Vereador suspeito de agredir três mulheres em Arcoverde se pronuncia sobre o caso: “Perseguição”

LUCIANO PACHECO LIDERA DISPUTA PARA DEPUTADO FEDERAL EM ARCOVERDE, APONTA  PESQUISA – Pesqueira em Foco

O vereador Luciano Pachêco (MDB), da cidade de Arcoverde, no Sertão, se pronunciou, nesta terça (18), sobre o caso no qual é suspeito de agredir três mulheres após um show de São João, em junho do ano passado.

Em postagem no perfil oficial no Instagram, o candidato a deputado federal postou uma imagem com o texto: “A perseguição contra Luciano Pacheco não tem limites”.

Em nota oficial enviada ao Diario de Pernambuco, o vereador negou as acusações de agressão contra as produtoras e afirmou ter recebido a matéria com “surpresa”.

Ele disse que, até o momento, nunca foi intimado, notificado ou formalmente chamado pelas autoridades para apresentar sua defesa no Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) registrado na ocasião.

Segundo Pachêco, a veiculação das denúncias traz “profunda estranheza” pela veiculação logo após o lançamento da candidatura dele a deputado federal.

“Repudio qualquer forma de violência contra a mulher. Em mais de 50 anos de vida, jamais me envolvi em qualquer episódio dessa natureza”, declarou o vereador.

O parlamentar ressaltou também que não existe denúncia formal oferecida pelo MPPE ou condenação contra ele, e pontuou que sua defesa técnica adotará as medidas cabíveis para acompanhar os autos.

O candidato a deputado federal enfatizou que existem registros em vídeo da noite do evento, que considera fundamentais para demonstrar a real dinâmica dos fatos.

“Não deixarei de questionar as circunstâncias e o momento em que essas acusações estão sendo trazidas novamente à tona”, completou.

Entenda

Luciano Pacheco é suspeito de agredir três produtoras após um show de Wesley Safadão no São João de Arcoverde, no Sertão, em 26 de junho de 2025.

A Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE) registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) como lesão corporal e vias de fato, conforme consta no documento.

Segundo depoimentos das produtoras, o vereador teria tentado forçar entrada no camarim do artista para tirar fotos. Um homem que acompanhava o político estaria, ainda, tentando gravar dentro do recinto onde estava o cantor.

A equipe não permitiu a entrada deles e a gravação indevida do local. Após isso, teriam ocorrido ofensas verbais e agressões físicas contra as três mulheres, que tinham 41, 34 e 19 anos à época. A mais jovem estava grávida, de acordo com os autos.

À época, Pachêco era presidente da Câmara Municipal. Ele teria segurado o braço de uma das produtoras “com muita força, apertou e ficou chacoalhando”, consta no depoimento.

A vítima teria pedido que ele a soltasse, mas ele respondeu gritando que “ninguém sabia quem ele era”, que era “presidente da câmara de vereadores” e “mandava no local”. Além disso, também teria ofendido verbalmente a produtora, utilizando palavras de baixo calão, entre elas, “vagabunda”.

Exames de corpo de delito do IML comprovaram lesões como inchaço e escoriações em duas das vítimas.

O caso foi remetido ao Judiciário e, em maio deste ano, teve vista aberta à 3ª Promotoria de Justiça de Arcoverde do MPPE, que avalia a apresentação de denúncia, transação penal ou arquivamento. Procurado, o MPPE informou que o procedimento tramita em sigilo.

Ministério da Fazenda suspende 14 sites de apostas por irregularidades

Lei das bets: veja quais empresas de apostas pediram autorização do governo  brasileiro para atuar no país | G1

O Ministério da Fazenda suspendeu a operação de 14 sites de apostas ligados a seis empresas por descumprimento de normas do mercado regulado. As medidas cautelares foram determinadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e impedem as plataformas de receber novas apostas.

Apesar da suspensão, determinou a pasta, os sites devem continuar acessíveis para que os usuários retirem valores disponíveis nas contas. As decisões também determinam o cancelamento de apostas em andamento e a devolução imediata dos valores apostados.

As empresas terão de informar a suspensão nas próprias páginas. O descumprimento das determinações pode resultar em multa diária de R$ 200 mil.

Falta de informações
A maior parte das medidas está relacionada à ausência de informações consideradas obrigatórias para o monitoramento das operações pelo governo.

Os dados deveriam ser enviados ao Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), utilizado pela SPA para acompanhar as empresas autorizadas a atuar no país. Segundo as decisões, a falta dessas informações prejudica a fiscalização e pode colocar em risco apostadores e o mercado regulado.

As empresas e as marcas atingidas são as seguintes:

  • Pixbet Soluções Tecnológicas: Pixbet, Ganheibet e Betdasorte;
  • Zeroumbet Plataforma Digital: Zeroum, Sportvip e Energia;
  • Select Operations: MMA, Betvip e Papigames;
  • Nexus International: Megaposta;
  • Enseada Serviços e Tecnologia: Kbet;
  • RR Participações e Intermediações de Negócios: Multibet, Ricobet e BRXBet.

Medidas cautelares

As suspensões têm caráter cautelar e estão vinculadas a processos administrativos sancionadores em andamento. A oferta de novas apostas fica proibida enquanto as determinações estiverem vigentes.

As empresas poderão regularizar as pendências e apresentar as informações ou documentos exigidos pela SPA. A retomada das operações dependerá da comprovação de cumprimento das exigências estabelecidas pelo órgão.

Operação mira grupo suspeito de fraudar concursos públicos em Pernambuco e Alagoas

Mandados foram cumpridos durante a Operação Babet em Pernambuco

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Ministério Público de Alagoas (MPAL) deflagraram, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Babet, contra uma organização criminosa investigada por fraudes em concursos públicos.

Em Pernambuco, são cumpridos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão no Recife e em cidades da Região Metropolitana e do Agreste. Em Alagoas, são cumpridos um mandado de prisão e dois de busca e apreensão.

A operação conta com apoio das Polícias Civil e Militar de ambos os estados. Durante as diligências, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão submetidos à análise técnica.

As investigações tiveram início em Alagoas, a partir da apuração de irregularidades no concurso para a Guarda Municipal de Rio Largo. Segundo o MPPE, as diligências apontaram que o grupo investigado utilizava diferentes estratégias e mecanismos para fraudar concursos públicos de forma reiterada.

Ainda de acordo com o Ministério Público, as suspeitas não ficaram restritas a Rio Largo. Dois dos alvos dos mandados de prisão são investigados por uma suposta fraude da mesma natureza ocorrida recentemente em Pernambuco.

Segundo a nota do MPPE, a atuação conjunta dos Ministérios Públicos dos dois estados buscou, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), identificar os responsáveis pelas fraudes e preservar a igualdade entre os candidatos e a lisura dos concursos públicos.

Ministério Público Eleitoral pede impugnação da candidatura de Cícero Lucena ao governo da Paraiba

Cícero Lucena, convenção

O Ministério Público Eleitoral na Paraíba (MPE-PB) pediu a impugnação da candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao governo do Estado. O pedido, protocolado nessa segunda-feira (17), ocorre em segredo de justiça.

Em nota, a defesa de Cícero informou que ele recebeu o pedido com tranquilidade e que o pedido é baseado em “presunção de culpa e em interpretação de precedente isolado oriundo do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, sem qualquer relação direta com a situação jurídica de Cícero Lucena”.

A defesa ainda informou que não há denúncia contra Cícero e que o ex-prefeito de João Pessoa sequer “participou ou integrou qualquer organização criminosa”.

Cícero já foi governador, senador e prefeito de João Pessoa.

Veja abaixo a nota da defesa de Cícero na íntegra:

A defesa de Cícero Lucena, candidato ao Governo do Estado e ex-prefeito de João Pessoa, recebe com absoluta tranquilidade a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.

Trata-se de impugnação baseada em presunção de culpa e em interpretação de precedente isolado oriundo do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, sem qualquer relação direta com a situação jurídica de Cícero Lucena.

A defesa esclarece que sequer há denúncia contra Cícero em processo criminal. Diferentemente de situações em que existe processo ou condenação, o candidato não apenas não possui condenação criminal: ele sequer foi denunciado e não figura como réu em ação penal.

Em nenhum momento Cícero Lucena participou ou integrou qualquer organização criminosa. A relação de que parte a impugnação é desprovida de prova individualizada produzida sob o contraditório e não pode servir para atribuir ao candidato responsabilidade por fatos de terceiros.

Nas ações mencionadas pelo Ministério Público Eleitoral, Cícero Lucena sequer teve contra si denúncia recebida ou qualquer juízo de culpa. Pensar em sentido contrário violaria o princípio constitucional da presunção de inocência, na tentativa de contornar essa garantia fundamental por meio de alegações ainda não confirmadas em qualquer grau de jurisdição pela Justiça brasileira.

A defesa ressalta, ainda, que os elementos mencionados na impugnação têm sua validade e cadeia de custódia questionadas, razão pela qual não podem receber efeito definitivo sem a necessária análise judicial, com observância do contraditório e da ampla defesa.

Por fim, a defesa de Cícero Lucena reitera sua confiança na Justiça Eleitoral e espera o reconhecimento da plena regularidade de sua candidatura ao Governo do Estado, com o consequente deferimento de seu registro de candidatura.

Pleno do TCE responde consulta da prefeita de Serra Talhada sobre inclusão de Auxiliares de Creche na carreira do magistério e ao piso salarial nacional

O Pleno do TCE analisou o Processo TCE-PE nº 26100736-1, relatado pelo Conselheiro Eduardo Lyra Porto. A consulta partiu da Prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, questionando sobre a interpretação das Leis Federais nº 15.326/2026 e nº 15.437/2026, relacionadas à inclusão de Auxiliares de Creche na carreira do magistério e ao piso salarial nacional.

O acórdão, que reconheceu e respondeu à consulta, destacou que apenas os profissionais que exercem docência autônoma ou atividades de suporte pedagógico definidas na lei se classificam como parte do magistério. As funções de Auxiliares de Creche, que atuam sob supervisão de um professor, não conferem poderes de docência e, portanto, não permitem o enquadramento na carreira docente. Além disso, a falta de exigência de formação pedagógica no concurso original e a possível superveniência de titulação em magistério não alteram essa situação.

O Tribunal reafirmou que a interpretação ampla da lei, que tentasse incluir profissionais de apoio operacional, contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal, sendo necessário regulamentação municipal clara para identificar adequadamente os profissionais do magistério. Por fim, a recusa de inclusão dos Auxiliares de Creche, fundamentada em sua função auxiliar e na ausência de formação docente exigida, não configura irregularidade. O

julgamento contou com a presença de diversos conselheiros e a consulta foi aprovada por unanimidade, com acompanhamentos ao voto do relator.

João Campos separa Eduardo do PSB e Lula do PT na sua narrativa eleitoral

Socialista foi o primeiro sabatinado da série do SJCC
JAILTON JR/JC IMAGEM

Na sabatina ao Sistema Jornal do Commercio, João Campos (PSB) trabalhou com escolhas. Ele escolhe quando o passado deve ser lembrado e quando precisa ser superado. Se o assunto é Eduardo Campos, a história oferece exemplos, realizações e um legado que merece continuidade. Se a pergunta chega aos oito anos de Paulo Câmara, o candidato afirma que está na eleição para falar do futuro, não do passado. A contradição revelada na entrevista à Rádio Jornal e à TV Jornal não é acidental. Ela organiza a narrativa que João pretende levar à campanha.

E ficou evidente que o discurso do socialista tem algumas outras “seleções”. Falar de Eduardo governador e dele próprio prefeito, tudo bem. Falar do PSB, que inclui outras figuras como Paulo Câmara (que era do PSB quando foi governador) ou Geraldo Julio (PSB), nunca. Teve também a divisão PT e Lula, que ficou ainda mais evidente nas falas.

Escolha

João não divide sua estratégia narrativa entre “passado e futuro”, como tentou fazer crer. Ele divide suas falas entre aquele passado que deseja herdar e aquele pelo qual não quer responder. Na sabatina, foi questionado sobre os 16 anos de governos do PSB e especificamente sobre a gestão de Paulo Câmara, da qual participou como chefe de gabinete. Evitou avaliar o período e preferiu “olhar adiante”.

O “olhar adiante”, porém, perde a vez quando o personagem é Eduardo. Aí o candidato cita hospitais, UPAs e escolas técnicas implantados nas gestões socialistas, mas é no pai que concentra a responsabilidade pelo legado. Até para explicar como pretende buscar recursos em Brasília, contou que Eduardo dizia aos outros governadores que, além de amigo de Lula, sabia “fazer o dever de casa”.

O exemplo de competência administrativa foi apresentado como uma qualidade de Eduardo, não como um método dos governos do PSB. O partido aparece formalmente. O pai recebe a autoria política.

A seleção é compreensível. Eduardo deixou um patrimônio eleitoral ainda forte em Pernambuco. Paulo terminou oito anos de governo com o PSB derrotado e fora do segundo turno em 2022. João tenta receber o ativo do primeiro sem incorporar o passivo do segundo.

Há um limite nessa separação. João não acaba de chegar ao PSB nem pode se apresentar como alguém que assistiu à distância ao ciclo socialista. É filho de seu principal líder recente, ocupou o cargo mais importante entre os auxiliares do governo Paulo Câmara e hoje preside nacionalmente a legenda. Quando evita defender aquele governo, entrega à adversária a oportunidade de perguntar “por que Pernambuco deveria confiar novamente no partido dele”.

Amizade

O mesmo jogo aparece na relação com o PT. João não oferece prioritariamente ao eleitor uma aliança entre dois partidos. Oferece uma relação entre “duas pessoas”.

Na entrevista, afirmou ter com Lula uma relação “próxima” e “de confiança”. Disse considerá-lo “amigo”, elogiou sua dimensão humana e comparou essa proximidade com a relação institucional mantida por Raquel Lyra. Para João, existe uma diferença entre ter um conhecido e ter um amigo.

Ao resumir eleitoralmente a parceria, prometeu uma “dobradinha de João e Lula, Lula e João”. O PT desapareceu até da frase escolhida para representar a aliança. O presidente é retirado da estrutura partidária e colocado dentro de uma relação pessoal e quase familiar.

Essa separação ajuda João a responder pelos ataques feitos ao PT na eleição municipal de 2020. Naquela campanha, diante de Marília Arraes (na época pelo PT), o socialista explorou a rejeição à legenda, criticou dirigentes nacionais e advertiu para o risco de os petistas voltarem a mandar no Recife. Agora, não precisa defender o partido que atacou nem explicar plenamente a mudança. Diz que “sempre foi amigo de Lula”. E encerra o assunto.

A resposta pressupõe que Lula e PT podem ser apresentados como histórias distintas. João reivindica a popularidade do presidente em Pernambuco, mas evita carregar o peso das críticas que ele próprio dirigiu ao partido. O candidato não tenta provar que estava errado em 2020. Procura demonstrar que os ataques aos petistas nunca alcançaram Lula.

É inteligente, mas será bastante questionado sobre isso. Principalmente pela militância petista, que pode não aceitar muito bem o exercício retórico.

Heranças

Eduardo serve para João não precisar defender Paulo Câmara. Lula serve para João não precisar desculpar-se pelo que disse do PT. Nos dois casos, uma relação pessoal positiva ocupa o espaço de uma história partidária negativa.

Esse movimento também permite que João seja “herdeiro” e “renovador” ao mesmo tempo. É herdeiro quando fala de Eduardo, mas candidato do futuro quando é confrontado com Paulo. É aliado histórico quando apresenta a amizade com Lula, mas preserva distância quando a lembrança chega à campanha contra o PT.

João não quer que a eleição seja um julgamento dos 16 anos do PSB, embora queira que ela seja uma celebração dos anos de Eduardo Campos. As duas coisas pertencem ao passado. A diferença é que uma oferece votos e a outra cobra explicações. O candidato não abandona o retrovisor. Apenas escolhe o que aparece nele.

Do Jornal do Commercio

Santa Terezinha: TCE julga serviço de transporte escolar irregular, mas não aplica penalidades em decorrência de prescrição

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco analisou o Processo TCE-PE nº 20100703-4, sob a relatoria do Conselheiro Substituto Ricardo Rios. A auditoria especial visou investigar irregularidades na execução do serviço de transporte escolar da Prefeitura Municipal de Santa Terezinha durante o exercício de 2019, incluindo superfatamento, uso inadequado de veículos, remuneração indevida de motoristas e falta de habilitação legal.

O acórdão original foi anulado devido ao falecimento do ex-prefeito antes da notificação, o que acarretou a nulidade do julgamento. Após análise, houve a constatação de prescrição das pretensões punitivas e ressarcitórias, resultando em um julgamento sem imputação de débitos.

O Tribunal classificou a prestação do serviço de transporte escolar como irregular e responsabilizou a Secretária de Educação e o Gerente de Acompanhamento do Transporte Escolar pelas falhas, mas não aplicou penalidades em decorrência da prescrição. O Tribunal também emitiu determinações e recomendações à atual gestão municipal para aprimorar o controle interno e a fiscalização dos contratos de transporte escolar, visando evitar irregularidades futuras.

Em resumo, o processo resultou em julgamento irregular quanto ao superfaturamento, mas com a prescrição das sanções.

Presidente do Retrô, Laércio Guerra reúne clubes para discutir futuro do Campeonato Pernambucano

Presidente do Retrô parabeniza sertanejos e cita força de "intermediários" no Estadual - Folha PE

O presidente do Retrô, Laércio Guerra, reuniu representantes de clubes envolvidos na próxima edição do Campeonato Pernambucano em um almoço realizado nesta segunda-feira (17). Ao todo, 37 clubes responderam ao convite feito pelo dirigente, enquanto 21 participaram do encontro.

Procurado, Laércio explicou que a iniciativa buscou reunir diferentes representantes do futebol estadual para confraternizar e discutir possíveis melhorias, sugestões e caminhos para o fortalecimento da competição e do próprio cenário pernambucano.

De acordo com o mandatário do Retrô, a reunião também ganhou importância por acontecer em meio ao processo eleitoral que definirá a próxima presidência da Federação Pernambucana de Futebol. Evandro Carvalho preside a entidade desde 2011 e, em 2022, foi reeleito com 85,2% dos votos válidos.

Segundo Laércio Guerra, o encontro teve como um dos objetivos aproximar os clubes e criar um ambiente de discussão sobre demandas e mudanças consideradas necessárias para o desenvolvimento do futebol no estado. Mesmo os clubes que não compareceram presencialmente deram retorno ao convite.

A próxima edição do Campeonato Pernambucano conta com uma proposta de novo formato apresentada pela Federação Pernambucana de Futebol, que prevê a unificação das divisões e três classificados para o segundo turno do Estadual, previsto para acontecer em janeiro.

Uma reunião do Conselho Arbitral para discutir o Campeonato Pernambucano está marcada para esta quinta-feira (20), na sede da FPF.

Do Diario de Pernambuco

Ministro Nunes Marques assume defesa da urna em resposta aos EUA e a colegas do TSE

Atuação de Nunes Marques em sintonia com governo confirma declaração de  Bolsonaro sobre '10%' dele no STF - Jornal O Globo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, convidou embaixadores e diplomatas para uma reunião com o objetivo de explicar os mecanismos de segurança da urna eletrônica e defender a credibilidade das eleições brasileiras. Com o movimento, o ministro se antecipa a eventuais questionamentos da comunidade internacional e a suspeitas de tentativa de interferência nas eleições.

A reunião, marcada para esta segunda-feira (17) estava prevista desde maio, quando o ministro tomou posse no cargo. O ato também atende a uma demanda interna do TSE. Uma ala da Corte está preocupada com o poder de interferência de outras nações no processo eleitoral – especialmente os Estados Unidos.

Em julho, dois diplomatas dos EUA tiveram negados vistos de entrada no País diante da suspeita de que eles tinham uma agenda estratégica para desacreditar o processo de votação brasileiro. A pauta de reuniões com integrantes do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil era “integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão”.

A acusação veio à tona a partir de uma reportagem do jornal The Washington Post. O governo dos EUA negou que tenha sido essa a intenção da visita diplomática.

Dias antes, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, disse em reunião com diplomatas que a empresa responsável pela fabricação das urnas brasileiras era a mesma envolvida em um plano de fraude nas eleições da Venezuela. O TSE que já tinha desmentido a história, voltou a fazer isso.

Integrantes do tribunal reclamaram nos bastidores que Nunes Marques não tinha ido a público pessoalmente para defender as urnas eletrônicas, embora o presidente tenha feito isso por meios institucionais.

É a primeira vez que Nunes Marques convida autoridades internacionais para conversar sobre o tema. Logo que tomou posse o ministro criou a Diretoria de Assuntos Internacionais, ligada à presidência do TSE, para intensificar o diálogo da Justiça Eleitoral com representantes de outros países. Antes, o tema era conduzido por uma assessoria.

Mais de cem embaixadores confirmaram presença no encontro desta segunda-feira. A reunião será fechada. Nunes Marques planeja fazer um comunicado público sobre a importância do tema antes de fechar as portas.

No dia 16 de julho, o ministro se reuniu com 25 embaixadores para tratar do sistema eletrônico de votação, em encontro promovido pelos representantes diplomáticos. Na ocasião, ele também explicou o funcionamento das urnas e falou sobre a segurança do processo eleitoral.

Homem é preso suspeito de ameaçar esfaquear e beber o sangue da própria mãe de 78 anos na Paraíba

Viatura, Polícia Civil da Paraíba, polícia

Um homem foi detido nesse domingo (16) após ameaçar esfaquear e beber o sangue da própria mãe de 78 anos em Picuí, no Sertão da Paraíba.

De acordo com a polícia, ele teria passado o dia bebendo quando chegou em casa, ainda embriagado, ameaçando a vítima com uma faca.

Equipes foram acionadas após a denúncia de violência doméstica. Ao chegarem ao local, conseguiram conter o homem e o encaminharam para a delegacia local.

O suspeito deverá passar pela audiência de custódia e ficar à disposição da justiça.

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

Casas Bahia tem prejuízo de R$ 10,1 bi e avalia recuperação extrajudicial  ou judicial

O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo (SP). Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. O documento também menciona a não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas.

A recuperação judicial é apontada como necessária e como mais um passo no processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a continuidade das atividades e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações. A empresa disse ainda que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores, sem interrupções relevantes e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes.

RealTime Big Data mostra empate entre João Campos e Raquel Lyra

João Campos e Raquel Lyra acirram disputa em Pernambuco com ações na  Justiça que apontam atuação irregular nas redes

Pesquisa RealTime Big Data divulgada hoje aponta João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) empatados nas simulações de 1º e 2º turnos para o governo de Pernambuco. No 1º turno, ambos aparecem com 43% e no 2º turno, com 44% das intenções de voto.

A RealTime Big Data entrevistou 1.600 eleitores em Pernambuco, entre 12 e 15 de agosto, em abordagens telefônicas e digitais. A pesquisa tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-06056/2026.

1º turno (estimulada)

João Campos (PSB) – 43%
Raquel Lyra (PSD) – 43%
Renan Santos (Missão) – 3%
Ivan Moraes (PSOL) 2%
Outros – 1%
Branco/Nulo – 4%
Não sabe/não respondeu – 4%

1º turno (espontânea)

Raquel Lyra (PSD) – 21%
João Campos (PSB) – 21%
Marília Arraes (PDT) – 1%
Outros – 3%
Branco/Nulo – 10%
Não sabe – 44%

2º turno

João Campos (PSB) – 44%
Raquel Lyra (PSD) 44%
Branco/Nulo – 5%
Não sabe/não respondeu – 7%

Senado (estimulada)

Marília Arraes (PDT) – 29%
Humberto Costa (PT) – 20%
Mendonça Filho (PL) – 18%
Eduardo da Fonte (PP) – 12%
Túlio Gadelha (PSD) – 11%
Carlos Sant’anna (Novo) – 2%
Paulo Rubem Santiago (Rede) – 1%
Branco/Nulo – 4%
Não sabe/não respondeu – 3%

Pernambuco registra 954 candidaturas para as eleições 2026, 16% menos que em 2022

Pernambuco terá 954 candidatos nas eleições de 2026, segundo balanço divulgado neste domingo (16) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). O número representa uma redução de 184 registros, ou 16,16%, em relação ao pleito de 2022, quando 1.138 candidaturas foram contabilizadas no estado.

Com o total registrado até as 16h30 deste domingo, Pernambuco aparece na 7ª posição entre os estados brasileiros com maior número de pedidos de registro de candidatura. São Paulo lidera o ranking, com 2.547, seguido por Rio de Janeiro (2.016), Minas Gerais (1.810), Bahia (1.204), Paraná (1.063) e Rio Grande do Sul (1.048). Goiás aparece logo atrás de Pernambuco, com 887 registros.

O prazo para que partidos, federações e coligações apresentassem os pedidos terminou às 19h do sábado (15). Os números, no entanto, correspondem a pedidos de registro, e não significam que todas as candidaturas já estejam definitivamente aptas a disputar a eleição. Agora, os processos serão analisados pela Justiça Eleitoral.

Maioria disputa vagas na Câmara e Assembleia

A maior concentração está nas eleições proporcionais. Do total de 954 pedidos, 514 são para deputado estadual, o equivalente a 53,88% dos registros. Outros 388 candidatos solicitaram registro para deputado federal, representando 40,67%.

Na disputa majoritária, o TRE-PE contabilizou oito pedidos para governador e oito para vice-governador. Para o Senado, são 12 candidatos, além de 12 pedidos para primeiro suplente e outros 12 para segundo suplente.

Mulheres são 34% das candidaturas

Os dados do TRE-PE também traçam o perfil dos candidatos registrados em Pernambuco. Entre os 954 pedidos, 329 são de mulheres, o equivalente a 34,49%. Os homens representam 65,51%, com 625 registros.

Nas eleições proporcionais, a legislação eleitoral estabelece que partidos e federações devem respeitar o percentual mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas de cada sexo.

A maior parte dos candidatos tem entre 40 e 59 anos. São 556 registros nessa faixa etária, correspondendo a 58,28% do total. O grupo mais numeroso é o de pessoas entre 45 e 49 anos, com 157 candidatos.

Entre os mais jovens, há dez candidatos de 21 a 24 anos. No outro extremo, quatro candidatos têm entre 80 e 89 anos.

Pardos são maioria entre os registros

Na declaração de cor ou raça, 430 candidatos se identificaram como pardos, o equivalente a 45,07% do total. Os brancos somam 396 registros (41,51%) e os pretos, 118 (12,37%).

Há ainda cinco candidatos indígenas e cinco amarelos, cada grupo representando 0,52% das candidaturas.

Em relação à escolaridade, mais da metade dos candidatos declarou ter ensino superior completo: são 536 registros, ou 56,18%. Outros 251 candidatos (26,31%) informaram ter concluído o ensino médio, enquanto 94 (9,85%) têm ensino superior incompleto.

Justiça Eleitoral começa análise dos registros

Com o fim do prazo para apresentação das candidaturas, os pedidos passam agora pela análise dos juízes do TRE-PE. Os processos são protocolados no Processo Judicial Eletrônico (PJe), e a Justiça Eleitoral verifica as condições de elegibilidade e a documentação apresentada por cada candidato.

Os 954 pedidos registrados em Pernambuco ainda podem sofrer alterações conforme os processos sejam analisados e julgados pela Justiça Eleitoral. Em âmbito nacional, os números também seguem em atualização após o encerramento do prazo para registro.

85% dos deputados buscam reeleição, e Câmara deve ter baixa renovação

Na 'ressaca' do impeachment, plenário da Câmara fica esvaziado - Jornal O  Globo

Cerca de 85% dos deputados federais registraram candidaturas em busca da reeleição. Com isso, a Câmara dos Deputados deve ter baixa renovação.

Dos atuais 513 deputados, pelo menos 434, que representam 84,6%, vão buscar a reeleição. Outros 15 parlamentares se candidataram para outros cargos no Executivo ou no Senado.

Estados do Nordeste têm todos os parlamentares tentando a reeleição. Na Paraíba, que tem 12 deputados federais, no Piauí, que tem dez, e no Rio Grande do Norte, com oito, todos os políticos que estão Câmara buscam um novo mandato.

Em Alagoas, apenas dois parlamentares não se registraram para cargos na Câmara. São eles: Alfredo Gaspar (PL-AL), que concorrerá à Vice-Presidência na chapa com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e Arthur Lira (PP-AL), que tenta vaga no Senado.

Desde 1998, quando a Câmara tem 513 deputados, esse índice tem se mantido alto. Em 2022, houve 446 deputados se lançando à reeleição (o que equivale a 86,94%), foi o recorde. Mas em 1998 e 2006 o percentual também ficou acima de 85%. Em 2014, foi o mais baixo, com 75%.

Ano – Candidatos à reeleição

2022 – 446 (86,94%)
2018 – 407 (79,34%)
2014 – 387 (75,44%)
2010 – 407 (79,34%)
2006 – 442 (86,16%)
2002 – 416 (81,09%)
1998 – 443 (86,35%)

“Pernambuco demonstrou que não tem dono”, diz Raquel em primeiro ato de campanha, no Recife

Governadora iniciou campanha de reeleição em ato no Recife/Amauri Lins/DP

Na manhã deste domingo (16), a governadora Raquel Lyra (PSD) participou de seu primeiro ato de campanha, com adesivaços em seus comitês nas zonas Norte e Sul do Recife. Na ocasião, discursou acompanhada pela vice-governadora, Priscila Krause (PSD), e por outras lideranças políticas e correligionários.

“Pernambuco demonstrou que não tem dono. A vontade livre do povo será manifestada e a gente está trabalhando para que as mentes e os corações dos pernambucanos estejam unidos em um sentimento só: o de fazer o nosso estado cada vez maior, líder do nordeste brasileiro, referência do país”, afirmou a governadora.

Durante o ato, Raquel afirmou que pretende percorrer o estado ao longo dos 45 dias de campanha e apresentar aos eleitores as ações realizadas durante os quase quatro anos de gestão. A governadora também defendeu uma campanha sem violência e disse que pretende combater a disseminação de notícias falsas.

“A gente vai andar em cada recanto do nosso estado, levando mensagem de fé, esperança e trabalho e de quem, nos últimos quatro anos, botou o coração no trabalho, foi para cima e liderou um processo de mudança em Pernambuco que não vai parar”, declarou.

Raquel disse ainda que pretende fazer uma campanha “limpa” e pautada pelo contato direto com os eleitores. “Estou à disposição para fazer uma campanha limpa, olho no olho, para que a vontade do povo possa livremente ser mostrada pela força da democracia e das urnas. Vamos trabalhar combatendo fake news e, para cada gesto de agressão e violência, vamos responder com amor”, declarou.

Com o mote “Pernambuco de Coração”, a campanha da governadora segue, neste domingo (16), com atos em Caruaru, no Agreste, e Petrolina, no Sertão. A agenda também inclui a participação em evento político do candidato a deputado federal Miguel Coelho, em Petrolina.

Além de Priscila Krause, candidata à reeleição como vice-governadora, acompanham Raquel durante a programação os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD).