relação de amizade, nunca me reuni e muito menos fazia parte da minha equipe”, acrescentou.

João classificou a publicação da adversária como uma tentativa de desviar o foco das acusações feitas contra integrantes da gestão estadual.

Horário eleitoral no rádio e TV começa nesta sexta-feira

TV, horário eleitoral, televisão

O horário eleitoral gratuito do primeiro turno começa a ser veiculado nesta sexta-feira (28) nas emissoras de rádio e televisão em todo país e vai até 1° de outubro. Ao longo de 35 dias, candidatos aos cargos que estarão em disputa nas eleições deste ano terão dois blocos diários de 25 minutos para apresentar suas propostas aos eleitores.

No rádio, a propaganda política será veiculada às 7h e ao meio-dia. Na TV, o horário eleitoral vai ao ar às 13h e às 20h30.

A propaganda dos candidatos à Presidência da República e a deputado federal será exibida às terças, quintas e sábados.

Nas segundas, quartas e sextas-feiras, o horário será destinado os postulantes aos cargos de senador, deputado estadual e distrital e governador.

Além dos blocos fixos, os candidatos terão direito a inserções diárias durante a programação das emissoras.

Se houver segundo turno, o horário eleitoral será exibido entre os dias 9 e 23 de outubro.

Presidência

A exibição da propaganda para o cargo de 4presidente da República começa no sábado (29), segundo dia de exibição do horário eleitoral.

A Coligação Brasil Pronto para Mais, do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá 5 minutos e 31 segundos diários.

A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.

O PL, do candidato Flávio Bolsonaro, terá 4 minutos e 20 segundos.

A campanha de Ronaldo Caiado (PSD) ficou com 2 minutos e 2 segundos, e o Avante, de Augusto Cury, com 35 segundos de programa.

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para ter acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não têm o mínimo de 13 deputados, nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

Critérios

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha de Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos.

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados.

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado. O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, com sete parlamentares.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Equipe de Raquel Lyra diz que acusações da Coligação de João Campos são “denúncia sem provas”

Governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD)

A campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) rebateu, nesta quinta-feira (27), o anúncio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pela Frente Popular, coligação que apoia João Campos (PSB).

Em nota, a equipe da candidata classificou as acusações como uma “denúncia sem provas” e afirmou que irá acionar a Justiça contra quem, segundo a campanha, propaga mentiras contra a governadora.

Mais cedo, a Frente Popular anunciou que pretende apresentar uma AIJE reunindo cinco eixos de acusações contra a gestão estadual e a candidatura de Raquel.

Entre os pontos estão o suposto uso de ônibus públicos na convenção do PSD, o caso conhecido pela oposição como “arapongagem”, a utilização de uma aeronave do Estado, gastos com publicidade institucional e a existência de uma suposta rede de ataques contra João Campos nas redes sociais.

Na resposta, a campanha de Raquel afirmou que o PSB “continua usando suas velhas práticas”, ao trocar o debate de propostas por acusações. A nota também destacou que as medidas anunciadas pela Frente Popular ainda não haviam sido protocoladas.