90% dos municípios de Pernambuco são reprovados na proteção à mulher, aponta índice do TCE-PE

Como estão estruturadas as políticas de proteção às mulheres nos municípios de Pernambuco? Um novo índice criado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) ajuda a responder essa pergunta e mostra, de forma individualizada, os avanços e os principais desafios de cada município no enfrentamento à violência contra a mulher.

O Índice de Comprometimento Municipal de Proteção à Mulher (ICM-Proteção à Mulher) está disponível em um painel que permite consultar os dados dos 184 municípios pernambucanos e do Distrito de Fernando de Noronha. A ferramenta também mostra quais aspectos das políticas públicas precisam avançar na prevenção e no enfrentamento à violência contra a mulher.

O índice reúne informações coletadas em 2025 e amplia o levantamento divulgado pelo Tribunal em março deste ano, que apresentou um panorama geral da implementação dessas políticas nos municípios pernambucanos.

Para chegar à classificação, foram consideradas 31 variáveis, a partir de um modelo matemático desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os municípios foram classificados em cinco níveis: avançado, aprimorado, intermediário, insuficiente e crítico.

O resultado mostra um cenário que ainda exige atenção: a maior parte deles (90%) está em situação crítica ou insuficiente. Nenhum atingiu o nível avançado.

Entre as cidades com melhores avaliações estão: Caruaru, Garanhuns, Recife e Toritama, classificados no nível aprimorado.

Foram identificados 106 municípios no nível crítico, com os piores resultados.

Afogados da Ingazeira está na classificação de nível intermediário.

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão em rádio de Petrolina

Investigação apura possível transmissão clandestina de sinal de rádio/Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, em Petrolina, a Operação Espectro Livre, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em imóvel onde funcionava uma estação de rádio.

A medida foi cumprida no âmbito de investigação que apura possível transmissão clandestina de sinal de rádio e outras irregularidades relacionadas ao uso do espectro de radiofrequências.

A diligência contou com o apoio técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Durante a ação, foram realizadas inspeções e apreendidos equipamentos de transmissão, resultando na desativação da estação e interrupção das transmissões.

O material apreendido será submetido à análise, e as informações obtidas contribuirão para o prosseguimento das investigações e a identificação dos responsáveis.

Os fatos podem caracterizar, em tese, o crime de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei nº 9.472/1997.

Foi lavrado um TCO por funcionamento irregular da rádio. Crime punível com a pena de detenção de um a dois anos de detenção.

Pernambuco é o segundo estado com mais denúncias de irregularidades eleitorais no início da campanha

Aplicativo Pardal, permite denunciar irregularidades na propaganda eleitoral/Maurício Ferry/DP Foto

Pernambuco aparece como o segundo estado com maior número de denúncias de irregularidades em propaganda eleitoral registradas nos primeiros dias da campanha para as eleições de outubro.

De acordo com dados da Justiça Eleitoral, foram contabilizadas 106 ocorrências no estado por meio do aplicativo Pardal, ficando atrás apenas de São Paulo, com 193 registros.

Ao todo, a Justiça Eleitoral recebeu 1.103 denúncias em todo o país desde o início da campanha. Depois de Pernambuco, os estados com mais registros são Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89).

As denúncias envolvem casos de propaganda irregular em bens públicos, divulgação de propaganda antes do período permitido, realização de showmícios com artistas e disseminação de notícias falsas na internet.

O recebimento das ocorrências é feito pelo aplicativo Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.

Para utilizar o sistema, o cidadão deve fazer login com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. A Justiça Eleitoral informa que a identidade do denunciante é mantida em sigilo. Após o envio, as denúncias são encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração, entre eles o Ministério Público Eleitoral e os juízes eleitorais.

A campanha eleitoral teve início no último domingo (16) e, desde então, candidatos estão autorizados a realizar carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico entre 8h e 22h.

As atividades devem também respeitar uma distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas e podem ocorrer até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Já os comícios estão autorizados entre 8h e meia-noite e poderão ser realizados até o dia 1º de outubro.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será veiculada entre 28 de agosto e 1º de outubro.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

O segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos.

Raquel Lyra defende gestão, agradece parceria com Lula e critica “política miúda” na Alepe em sabatina do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação

Raquel Lyra (PSD) participa da série de sabatinas do SJCC com os candidatos ao Governo de Pernambuco

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), defendeu o balanço dos primeiros três anos e oito meses de gestão, reconheceu atrasos na entrega de creches prometidas em 2022, afirmou que ainda há insegurança no Estado e evitou declarar em quem votará para presidente da República, mas agradeceu as parcerias executadas com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governo federal.

Na terceira e última sabatina promovida pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) com os candidatos ao Governo de Pernambuco, nesta quinta-feira (20), Raquel também atribuiu parte dos conflitos com a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a uma tentativa de adversários de atrasar projetos do Executivo.

Ao justificar por que pede mais quatro anos à frente do Estado, Raquel afirmou que o primeiro mandato foi marcado pela reorganização da máquina pública e pela retomada da capacidade de investimento. Segundo a governadora, sua gestão conseguiu “fazer mais do que os oito anos do governo que nos antecederam”, em referência às duas gestões de Paulo Câmara, à época no PSB.

“Cortamos o mato alto, arrumamos a casa, cuidamos das pessoas. É tempo de Pernambuco viver os melhores quatro anos da sua história”, afirmou.

Creches

Questionada sobre a promessa feita em 2022 de criar 60 mil vagas em creches, Raquel disse que 12 unidades foram entregues até agora e que outras 190 estão em construção. A governadora prometeu chegar a 100 creches concluídas até o fim deste ano e entregar praticamente todas as 250 previstas até março ou abril de 2027. Segundo ela, a totalidade deve estar pronta até meados do próximo ano.

Raquel atribuiu o atraso à complexidade para executar simultaneamente as obras, desde a definição de terrenos até a capacidade das empresas contratadas. Disse ainda que o governo precisou rever a distribuição dos lotes após discutir o modelo com o Tribunal de Contas.

“A gente teve dificuldade no começo, sim”, reconheceu.

“A gente não faz creche no improviso”, acrescentou, ao defender o padrão das unidades e o investimento de R$ 1,96 bilhão reservado ao programa.

Segurança

Na segurança pública, Raquel foi confrontada com a meta do Juntos pela Segurança de reduzir em 30% os crimes contra a vida até o fim de 2026. A governadora afirmou que a redução está em 22% e manteve a promessa de alcançar o objetivo até dezembro.

Ela citou a contratação de mais de 7 mil profissionais, investimentos superiores a R$ 2 bilhões e a ampliação de vagas no sistema prisional. Também afirmou que o Estado tem atuado de forma integrada com órgãos federais para combater organizações criminosas.

“Polícia e combate ao crime organizado não se faz com discurso nem com improviso. É com integração, investimento e inteligência”, afirmou.

Apesar de defender os resultados da gestão, Raquel reconheceu que a sensação de insegurança permanece.

“Não está do jeito que eu quero, não. É claro que ainda tem insegurança”, disse.

Desenvolvimento

Ao falar sobre um eventual segundo mandato, a governadora afirmou que os investimentos atuais são pensados para além de 2030 e citou a Transnordestina, a duplicação da BR-232 e o Arco Metropolitano entre os projetos estruturadores.

“Cortar o mato alto é permitir que a gente possa enxergar o horizonte”, disse.

Raquel também voltou a criticar a condução econômica de governos anteriores, afirmando que Pernambuco “tratava o empreendedor praticamente como um adversário”, e defendeu medidas adotadas para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos privados.

Voto para presidente

Questionada sobre a eleição presidencial, Raquel evitou declarar apoio a um candidato, apesar de o PSD integrar nacionalmente a chapa de Ronaldo Caiado, com o presidente da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice.

A governadora preferiu destacar as parcerias construídas com o governo federal e agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoia João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco.

“Eu sou grata ao presidente Lula”, afirmou.

Segundo Raquel, adversários tentarão “rotulá-la” e nacionalizar a eleição estadual.

“Eu sou pernambuquista. Vão querer me taxar de um lado ou de outro, me rotular, tentar me enquadrar de um lugar ou de outro, dizer que eu estou em cima do muro”, disse.

Ao ser novamente questionada se não declararia voto durante a campanha, respondeu: “Eu vou discutir Pernambuco”. Para a governadora, “mais importante do que saber qual voto eu vou depositar na urna” é a relação que manterá com o governo federal.

Relação com a Alepe

Raquel também foi questionada sobre os conflitos mantidos com a Alepe ao longo do mandato. A governadora rejeitou a avaliação de que os episódios decorreram de dificuldade de articulação política e afirmou que adversários atuaram para retardar a votação de operações de crédito e outros projetos de interesse do Executivo.

“Estavam querendo atrapalhar quem? A mim ou o povo de Pernambuco? E quem liderou isso? Quem liderou o atraso das votações na Assembleia Legislativa?”, questionou.

Sem citar nominalmente os adversários, Raquel disse que houve quem atuasse em ministérios e na própria Alepe para impedir a aprovação de empréstimos e convênios. Também afirmou que Lula lhe disse: “Se alguém lhe atrapalhar, me avise”.

“O que aconteceu na Assembleia Legislativa muitas vezes foi a política miúda”, declarou.

A governadora afirmou que, caso seja reeleita, acredita que a relação com o Legislativo será melhor no segundo mandato e citou o apoio declarado de 146 dos 184 prefeitos pernambucanos como demonstração de sua capacidade de articulação.

Do Jornal do Commercio

TRE-PE decreta perda de mandato de vereador de Vitória de Santo Antão por infidelidade partidária

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) decidiu, por unanimidade, nesta quinta-feira (20), decretar a perda do mandato do vereador de Vitória de Santo Antão Josias Alves da Silva.

Os magistrados acompanharam o voto do relator, vice-presidente da Corte, desembargador Erik de Sousa Dantas Simões, e concluíram que o parlamentar deixou o MDB, partido pelo qual foi eleito em 2024, sem comprovar justa causa para a desfiliação. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão foi tomada no julgamento de uma ação apresentada pelos diretórios municipal e estadual do MDB. Josias foi eleito vereador pela legenda em 2024 e, já no exercício do mandato, deixou o partido em 4 de abril deste ano para se filiar ao Podemos.

Como a mudança ocorreu fora da janela partidária aplicável aos vereadores, a permanência no mandato dependia do reconhecimento de uma das hipóteses de justa causa previstas pela legislação.

Alegação de perseguição foi rejeitada

Na defesa, o vereador alegou ter sofrido grave discriminação política pessoal dentro do MDB. Entre os argumentos, citou suposta exclusão de reuniões partidárias, dificuldades de acesso ao prefeito e a secretarias municipais e o impedimento de participar de uma convenção estadual da legenda.

O relator, no entanto, considerou que as provas apresentadas não demonstraram perseguição ou discriminação capazes de justificar a mudança de partido.

Segundo o voto, não foram apresentados elementos que comprovassem os episódios relatados pelo parlamentar. O Tribunal também rejeitou o argumento de que disputas internas e judiciais envolvendo o MDB em Pernambuco justificariam a desfiliação.

Para a Corte, divergências entre grupos da legenda ou conflitos em torno de sua direção não configuram, por si só, mudança substancial ou desvio do programa partidário que permita ao eleito deixar o partido sem perder o mandato.

Com isso, o Pleno julgou procedente a ação e reconheceu a desfiliação partidária sem justa causa, determinando a perda do cargo.

Decisão terá execução imediata

Mesmo com a possibilidade de recurso ao TSE, a decisão poderá ser executada após a publicação do acórdão. A Presidência da Câmara de Vitória de Santo Antão deverá ser comunicada para declarar a vacância do cargo e convocar o suplente do MDB.

O Juízo da 102ª Zona Eleitoral, em Vitória de Santo Antão, também será comunicado para realizar as anotações necessárias.

Por se tratar de uma ação julgada originalmente pelo TRE-PE, não houve decisão anterior de primeira instância.

Deputados do PSB pedem impeachment da vice-governadora Priscila Krause na Assembleia Legislativa

Vice-governadora Priscila Krause (PSD) é alvo de pedido de impeachment apresentado por deputados do PSB na Alepe

Três deputados estaduais do PSB apresentaram à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD), a quem atribuem a prática de crime de responsabilidade no âmbito do caso envolvendo a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. A unidade tem como sócio-proprietário Jorge Branco Neto, marido da vice-governadora.

O documento é assinado pelos deputados Rodrigo Farias, vice-presidente da Alepe, Sileno Guedes, presidente da Comissão de Saúde, e Romero Albuquerque. Os três são filiados ao PSB, partido do candidato ao Governo de Pernambuco João Campos e principal adversário da governadora Raquel Lyra (PSD).

Além de Priscila, a representação também atribui a prática de crime de responsabilidade à secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Na abertura da peça, os parlamentares afirmam que a denúncia trata da “possível ocorrência de atos lesivos ao patrimônio público estadual e federal, concretização de crimes e atos de improbidade”. A primeira página do documento cita como fundamentos a Constituição Estadual, o Regimento Interno da Alepe e a Lei Federal nº 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade.

Segundo nota divulgada pelos deputados, o pedido foi apresentado após uma série de questionamentos da oposição sobre os recursos destinados pelo Governo de Pernambuco ao hospital e ganhou um novo capítulo após a conclusão de uma auditoria federal que apontou prejuízo de R$ 905,2 mil em recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os deputados sustentam que Priscila teria praticado atos relacionados ao orçamento da Saúde durante períodos em que exerceu interinamente o cargo de governadora. Segundo os parlamentares, ela assinou atos envolvendo cerca de R$ 200 milhões em recursos destinados à área, dos quais também teria sido beneficiária a rede de prestadores da qual faz parte o hospital administrado pelo marido.

Os deputados afirmam ainda que a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro já recebeu cerca de R$ 75 milhões do Governo de Pernambuco e destacam que Priscila é casada com Jorge Branco em regime de comunhão de bens.

Outra linha apresentada pela oposição diz respeito à estrutura administrativa da Secretaria Estadual de Saúde. Na nota, os parlamentares afirmam que Priscila participou da nomeação de responsáveis por áreas jurídica, financeira e de licitação da pasta que, segundo eles, integravam a cadeia administrativa relacionada aos pagamentos feitos ao hospital.

As afirmações fazem parte da argumentação apresentada pelos autores da denúncia e ainda terão que ser analisadas pela Assembleia. O protocolo do documento, por si só, não representa o reconhecimento da ocorrência de crime de responsabilidade nem a abertura do processo de impeachment.

“O nosso objetivo é que tudo seja devidamente apurado como prevê a lei, diante de indícios evidentes de graves irregularidades”, afirmaram Sileno, Rodrigo e Romero na nota conjunta.

O Governo de Pernambuco ainda não se manifestou sobre o pedido.

Seca em Pernambuco atinge 91% do estado e supera toda a região Nordeste, aponta ANA

Governo declara situação de emergência por estiagem em 55 municípios do  Sertão; veja lista - Folha PE

A área atingida pela seca em Pernambuco subiu de 81% para 91% do território estadual entre junho e julho, segundo o Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgado nesta quarta-feira (19). O percentual é o maior registrado entre os nove estados do Nordeste no período.

A intensidade do fenômeno também avançou no estado. A área com seca moderada, categoria mais severa registrada em Pernambuco no levantamento, passou de 69% para 77% do território entre os dois meses. Com esse avanço, Pernambuco teve a condição de seca mais grave entre os estados nordestinos em julho, à frente de Bahia, Paraíba e Alagoas, que também registraram piora no período.

O Governo de Pernambuco decretou situação de emergência em 75 municípios do estado em 30 de junho, por meio do Decreto nº 60.960. A medida aponta a estiagem como causa da seca hidrológica nos reservatórios administrados pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e tem validade de 180 dias, seguuindo em vigor.

Todas as cidades listadas ficam no Sertão e no Agreste, regiões mais atingidas pela falta de chuva. O decreto reconhece que os municípios “não têm condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados pelo evento adverso”, em razão da situação socioeconômica desfavorável da região. O novo decreto substitui um anterior, de 31 de dezembro de 2025, que havia declarado emergência em 107 municípios pernambucanos, número maior que o atual.

Além do decreto estadual, o governo federal reconheceu emergência em municípios pernambucanos de forma pontual ao longo do ano. Cumaru e São Caetano entraram na lista em julho, enquanto Jucati recebeu o reconhecimento em outra portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Caminhada de Raquel Lyra em Paulista reúne Mendonça, Túlio e Eduardo da Fonte

Aos apoiadores, Raquel Lyra afirmou que

A governadora candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) fez ato de campanha nas ruas de Paulista, na Região Metropolitana, nesta quarta-feira (19), em agenda que reuniu aliados e nomes de diferentes grupos políticos. Candidato ao Senado pelo PL, Mendonça Filho participou da caminhada – assim como Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), integrantes da chapa majoritária – e afirmou que está pedindo votos para Raquel.

Durante o ato, Raquel Lyra destacou os investimentos do Governo de Pernambuco na região e citou ações nas áreas de saúde, estradas e assistência social. Segundo ela, a gestão está realizando “o maior investimento que o Litoral Norte de Pernambuco já viu”.

A governadora também agradeceu aos apoiadores que participaram da caminhada e afirmou que, apesar do que já foi feito nos dois anos e meio de gestão, ainda há espaço para avançar. “A gente já fez muito até agora nesses dois anos e meio. Mas o melhor ainda está por vir”, declarou.

Mendonça no palanque

Embora não integre a chapa majoritária de Raquel, Mendonça Filho (PL) participou do ato no município que, segundo ele, é importante em sua trajetória política. “Eu tenho uma história em Paulista, tenho uma identidade muito forte com essa comunidade, com essa população. Evidentemente que eu me sinto em casa”, afirmou.

Ao citar o apoio que recebe de lideranças locais na disputa pelo Senado, o candidato assegurou que sua candidata ao governo é Raquel Lyra. “Eu tenho muitos eleitores e tô aí no palanque, ajudando também Raquel, pedindo voto para Raquel”, declarou.

A presença do ex-ministro foi destacada pela vice-governadora Priscila Krause. Segundo ela, Mendonça, que é filiado ao PL, foi “muito bem recebido” no ato.

“Mendonça tem história em Paulista. Todos são bem-vindos. Ele foi muito bem recebido. Estávamos com a presença de Túlio e Dudu da Fonte, nossa chapa apresentada”, afirmou Priscila.

Do Diario de Pernambuco

CNJ ordena investigação contra juiz que anulou caso contra a Prefeitura do Recife no âmbito da operação ‘Barriga de Aluguel’ e que teve filho nomeado como procurador

Conselho Nacional de Justiça ordena investigação contra juiz que anulou caso contra a Prefeitura do Recife no âmbito da operação 'Barriga de Aluguel'

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, na última sexta-feira (14), que a Justiça de Pernambuco apure a suposta violação disciplinar do juiz Rildo Vieira da Silva, da Vara Regional de Crimes Contra o Patrimônio Público do Recife, suspeito de arquivar uma investigação contra a Prefeitura do Recife poucas horas após assumir o processo e de ter o filho nomeado no município um mês depois.

Procurada, a Assessoria de Comunicação da Corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco informou que a “Corregedoria Geral (CGJ-PE), até a tarde desta quarta-feira (19), não foi notificada oficialmente da decisão proferida pelo Corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. Tão logo seja intimada, a CGJ-PE adotará as medidas cabíveis para a devida apuração dos fatos”, disse em nota.

O CNJ foi acionado pelo candidato a deputado estadual em Pernambuco Manoel Medeiros (Novo). Conforme a representação, no final de 2025, o juiz Rildo Vieira levou poucas horas para arquivar uma investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sobre uma contratação de R$ 200 milhões pela Prefeitura do Recife, no âmbito da operação ‘Barriga de Aluguel’.

A investigação apontava fraudes em licitações da Prefeitura para beneficiar empresas de engenharia. Segundo o MPPE, um grupo de empresários adotava a “barriga de aluguel”, uma “estratégia criminosa que milita contra a obtenção de contratações mais vantajosas para o ente público”.

Ainda de acordo com o processo levado ao CNJ, o magistrado tinha um conflito de interesses no caso porque seu filho, Lucas Vieira, foi nomeado para o cargo de procurador-geral do Recife cerca de um mês após de o juiz anular a investigação contra a Prefeitura.

A nomeação foi cancelada pelo então prefeito do Recife, João Campos (PSB), depois que veio a público que Lucas Vieira apresentou o laudo de pessoa com deficiência apenas três anos após o concurso, o que o fez passar da 63ª para a 1ª posição.

Na decisão, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, que deixou o cargo na última terça-feira (18) e assumiu nesta quarta-feira (19) a vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ressaltou que o juiz não rebateu diversas acusações da representação feita por Manoel Medeiros.

“O magistrado absteve-se de refutar a tese de que haveria descumprido expressamente o Código de Ética da Magistratura ao frustrar pretensa transparência e celeridade processual”, escreveu o corregedor, que mandou o caso à Justiça estadual na última semana.

Por fim, o CNJ informou que a Corregedoria Nacional de Justiça irá monitorar, de forma remota, o andamento de todas as apurações disciplinares instauradas em face do magistrado. “Determino que a Secretaria Processual do CNJ encaminhe estes autos via PjeCOR à Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco para que promova a apuração dos fatos, comunicando o seu resultado após o encerramento do procedimento”.

Do Jornal do Commercio

Vestido de Jesus e com coroa de espinhos, candidato a suplente de senador usa foto em registro e TRE do Piauí manda trocar imagem

Candidato ‘vestido’ de Jesus Cristo com coroa de espinhos muda foto oficial após determinação do TRE — Foto: Reprodução

Dilcon Afonso, candidato a suplente pelo Democracia Cristã no Piauí, fez o registro de candidatura com uma foto na qual aparece caracterizado como Jesus Cristo, com roupa branca, faixa vermelha e até mesmo uma coroa de espinhos. Após notificação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI), o candidato enviou uma nova foto para não ter a candidatura indeferida.

Administrador e ator, Dilcon interpretou Jesus Cristo em espetáculos da Via Sacra no Piauí. Ele é o primeiro suplente do candidato ao Senado Dionísio Carvalho (DC). Na nova foto enviada ao TRE, Dilcon aparece com a mesma roupa, mas sem faixa vermelha e a coroa de espinhos.

O TRE-PI confirmou nesta quarta-feira (19) que recebeu a nova foto de Dilcon na terça-feira (18), mas não há previsão para atualização no DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral para consulta de candidaturas. Até a publicação desta reportagem, a imagem ainda não havia sido atualizada.

A intimação foi assinada no domingo (16) e determinava que Dilcon apresentasse uma “fotografia recente” em até três dias. Segundo o TRE-PI, a primeira foto enviada não poderia ser usada porque as regras eleitorais proíbem o uso de elementos cênicos e adornos que “tenham conotação de propaganda eleitoral ou possam induzir ou dificultar o reconhecimento do candidato”.

O que diz a resolução eleitoral

A Resolução nº 23.609/2019, do Código Eleitoral, dispõe sobre a escolha e o registro de candidatas e candidatos para as eleições.

O artigo 27 estabelece que a fotografia recente da candidata ou do candidato, inclusive vice e suplentes, deve atender dimensões e profundidade de cor específicas, ser colorida, frontal (busto) e não ter moldura.

Além disso, veda a utilização de elementos cênicos e de outros adornos, “especialmente os que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitorado”. E determina que sejam utilizados “trajes adequados”.

Presidente do TSE afirma: rejeição de contas não gera inelegibilidade de forma automática

Presidente do TSE realiza palestra no painel técnico “Impactos das Decisões do TCU na Inelegibil...

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou, nesta quarta-feira (19), que a rejeição de contas públicas não produz, por si só e de forma automática, a inelegibilidade de candidatas e candidatos às Eleições 2026. A declaração foi feita durante o painel técnico “Impactos das Decisões do TCU na Inelegibilidade Eleitoral”, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília.

Segundo Nunes Marques, o tema ganha especial relevância às vésperas das Eleições Gerais de 2026. Ele destacou que TCU e Justiça Eleitoral exercem competências distintas, mas complementares. Enquanto o Tribunal de Contas realiza o controle externo da administração pública, apreciando e julgando contas nas hipóteses previstas na Constituição, cabe à Justiça Eleitoral analisar, no momento do registro das candidaturas, as condições de elegibilidade e eventuais causas de inelegibilidade.

“São competências distintas, mas que se encontram em um ponto de grande relevância para a democracia: a definição de quem pode ou não participar da disputa eleitoral”, afirmou.

O presidente do TSE ressaltou que uma decisão de rejeição de contas pode ser considerada na análise de uma eventual causa de inelegibilidade, mas não produz esse efeito automaticamente. É necessário verificar, em cada caso, se estão presentes todos os requisitos estabelecidos pela legislação e pela jurisprudência eleitoral.

“Não basta a existência de uma decisão de rejeição de contas. É necessário verificar se, diante das circunstâncias concretas, estão presentes todos os requisitos definidos pela legislação e pela jurisprudência eleitoral”, disse.

Justiça manda Casas Bahia restabelecer contrato de 1.900 demitidos

Casas Bahia inaugura unidade Afogados dia 28 – Nill Junior

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu provisoriamente as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada e restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais. Procurado, o Grupo Casas Bahia ainda não se manifestou sobre a decisão. O espaço segue aberto.

Segundo o documento, a medida não implica reabertura das lojas encerradas nem retorno físico automático aos antigos postos de trabalho. A empresa poderá convocar os trabalhadores para atividades compatíveis nas estruturas remanescentes ou mantê-los em afastamento remunerado. Caso não cumpra a decisão, a Casas Bahia poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido.

No processo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) afirmou que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia.

A companhia protocolou, no domingo, 16, um pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

5 dias para retomar vínculos dos trabalhadores

A juíza Katarina Mousinho de Matos afirmou que há dúvidas sobre o número total de afetados, mas que isso não descaracteriza a dimensão coletiva da operação.

Na decisão, ela determinou que a empresa tem cinco dias, a partir da intimação, para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos.

A magistrada também determinou que planos de saúde e demais benefícios assistenciais que tenham sido cancelados exclusivamente em razão das dispensas sejam restabelecidos no prazo de 48 horas, mantidas as condições de custeio e coparticipação anteriormente vigentes.

A empresa também foi proibida de promover novas demissões vinculadas à Fase 2 do Plano de Transformação sem prévia e efetiva intervenção das entidades sindicais profissionais competentes.

Evandro Carvalho deve ter último mandato de quatro anos na presidência da Federação Pernambucana de Futebol

Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana de Futebol

O presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, deve permanecer no comando da entidade por mais quatro anos. Caso a tendência se confirme, porém, o próximo ciclo será o último de sua trajetória na presidência.

As informações são do repórter Igor Moura, da Rádio Jornal. Segundo o jornalista, uma última reunião prevista para esta sexta-feira (21) pode selar o acordo entre Evandro e o grupo que vinha discutindo mudanças na estrutura e na gestão do futebol pernambucano.

A possibilidade de uma eleição com disputa de chapas, que chegou a ser considerada nos bastidores, perdeu força após o presidente da FPF aceitar os principais pontos apresentados pelo movimento liderado pelo presidente do Retrô, Laércio Guerra.

Com o entendimento, a tendência é de que Evandro Carvalho seja aclamado para mais um mandato de quatro anos, período que também deverá marcar o início da preparação de um sucessor para o comando da Federação.

Evandro Carvalho está à frente da Federação Pernambucana de Futebol desde setembro de 2011, quando assumiu a presidência após a morte de Carlos Alberto Oliveira.

Antes de chegar ao cargo máximo da entidade, ele havia exercido a função de vice-presidente durante 16 anos.

TRE-PE aponta propaganda irregular em barqueata de João Campos

Barqueata de João Campos no primeiro dia oficial de campanha/Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, nesta segunda-feira (17), a retirada em até 24 horas de uma publicação do perfil oficial de João Campos (PSB) no Instagram. De acordo com a Justiça Eleitoral, o vídeo em que o candidato ao Governo de Pernambuco aparece em uma barqueata no Rio Capibaribe teria indícios de propaganda eleitoral irregular.

A decisão, em caráter preliminar, foi proferida pelo desembargador eleitoral auxiliar Paulo Augusto de Freitas Oliveira no processo 0601614-03.2026.6.17.0000, após representação apresentada pela coligação Pernambuco de Coração, da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

No ato realizado no domingo (16), as embarcações que participaram da atividade carregavam bandeiras afixadas na lateral de suas estruturas. De acordo com a Súmula nº 8 do TRE-PE, não é permitida a utilização de bandeiras em bens particulares na propaganda eleitoral.

Na avaliação do desembargador, o caso não pode ser comparado às bandeiras móveis hasteadas em via pública com o auxílio de um suporte. Neste caso, os próprios barcos seriam utilizados como suporte, o que estabeleceria a irregularidade.

Um dos fatores apontados pelo magistrado para a concessão da liminar foi a possível ciência prévia do candidato acerca das irregularidades, uma vez que a publicação posterior do material nas redes sociais seria um indício de uma atividade planejada, não apenas uma ação espontânea de apoiadores.

A decisão estabelece ainda, para o caso de descumprimento, uma multa diária de R$ 5 mil para a chapa da Frente Popular de Pernambuco, além de uma multa de mesmo valor à plataforma, caso o conteúdo não seja removido. A medida, em caráter de urgência, ainda cabe recurso e a defesa de João Campos deve ser apresentada nos próximos dias para a análise definitiva do Ministério Público Eleitoral e da Justiça Eleitoral.

Do Diario de Pernambuco

Em sabatina, Raquel Lyra defende governo e diz que mudanças não ocorrem “do dia para a noite”

Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra

Durante sabatina à TV Guararapes, nesta terça-feira (18), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), voltou a atribuir problemas nas áreas de segurança, saúde e infraestrutura à situação que encontrou Pernambuco no início do mandato, após a gestão do PSB e defendeu as ações realizadas nos três anos e meio de sua gestão, comparando os resultados com os governos anteriores.

“Em três anos e meio, conseguimos entregar mais em todas as áreas do que nos oito anos de governo que nos antecederam. O fato é que o abandono da segurança da saúde pública, como foi da segurança, das estradas, não aconteceu do dia para noite. Recebemos uma casa desarrumada, o estado sem capacidade de investir, grande parte dos serviços públicos abandonados”, declarou.

Ao responder sobre metas previstas no plano de governo que ainda não foram concluídas, a candidata disse que “em 3 anos e meio é muito pouco para a gente poder cumprir uma missão” e que o trabalho de gestão “tem começo, meio e não tem fim”.