Dia Nacional da Caatinga reforça importância da preservação do bioma

Tatu-Bola - Animal da Caatinga, sua população foi reduzida em 45% em 20 anos. A caça e a degradação ao ambiente em que eles vivem são as causas do risco de extinção do animal, que vem sendo protegido por organizações não governamentais. (Arquivo ICMBio)

O Dia Nacional da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, é celebrado nesta segunda-feira, 28 de abril, data que marca a importância da preservação desse ecossistema único. Presente em nove estados — Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais — a Caatinga enfrenta atualmente um dos maiores riscos de desaparecimento no país.

Com clima semiárido e alta biodiversidade, abriga mais de 930 espécies de plantas, 178 de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis e 241 de peixes. Em seus mais de 800 mil quilômetros quadrados de extensão, vivem mais de 32 milhões de pessoas. No entanto, o desmatamento desenfreado ameaça todo esse patrimônio natural.

Perda da biodiversidade da Caatinga é alarmante

Além da ameaça às populações humanas, o desmatamento na Caatinga compromete seriamente a fauna. Estima-se que o bioma já tenha perdido 42% da sua vegetação nativa, o equivalente a 370 mil quilômetros quadrados até 2023. Essa devastação impacta diretamente o habitat de diversas espécies, muitas delas ameaçadas de extinção, como o tatu-bola, famoso por ser mascote da Copa do Mundo de 2014.