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O patrimônio do senador Jaques Wagner (PT-BA) cresceu 631% desde a última eleição em que disputou, há oito anos. Em declaração entregue à Justiça Eleitoral, o petista informou ter R$ 24,5 milhões em bens, um aumento expressivo comparado a 2018, quando declarou R$ 3,3 milhões.
A inflação acumulada de agosto de 2018 a julho de 2026 foi de 49,4%, de acordo com o IPCA. O valor dos bens, contudo, não é atualizado nas declarações feitas pelos candidatos.
O principal ativo que fez crescer o patrimônio do senador, que vai disputar a reeleição e deixou a liderança do governo Lula (PT) após ser alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Banco Master, é um crédito de R$ 13,8 milhões decorrente da venda de um terreno para o Esporte Clube Bahia e a Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.
A área tem 51 mil metros quadrados e fica às margens da Via Metropolitana, rodovia que foi planejada e cuja implantação foi contratada no período em que o próprio Jaques Wagner governou a Bahia.
Documentos obtidos pela Folha mostram que o terreno foi adquirido pelo senador em março de 2000, quando ele era deputado federal, por R$ 28 mil —cerca de R$ 130 mil em valores corrigidos pela inflação. Vinte e cinco anos depois, o imóvel foi vendido por R$ 15 milhões, o equivalente a uma valorização real de aproximadamente 11.400%, já descontada a inflação do período.
Em entrevista à rádio Andaiá FM, Jaques Wagner afirmou que abriu mão de receber indenização pela parte da área atingida pela construção da Via Metropolitana.
“A estrada passou pelo traçado que os engenheiros acharam melhor, cortou lá um pedaço do terreno e eu disse: não vou cobrar nenhuma desapropriação”, declarou.
O senador também minimizou a valorização do imóvel. “É óbvio que tudo valoriza em 26 anos”, disse.



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