A cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, foi certificada como Cidade Árvore do Mundo durante o 2º Simpósio das Cidades Brasileiras – Árvores do Mundo, realizado em Cubatão, São Paulo. Com o reconhecimento, o município passa a integrar uma lista que reúne 52 cidades brasileiras.
A certificação é concedida pelo programa Tree Cities of the World, da Arbor Day Foundation, em parceria com a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), e reconhece cidades que desenvolvem ações de arborização urbana, sustentabilidade e preservação ambiental.
Durante o simpósio, a Prefeitura de Patos apresentou iniciativas realizadas no município relacionadas à arborização urbana e ao desenvolvimento sustentável. O prefeito, o Professor Jacob Souto, e o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alex Wagner, participaram das atividades.
Segundo o secretário, o reconhecimento representa o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido no município e que deve ser ampliado. Ele também destacou a importância das discussões sobre arborização urbana e justiça climática.
Com a certificação de Patos, a Paraíba passa a ter oito municípios reconhecidos pelo programa. Além da cidade sertaneja, fazem parte da lista João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Cuité, Santa Rita e São Bento.
Na primeira pesquisa após a liberação da propaganda eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a governadora Raquel Lyra (PSD) segue à frente do ex-prefeito João Campos (PSB) na corrida ao Palácio do Campo das Princesas.
A pesquisa da Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (21), mostrou que os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco oscilaram, mas com Raquel (47% das intenções de voto) mantendo uma boa margem de distância em relação a João, mencionado por 40% dos entrevistados. “Eu estou pronta e Pernambuco também para vivermos os melhores quatro anos da nossa história”, disse Raquel Lyra durante agenda no bairro de Rio Doce, em Olinda.
Apesar da vantagem, a governadora enfatizou que a corrida eleitoral pela disputa por votos no estado só está começando. “A virada que Pernambuco quer e precisa é uma virada de trabalho, de um estado que estava abandonado. O que a gente tem feito agora é trabalhar, colocar o coração, ouvir as pessoas e garantir a solução de problemas, tirando sonhos do papel e colocando eles na realidade da vida da nossa gente”, declarou Raquel Lyra.
Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre mulheres, pretos, católicos e eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos — o equivalente a R$ 3.242,00.
Por outro lado, o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera entre evangélicos e nas faixas de renda superiores a dois salários mínimos.
A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) recebeu, nesta sexta-feira (21), 124 novas viaturas do tipo SUV para reforçar a frota operacional utilizada no policiamento no Estado. A entrega ocorreu no Quartel do Comando Geral da corporação, no bairro do Derby, na área central do Recife.
“Nós temos hoje a entrega de mais 124 viaturas para a Polícia Militar de Pernambuco. A ação faz parte de uma renovação de 1.118 viaturas ostensivas, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil”, afirmou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
O secretário explicou que a substituição ocorre de forma gradual devido ao cronograma de fabricação e entrega dos veículos. Segundo Carvalho, a previsão é que pelo menos mais 100 viaturas sejam entregues em até dez dias.
A renovação é necessária devido ao desgaste provocado pelo uso intenso dos veículos no patrulhamento, que operam em múltiplos turnos e permanecem em circulação durante a maior parte do dia.
O coronel Ivanildo Torres destacou que a atualização da frota avançará para o interior. “A ideia é reequipar as unidades da Região Metropolitana e suprir a demanda do interior, abrangendo o Agreste, as Matas Norte e Sul e o Sertão”, disse.
De acordo com o coronel, os novos veículos garantem mais agilidade no deslocamento. A PMPE utiliza um sistema de georreferenciamento que mapeia a localização das viaturas em tempo real para direcionar a equipe mais próxima.
“A depender do acionamento, temos ocorrências em que a viatura chega em três, cinco ou oito minutos. Todas as nossas viaturas possuem georreferenciamento, o que nos permite identificar a ocorrência, localizar o veículo mais próximo e fazer o despacho com mais rapidez”, explicou.
Unidades contempladas
A entrega dos veículos, com recursos do Tesouro Estadual, representa a continuidade da renovação da frota operacional das polícias Civil e Militar de Pernambuco, no modelo tipo SUV, no quantitativo total de 1.118 unidades.
Desta vez, as unidades contempladas serão o 1º BPM de Olinda, 2º BPM de Nazaré da Mata, 4º BPM de Caruaru, 5º BPM de Petrolina, 6º BPM de Jaboatão dos Guararapes (Prazeres), 7º BPM de Ouricuri, 8º BPM de Salgueiro, 9º BPM de Garanhuns, 10º BPM de Palmares, 15º BPM de Belo Jardim, 17º BPM de Paulista, 18º BPM do Cabo de Santo Agostinho, 20º BPM de São Lourenço da Mata, 21º BPM de Vitória de Santo Antão, 24º BPM de Santa Cruz do Capibaribe, 25º BPM de Jaboatão dos Guararapes, 26º BPM de Itapissuma, 27º BPM de Goiana, 5ª CIPM de Gravatá, 7ª CIPM de Santa Maria da Boa Vista, 8ª CIPM de Pesqueira, 10ª CIPM de Tamandaré, 11ª CIPM de Lajedo.
Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre mulheres, pretos, católicos e eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos — o equivalente a R$ 3.242,00.
Por outro lado, o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera entre evangélicos e nas faixas de renda superiores a dois salários mínimos.
Metodologia
Foram ouvidos 2.058 eleitores em todo o país entre os dias 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O estudo foi contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04496/2026.
Na nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite desta sexta-feira (21), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), aparece com o maior índice de rejeição, com 32%, seguido pela governadora Raquel Lyra (PSD), com 29%.
Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os índices de rejeição dos dois candidatos estão dentro da mesma faixa, caracterizando empate numérico.
Entre os demais candidatos ao Palácio do Campo das Princesas, Renan Hallais (Missão) registra 20%, enquanto Guilherme Fonseca (PSTU) tem 18% e Ivan Moraes (PSOL), 17%.
Victor Assis (PCO) aparece com 16%, e Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Professora Camila (UP) somam 12% cada.
Outros 3% afirmaram que votariam em qualquer um ou não rejeitam nenhum candidato, enquanto 2% disseram rejeitar todos. Não souberam responder 9% dos entrevistados.
A pesquisa Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais no período entre 18 e 20 de agosto.
A margem de erro da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-01528/2026.
A pesquisa mais recente do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (21), aponta os candidatos Marília Arraes (PDT), com 15%, e Humberto Costa, com 14%, na liderança da corrida para o Senado Federal. A consulta foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
A disputa segue com Mendonça Filho (PL), que tem 12% das intenções de voto, e Eduardo da Fonte (PP), com 11% do total, tecnicamente empatados na margem de erro com os primeiros colocados.
O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) aparece na quinta posição, com 5% dos votos. Carlos Sant’anna (Novo) e Pastor Gilvan Costa (Democrata), acumulam 2% cada, enquanto Samuel Timoteo (UP) e Mariano Macedo (PSTU) somam 1% cada.
Na pesquisa estimulada em separado para cada vaga, Marília Arraes lidera com 17% para a primeira vaga, seguida por Humberto Costa (16%) e Mendonça Filho (14%). Para a segunda vaga, Marília Arraes, Eduardo da Fonte e Humberto Costa empatam com 12% cada.
O levantamento do Datafolha foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04496/2026. Foram ouvidas 2.058 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
O Instituto Datafolha divulgou, nesta sexta-feira (21), uma nova rodada de pesquisas para avaliar o cenário nacional das Eleições 2026, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
O cenário apresentado para o primeiro turno mantém a liderança da candidata Raquel Lyra (PSD), que soma 47%, enquanto João Campos (PSB) tem 40% na disputa. Brancos, nulos e que não pretendem votar são 5% do total, enquanto os eleitores indecisos são 4%.
Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU), acumulam 1% cada nas intenções de voto.
A pesquisa do Datafolha foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-01528/2026. Foram ouvidas 1.204 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados em qual candidato eles não votariam de jeito nenhum: João Campos (PSB) ficou com 32%; Raquel Lyra (PSD), 29%, Renan Hallais (Missão), 20%; Guilherme Fonseca (PSTU), 18% e Ivan Moraes (PSOL), 17%.
Beneficiários de programas de renegociação de dívidas, do Bolsa Família, do BPC e do Fies não conseguem mais abrir ou manter conta em casas de apostas licenciadas no Brasil. A medida veda a participação de beneficiários de programas sociais em apostas de quota fixa para proteger recursos destinados à proteção social e à recuperação financeira dessas famílias.
Desde o início da sua implantação, em outubro de 2025, o módulo já impediu o acesso de mais de 3 milhões de pessoas. Desenvolvido pelo Serpro para a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o Sigap como um todo processa cerca de 500 milhões de registros diários e já acumula mais de 5 milhões de arquivos na base.
O Módulo de Impedidos verifica automaticamente se um usuário pode se cadastrar ou manter conta em plataforma licenciada. Integram a base de impedidos os beneficiários do Bolsa Família e do BPC, além de quem aderiu aos programas de renegociação de dívidas ou tomou empréstimo pelo Fies. A verificação é feita por cruzamento de CPF.
Como funciona o bloqueio
O Serpro disponibiliza uma interface de integração tecnológica, chamada API, com as operadoras autorizadas. Elas consultam essa API em tempo real, no momento do cadastro e no primeiro login diário de cada usuário. A resposta da API indica se há impedimento. Ela também informa o motivo específico, com o detalhamento da condição do beneficiário.
O que acontece com quem já tem conta
Quando o impedimento é identificado em conta já existente, a plataforma tem até três dias para encerrá-la. O saldo deve ser devolvido integralmente ao titular.
A decisão de negar cadastro ou encerrar conta é da própria operadora. Não há intervenção manual nesse processo.
O bloqueio incide sobre o CPF, independentemente da origem dos recursos usados nas apostas. A medida não gera nenhuma outra penalidade ao beneficiário.
A responsabilidade pelo cumprimento da restrição é da plataforma de apostas, não do cidadão impedido.
Na primeira pesquisa Datafolha divulgada após o início oficial das campanhas eleitorais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira, 21. O número de possíveis brancos e nulos foi de 9%, enquanto 2% não soube responder.
O levantamento ouviu 2.058 eleitores entre os dias 18 e 20 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026 e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo grupo Globo.
Escolas, municípios e Gerências Regionais de Educação (GREs) que se destacaram nos indicadores de aprendizagem de Pernambuco em 2025 foram reconhecidos nesta quinta-feira (20), durante a cerimônia do Prêmio Idepe, realizada no Centro de Convenções, em Olinda. Ao todo, 138 premiações foram entregues a instituições que apresentaram resultados de destaque na avaliação da educação pública no estado.
Idepe avaliou mais de 343 mil estudantes
O Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe) acompanha a qualidade do ensino nas redes públicas estadual e municipal a partir do desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática e dos indicadores de fluxo escolar.
Em 2025, foram avaliados 343.354 estudantes matriculados no 5º e 9º anos do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio. No 2º ano do ensino fundamental, não há cálculo do Idepe. Pernambuco registrou índice de 5,98 no 5º ano, 4,74 no 9º ano e 4,47 no ensino médio. A avaliação utiliza informações do sistema próprio de avaliação da rede e dados do Censo Escolar para medir a proficiência dos estudantes e o fluxo escolar.
Destaques escolares
Entre as unidades reconhecidas está o Colégio de Aplicação do Recife (Fecap/UPE), que alcançou 8,0 no 9º ano do ensino fundamental e 7,37 no 3º ano do ensino médio. Para a gestora Alessandra Xavier, o resultado é consequência do trabalho conjunto da comunidade escolar.
“Esse resultado é fruto de um trabalho feito a muitas mãos. Ele não acontece por acaso, mas é construído de forma colaborativa, com o empenho de toda a equipe escolar. Agora, a nossa responsabilidade aumenta ainda mais, porque queremos superar os nossos próprios resultados”, destacou.
Outro destaque foi a Escola Estadual Indígena Militão Primo dos Santos, em Cabrobó. A unidade apresentou crescimento de 58% no desempenho em relação ao ano anterior. Segundo a gestora Maria Zenaide, o trabalho partiu da identificação das dificuldades dos estudantes para definir estratégias de ensino.
“O que fizemos foi trabalhar, principalmente, as dificuldades dos estudantes. Quando identificamos onde está o problema, vamos diretamente à raiz para entender de fato quais são as necessidades dos nossos alunos e, assim, alcançar os objetivos”, explicou.
Aliados da governadora Raquel Lyra reagiram ao pedido de impeachment apresentado por três deputados estaduais do PSB contra a vice-governadora Priscila Krause e classificaram a iniciativa como uma ação de caráter político e eleitoral.
A representação foi protocolada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) pelos deputados Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Romero Albuquerque, aliados de João Campos, principal adversário de Raquel no pleito deste ano.
O deputado estadual Antônio Moraes criticou a iniciativa. Segundo ele, a proximidade das eleições seria um dos fatores que explicariam a apresentação da denúncia. “Essa representação assinada por esses deputados não possui qualquer embasamento legal ou técnico para sustentar um pedido de tal gravidade”, afirmou. Na avaliação do parlamentar, a iniciativa seria uma “manobra” de “pura politicagem”.
Moraes também defendeu a reputação da Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, unidade que tem como sócio-proprietário Jorge Branco Neto, marido de Priscila Krause. O hospital é citado no pedido de impeachment apresentado pelos deputados do PSB.
O deputado afirmou que a instituição presta serviços de saúde à população pernambucana há anos e lembrou que também atuou durante as gestões dos ex-governadores Eduardo Campos e Paulo Câmara, ambos do PSB.
“Naquela época, o trabalho prestado pela instituição era considerado idôneo e essencial ao Agreste. Agora, por razões estritamente convenientes ao debate político, tenta-se manchar a reputação de um hospital com décadas de dedicação à saúde pública”, disse.
Moraes afirmou ainda acreditar que a representação não avançará na Assembleia e criticou a participação do Ministério da Saúde no caso, após auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) apontar prejuízo de R$ 905,2 mil em recursos do SUS relacionados à unidade.
A apresentação da denúncia não significa a abertura de um processo de impeachment. Pelo Regimento Interno da Alepe, a representação precisa ser submetida ao plenário e, para ser admitida, depende do voto de dois terços dos deputados estaduais, o equivalente a 33 dos 49 parlamentares.
Como estão estruturadas as políticas de proteção às mulheres nos municípios de Pernambuco? Um novo índice criado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) ajuda a responder essa pergunta e mostra, de forma individualizada, os avanços e os principais desafios de cada município no enfrentamento à violência contra a mulher.
O Índice de Comprometimento Municipal de Proteção à Mulher (ICM-Proteção à Mulher) está disponível em um painel que permite consultar os dados dos 184 municípios pernambucanos e do Distrito de Fernando de Noronha. A ferramenta também mostra quais aspectos das políticas públicas precisam avançar na prevenção e no enfrentamento à violência contra a mulher.
O índice reúne informações coletadas em 2025 e amplia o levantamento divulgado pelo Tribunal em março deste ano, que apresentou um panorama geral da implementação dessas políticas nos municípios pernambucanos.
Para chegar à classificação, foram consideradas 31 variáveis, a partir de um modelo matemático desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os municípios foram classificados em cinco níveis: avançado, aprimorado, intermediário, insuficiente e crítico.
O resultado mostra um cenário que ainda exige atenção: a maior parte deles (90%) está em situação crítica ou insuficiente. Nenhum atingiu o nível avançado.
Entre as cidades com melhores avaliações estão: Caruaru, Garanhuns, Recife e Toritama, classificados no nível aprimorado.
Foram identificados 106 municípios no nível crítico, com os piores resultados.
Afogados da Ingazeira está na classificação de nível intermediário.
A Polícia Federal deflagrou, em Petrolina, a Operação Espectro Livre, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em imóvel onde funcionava uma estação de rádio.
A medida foi cumprida no âmbito de investigação que apura possível transmissão clandestina de sinal de rádio e outras irregularidades relacionadas ao uso do espectro de radiofrequências.
A diligência contou com o apoio técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Durante a ação, foram realizadas inspeções e apreendidos equipamentos de transmissão, resultando na desativação da estação e interrupção das transmissões.
O material apreendido será submetido à análise, e as informações obtidas contribuirão para o prosseguimento das investigações e a identificação dos responsáveis.
Os fatos podem caracterizar, em tese, o crime de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei nº 9.472/1997.
Foi lavrado um TCO por funcionamento irregular da rádio. Crime punível com a pena de detenção de um a dois anos de detenção.
Pernambuco aparece como o segundo estado com maior número de denúncias de irregularidades em propaganda eleitoral registradas nos primeiros dias da campanha para as eleições de outubro.
De acordo com dados da Justiça Eleitoral, foram contabilizadas 106 ocorrências no estado por meio do aplicativo Pardal, ficando atrás apenas de São Paulo, com 193 registros.
Ao todo, a Justiça Eleitoral recebeu 1.103 denúncias em todo o país desde o início da campanha. Depois de Pernambuco, os estados com mais registros são Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89).
As denúncias envolvem casos de propaganda irregular em bens públicos, divulgação de propaganda antes do período permitido, realização de showmícios com artistas e disseminação de notícias falsas na internet.
O recebimento das ocorrências é feito pelo aplicativo Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.
Para utilizar o sistema, o cidadão deve fazer login com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. A Justiça Eleitoral informa que a identidade do denunciante é mantida em sigilo. Após o envio, as denúncias são encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração, entre eles o Ministério Público Eleitoral e os juízes eleitorais.
A campanha eleitoral teve início no último domingo (16) e, desde então, candidatos estão autorizados a realizar carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico entre 8h e 22h.
As atividades devem também respeitar uma distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas e podem ocorrer até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Já os comícios estão autorizados entre 8h e meia-noite e poderão ser realizados até o dia 1º de outubro.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será veiculada entre 28 de agosto e 1º de outubro.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
O segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos.
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), defendeu o balanço dos primeiros três anos e oito meses de gestão, reconheceu atrasos na entrega de creches prometidas em 2022, afirmou que ainda há insegurança no Estado e evitou declarar em quem votará para presidente da República, mas agradeceu as parcerias executadas com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governo federal.
Na terceira e última sabatina promovida pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) com os candidatos ao Governo de Pernambuco, nesta quinta-feira (20), Raquel também atribuiu parte dos conflitos com a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a uma tentativa de adversários de atrasar projetos do Executivo.
Ao justificar por que pede mais quatro anos à frente do Estado, Raquel afirmou que o primeiro mandato foi marcado pela reorganização da máquina pública e pela retomada da capacidade de investimento. Segundo a governadora, sua gestão conseguiu “fazer mais do que os oito anos do governo que nos antecederam”, em referência às duas gestões de Paulo Câmara, à época no PSB.
“Cortamos o mato alto, arrumamos a casa, cuidamos das pessoas. É tempo de Pernambuco viver os melhores quatro anos da sua história”, afirmou.
Creches
Questionada sobre a promessa feita em 2022 de criar 60 mil vagas em creches, Raquel disse que 12 unidades foram entregues até agora e que outras 190 estão em construção. A governadora prometeu chegar a 100 creches concluídas até o fim deste ano e entregar praticamente todas as 250 previstas até março ou abril de 2027. Segundo ela, a totalidade deve estar pronta até meados do próximo ano.
Raquel atribuiu o atraso à complexidade para executar simultaneamente as obras, desde a definição de terrenos até a capacidade das empresas contratadas. Disse ainda que o governo precisou rever a distribuição dos lotes após discutir o modelo com o Tribunal de Contas.
“A gente teve dificuldade no começo, sim”, reconheceu.
“A gente não faz creche no improviso”, acrescentou, ao defender o padrão das unidades e o investimento de R$ 1,96 bilhão reservado ao programa.
Segurança
Na segurança pública, Raquel foi confrontada com a meta do Juntos pela Segurança de reduzir em 30% os crimes contra a vida até o fim de 2026. A governadora afirmou que a redução está em 22% e manteve a promessa de alcançar o objetivo até dezembro.
Ela citou a contratação de mais de 7 mil profissionais, investimentos superiores a R$ 2 bilhões e a ampliação de vagas no sistema prisional. Também afirmou que o Estado tem atuado de forma integrada com órgãos federais para combater organizações criminosas.
“Polícia e combate ao crime organizado não se faz com discurso nem com improviso. É com integração, investimento e inteligência”, afirmou.
Apesar de defender os resultados da gestão, Raquel reconheceu que a sensação de insegurança permanece.
“Não está do jeito que eu quero, não. É claro que ainda tem insegurança”, disse.
Desenvolvimento
Ao falar sobre um eventual segundo mandato, a governadora afirmou que os investimentos atuais são pensados para além de 2030 e citou a Transnordestina, a duplicação da BR-232 e o Arco Metropolitano entre os projetos estruturadores.
“Cortar o mato alto é permitir que a gente possa enxergar o horizonte”, disse.
Raquel também voltou a criticar a condução econômica de governos anteriores, afirmando que Pernambuco “tratava o empreendedor praticamente como um adversário”, e defendeu medidas adotadas para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos privados.
Voto para presidente
Questionada sobre a eleição presidencial, Raquel evitou declarar apoio a um candidato, apesar de o PSD integrar nacionalmente a chapa de Ronaldo Caiado, com o presidente da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice.
A governadora preferiu destacar as parcerias construídas com o governo federal e agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoia João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco.
“Eu sou grata ao presidente Lula”, afirmou.
Segundo Raquel, adversários tentarão “rotulá-la” e nacionalizar a eleição estadual.
“Eu sou pernambuquista. Vão querer me taxar de um lado ou de outro, me rotular, tentar me enquadrar de um lugar ou de outro, dizer que eu estou em cima do muro”, disse.
Ao ser novamente questionada se não declararia voto durante a campanha, respondeu: “Eu vou discutir Pernambuco”. Para a governadora, “mais importante do que saber qual voto eu vou depositar na urna” é a relação que manterá com o governo federal.
Relação com a Alepe
Raquel também foi questionada sobre os conflitos mantidos com a Alepe ao longo do mandato. A governadora rejeitou a avaliação de que os episódios decorreram de dificuldade de articulação política e afirmou que adversários atuaram para retardar a votação de operações de crédito e outros projetos de interesse do Executivo.
“Estavam querendo atrapalhar quem? A mim ou o povo de Pernambuco? E quem liderou isso? Quem liderou o atraso das votações na Assembleia Legislativa?”, questionou.
Sem citar nominalmente os adversários, Raquel disse que houve quem atuasse em ministérios e na própria Alepe para impedir a aprovação de empréstimos e convênios. Também afirmou que Lula lhe disse: “Se alguém lhe atrapalhar, me avise”.
“O que aconteceu na Assembleia Legislativa muitas vezes foi a política miúda”, declarou.
A governadora afirmou que, caso seja reeleita, acredita que a relação com o Legislativo será melhor no segundo mandato e citou o apoio declarado de 146 dos 184 prefeitos pernambucanos como demonstração de sua capacidade de articulação.