OMS alerta: 1 em cada 7 adolescentes enfrenta problemas de saúde mental

Uma em cada dez pessoas entre 5 e 24 anos vive com pelo menos um transtorno  mental diagnosticável, diz estudo

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com a Universidade John Hopkins dos Estados Unidos, revelou descobertas alarmantes sobre a saúde mental de adolescentes em um estudo publicado recentemente. Cerca de um em cada sete jovens entre dez e dezenove anos enfrenta algum tipo de problema mental. Essa situação levanta preocupações sobre o bem-estar dos adolescentes, destacando a urgência de abordar essas questões com políticas públicas e suporte interinstitucional.

O aumento dos casos de transtornos mentais nessa faixa etária pode ser entendido através de três pontos principais: crescimento das pesquisas na área, maior acessibilidade a informações e uma compreensão mais profunda dos temas relacionados à saúde mental. Esta análise sugere que o problema não é somente recente, mas também mais reconhecido e monitorado do que jamais foi.

Entre os diversos fatores avaliados para o aumento dos distúrbios mentais em adolescentes, a pesquisa aponta comportamentos específicos que acendem um alerta: muitos jovens manifestam distúrbios alimentares, problemas comportamentais, ideação suicida e uso de substâncias antes mesmo dos 14 anos. Ao atingir os 18 anos, metade dos adolescentes já teve algum tipo de contato com esses problemas.

Um fator de destaque na discussão é o sentimento de solidão, especialmente entre meninas, fenômeno que apresentou um crescimento significativo entre 2012 e 2018. Este aumento foi correlacionado com o uso crescente de tecnologia e redes sociais, que podem exacerbar a exclusão escolar e o bullying.

A solidão, associada diretamente ao uso de tecnologias, tem impacto substancial na saúde física dos jovens. Laços afetivos e relacionamentos interpessoais desempenham um papel crucial no bem-estar, uma vez que pessoas com conexões sociais robustas tendem a ser mais saudáveis. A OMS reforçou essa relação, colocando as conexões sociais como uma prioridade de saúde global.