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A escolha do delegado federal Alessandro Carvalho para assumir a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), anunciada pela governadora Raquel Lyra nesta sexta-feira (1º), não foi comemorada e foi vista com apreensão por entidades ligadas às forças de segurança e aos direitos humanos.
Em geral, a principal crítica a Alessandro é de falta de diálogo enquanto comandou a pasta estadual entre dezembro de 2013 e outubro de 2016.
Representantes da Associação de Cabos e Soldados e do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) reclamavam que não eram recebidos por ele e nem tinham reivindicações básicas atendidas. Nesse período, também foram instaurados processos administrativos contra líderes das entidades de classe, deixando o clima ainda mais tenso.
Apesar de a diretoria do Sinpol-PE ter demonstrado surpresa e preocupação com a escolha da governadora, a entidade declarou, por meio de nota pública, que deseja que o novo secretário “faça um ótimo trabalho e que dê conta dos grandes desafios que enfrentará à frente da segurança pública”.
“Ele (Alessandro Carvalho) conhece muito bem os problemas e os desafios da segurança pública de Pernambuco. Problemas que se agravaram desde que deixou de ser secretário até hoje e trazem consigo grande complexidade”, pontuou o presidente da entidade, Rafael Cavalcanti.