Embora ainda não seja possível avaliar o real impacto da presença do presidente Lula no Rádio e TV, pedindo votos para João Campos, Humberto Costa e Marília Arraes até o dia da eleição, em 4 de outubro – essas mudanças não são imediatas – a pesquisa Quaest divulgada esta terça-feira, após 10 dias de iniciada a propaganda eleitoral gratuita, demonstrou que até agora o presidente não conseguiu alterar o quadro eleitoral em Pernambuco.
A pesquisa anterior da Quaest foi divulgada no dia 25 de agosto, três dias antes do início do guia eleitoral e das inserções, que costumam ter mais impacto porque são mostradas no meio da programação, com a campanha praticamente entrando na casa dos eleitores. Naquele dia, a governadora Raquel Lyra tinha 44% das intenções de voto e João Campos 36%. Agora ela tem 43% e ele R$ 37%. A variação para mais e para menos entre os dois de apenas um ponto percentual (ela caiu um e ele subiu um) não é considerada uma tendência segundo os pesquisadores.
Os números de agora mostram, segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista à Globonews, que “no caso de Pernambuco, o cenário é muito estável. Neste momento, Raquel Lyra venceria a eleição no primeiro turno com 52,4% dos votos válidos e João Campos teria 45%. Esse é o quadro do estado, um colégio eleitoral muito significativo”. No caso da rejeição, a governadora tem 34% e João Campos quatro pontos a mais, com 38%. Na pesquisa espontânea ela aparece com 33% e João com 24%. A diferença pró-Raquel é de 9 pontos.
Uma operação contra um esquema de “rachadinha” e desvio de recursos públicos do município de Salgadinho, no Agreste de Pernambuco, deflagrou, nesta quarta-feira (9), 17 mandados de busca e apreensão em três cidades do interior do estado.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), os mandados foram cumpridos em Salgadinho e Passira, no Agreste, e Carpina, na Zona da Mata Norte.
Segundo as investigações, integrantes da prefeitura e da Câmara de Vereadores de Salgadinho, juntamente com ocupantes de cargos comissionados, constituíram um grupo criminoso dedicado à prática de desvio de recursos públicos através de um esquema de fraudes em licitação.
Além disso, as investigações identificaram a prática de “rachadinha” (peculato-desvio), seguido de um esquema de lavagem de dinheiro praticado por pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo.
Além dos mandados de busca e apreensão, dois investigados foram afastados de cargos públicos do município.
Ainda de acordo com o MPPE, também foi determinada judicialmente a indisponibilidade de bens imóveis do líder da organização criminosa, que não teve o nome divulgado.
O MPPE destacou ainda que mais informações da Operação Dinastia, que contou com apoio das Polícias Civil e Militar de Pernambuco, serão disponibilizadas em breve.
O ministro Flávio Dino atendeu a um recurso de Andrei Passos Rodrigues e reintegrou o diretor-geral da Polícia Federal ao cargo. O pedido foi feito em petição que trata da investigação de recursos de emendas parlamentares ao filme “Dark Horse”.
No pedido, Andrei afirma que a investigação “seria prejudicada pela decisão proferida na PET 16.662, uma vez que o seu afastamento do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”.
O ministro acolheu o argumento e, na prática, cassou a ordem dada ontem pelo colega André Mendonça, que havia afastado Andrei e o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, dos postos, sob o argumento de que houve direcionamento político na produção de relatórios que questionavam a condução dos casos Master e INSS.
“Por todo o exposto, no exercício do poder geral de cautela, com o objetivo de impedir a produção de danos irreparáveis a processos submetidos à minha Relatoria, DEFIRO a tutela provisória requerida para determinar ao Exmo. Presidente da República, autoridade competente para a nomeação do Diretor-Geral da Polícia Federal (art. 2º-C da Lei nº. 9.266/1996 c/c art. 1º, parágrafo único, do Decreto nº. 9.794/2019), que assegure a imediata reintegração de ANDREI AUGUSTO PASSOS RODRIGUES aos cargos de Delegado e de Diretor-Geral da Polícia Federal e de LEANDRO ALMADA DA COSTA aos cargos de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, com o restabelecimento integral de de suas respectivas atribuições funcionais”, Flávio Dino, na decisão.
A Caixa Econômica agora oferece aos clientes pessoa física o parcelamento de transferências e pagamentos feitos por Pix. A nova funcionalidade já está disponível para as transações feitas diretamente no App CAIXA.
A contratação só pode acontecer se o cliente tiver um limite pré-aprovado, que poderá ser aplicado em transações com valores entre R$ 300 e R$ 50 mil.
Por se tratar de uma operação de crédito, o serviço envolve a cobrança de juros, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e CET (Custo Efetivo Total), apresentados detalhadamente na tela do aplicativo antes da confirmação.
O passo a passo é feito a partir do celular. Primeiro, atualize o aplicativo CAIXA ou certifique-se de que está na versão mais recente.
Iniciar a transação: acesse a área Pix, escolha a forma de envio (chave Pix, leitura de QR Code ou dados bancários) e insira um valor a partir de R$ 300.
Selecionar a opção de crédito: na tela de confirmação de pagamento, altere a fonte dos recursos do saldo em conta para a modalidade de parcelamento/crédito pessoal. Escolher o prazo: defina o número de parcelas desejado para a operação, respeitando o limite de até 12 meses.
Conferir custos e taxas: analise o resumo do contrato na tela, verificando o valor individual de cada prestação, a taxa de juros aplicada e o CET.
Confirmar com a senha: insira a senha de movimentação para autorizar a operação. O valor é enviado instantaneamente ao recebedor, e o comprovante fica disponível para download.
Os candidatos ao Governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) estiveram, nesta terça-feira (8), em Serra Talhada para a procissão de encerramento da 236ª Festa de Nossa Senhora da Penha.
Os dois estiveram na mesma celebração, que reuniu moradores e visitantes em torno da padroeira do município, mas cumpriram agendas distintas ao longo do dia.
Durante a procissão, Raquel Lyra falou sobre a importância da celebração religiosa e destacou a fé dos moradores de Serra Talhada. A candidata afirmou que o momento também servia para agradecer e pedir orientação.
“Que alegria de poder vir aqui e presenciar a celebração da fé de um povo que não desiste, que resiste. E pedir bênçãos a Nossa Senhora da Penha, a Deus, para que continue nos guiando no caminho certo, com propósitos, valores, para fazer o bem sem olhar a quem, agradecendo sempre a saúde que ele nos dá e a ela também”, declarou.
Em texto publicado nas redes sociais, ela escreveu: “É uma tradição que atravessa gerações e reúne o povo sertanejo em um momento de fé, devoção e esperança. Só tenho a agradecer por poder viver esse momento tão bonito ao lado do nosso povo”.
À noite, Raquel finalizou a série de compromissos do dia com uma caminhada Salgueiro, reunindo moradores e lideranças políticas.
Os candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) acompanharam a governadora durante a agenda. A vice-governadora e candidata à reeleição Priscila Krause (PSD) não esteve presente devido a outros compromissos.
João passa o dia no sertão
O dia do candidato ao Governo de Pernambuco foi marcado por agendas no Sertão do estado. Iniciando o dia em Serra Talhada, participou de uma roda de conversa com pacientes em tratamento contra o câncer e apresentou a proposta de implantação de um Centro de Diagnóstico e Tratamento de Câncer no município, além da já citada procissão de encerramento da Festa de Nossa Senhora da Penha.
“No Recife, a gente tem as festas de Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Conceição. Foi convivendo com essas tradições que aprendi, desde cedo, a importância de agradecer a Deus e pedir a proteção de Nossa Senhora”, disse sobre o evento religioso.
Mais cedo, durante o encontro com quatro mulheres que realizam tratamento oncológico pela rede pública, João defendeu a descentralização dos serviços de saúde e afirmou que pretende implantar um centro especializado na cidade.
“Nosso compromisso é implantar, a partir do próximo ano, o Centro de Diagnóstico e Tratamento de Câncer do Sertão, aqui em Serra Talhada. Com isso, quem vive na região poderá ter acesso ao diagnóstico e ao tratamento mais perto de casa, sem precisar se deslocar até a capital”, afirmou.
O candidato encerrou o dia em São José do Belmonte, também no Sertão, onde participou de uma caminhada pelas ruas do município ao lado do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e outras lideranças.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) não estiveram com João na agenda devido à sabatina no Recife.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra como está o cenário da eleição estadual, a menos de um mês do 1º turno — que acontecerá em 4 de outubro.
Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 25 de agosto.
Raquel Lyra (PSD): 43% (eram 44% em agosto);
João Campos (PSB): 37% (eram 36%);
Ivan Moraes (PSOL): 1% (era 1)%;
Renan Hallais (Missão): 1% (era 0%);
Professora Camila (UP): 0% (era 0%);
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0% (era 0%);
Victor Assis (PCO): 0% (era 0%);
Guilherme Fonseca (PSTU): 0% (era 0%);
Indecisos: 12% (eram 12%);
Branco/nulo/não vai votar: 6% (eram 7%).
Para 76% dos eleitores (eram 72%), a escolha do candidato é definitiva. Outros 23% (eram 27%) dizem que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição, em 4 de outubro.
Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026.
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que a Quaest não mostra aos eleitores os nomes dos candidatos, a disputa está assim:
Equipes responsáveis pela fiscalização da propaganda eleitoral do TRE Pernambuco já contabilizam 4.136 materiais apreendidos no Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Petrolina, desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto. Bandeiras instaladas de forma irregular representam a maior parte das apreensões, mas as ações também encontraram bases de cimento e de ferro, banners e equipamentos de som.
O Recife concentra o maior volume, com 2.319 itens retirados das ruas. Em Petrolina, chama a atenção a apreensão de aproximadamente 1.300 bases de ferro, feitas com vergalhões e utilizadas para sustentar bandeiras. Somadas às 170 bandeiras recolhidas na cidade, as apreensões colocam a cidade sertaneja em segundo lugar entre os quatro municípios.
A fiscalização faz parte do poder de polícia exercido pela Justiça Eleitoral para garantir o cumprimento das regras da propaganda durante a campanha. Além das apreensões, as equipes orientam e notificam candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações para que irregularidades sejam corrigidas.
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (7), transmitida pela TV Tribuna, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), defendeu as ações de sua gestão e apresentou promessas para um eventual segundo mandato em áreas como mobilidade, saúde, educação e segurança pública.
Ao responder sobre a estrutura de comunicação política conhecida como “gabinete do ódio”, a candidata negou qualquer relação com o comando desse tipo de atuação. Raquel também falou sobre a situação do metrô do Recife, admitiu dificuldades para cumprir a promessa de 250 creches, rebateu dados sobre a redução de leitos do SUS e afirmou ter assumido pessoalmente a condução da segurança pública em Pernambuco.
Questionada sobre acusações relacionadas à existência de uma estrutura de ataques políticos nas redes sociais, Raquel Lyra rejeitou a responsabilidade pela liderança de um eventual “gabinete do ódio”. “É claro que eu não lidero o gabinete do ódio”, afirmou a candidata durante a sabatina.
A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral pelo Governo de Pernambuco, marcada pela troca de críticas entre os principais concorrentes. Raquel procurou apresentar a campanha como uma continuidade do trabalho iniciado em sua primeira gestão e sustentou que o eleitor deve avaliar os resultados do governo antes de decidir o voto.
Três ministros da Segunda Turma do STF votaram hoje pelo afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. O ministro Gilmar Mendes pediu vista para analisar a decisão de André Mendonça.
Votaram pelo afastamento de Andrei Rodrigues da PF:
André Mendonça – relator
Luiz Fux – presidente da Segunda Turma
Kassio Nunes Marques
Falta votar:
Dias Toffoli
Gilmar Mendes
Com o pedido de vistas, Gilmar suspende o julgamento por até 90 dias. Toffoli ainda precisa definir se participa do julgamento ou mantém seu impedimento de tratar de processos sobre o caso Master.
Contudo, a Segunda Turma do STF determina o afastamento imediato de Rodrigues. O pedido de vistas mantém em vigor a decisão de Mendonça pelo afastamento preventivo.
Gilmar deve pedir para o caso ser analisado pelo plenário do Supremo, e não pela Segunda Turma. Nesse caso, dez ministros votariam a decisão de Mendonça — exceto se algum magistrado se declarar impedido de analisar o caso.
O ministro Luiz Fux convocou os ministros para votarem sobre a decisão. A votação teve início às 10h, após o próprio Mendonça solicitar que sua decisão fosse referendada pelos colegas no plenário virtual da Segunda Turma.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, na tarde desta segunda-feira (7), do Encontro da Inclusão, realizado no comitê central da Frente Popular, em Casa Forte, no Recife. Acompanhado do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), a agenda reuniu representantes de mais de 20 instituições ligadas às pessoas com deficiência e neurodivergentes.
Durante o encontro, o ex-prefeito do Recife criticou a ausência de equipamentos estaduais voltados ao atendimento desse público e prometeu a criação de Centros TEA nas 12 regiões do Estado.
“O governo do estado não fez um único centro desse. Não tem um centro feito no estado todo. Eu vou fazer pelo nosso tempo e pelo tempo que não fizeram. Em vez de ficar reformando, eu vou fazer do zero”, afirmou.
João defendeu que as políticas públicas para pessoas com deficiência sejam tratadas como uma responsabilidade do poder público.
“A gente não está aqui para fazer favor para ninguém. A gente está aqui para fazer o que é justo e o que é digno. O que todas as famílias merecem e não precisam ficar pedindo por isso, não. É uma obrigação nossa e nós vamos fazer”, declarou.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) rejeitou, nesta segunda-feira (7), um pedido de liminar apresentado pelos jornalistas Fillipe Carlus Francisco Vilar Jardim e Rodrigo Santos Ambrósio, do portal Bastidor.PE. A medida buscava suspender determinações da Justiça Eleitoral no âmbito da investigação sobre cartazes com ataques à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.
O material, segundo publicação do portal, foi localizado no Recife Antigo e continha acusações de que a governadora teria matado o marido. Os cartazes também traziam uma montagem associando Raquel a Elize Matsunaga e Flordelis, condenadas por matar os próprios maridos. As imagens foram divulgadas pelo Bastidor.PE no dia 30 de agosto.
A investigação teve início após pedido da coligação de Raquel Lyra, com o objetivo de identificar os responsáveis pela produção, financiamento, impressão, transporte e distribuição dos cartazes. Posteriormente, após solicitação de João Campos, a Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal também verificasse se os materiais existiram fisicamente ou se as fotografias divulgadas poderiam ter passado por algum tipo de manipulação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira, 8, o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e de Leandro Almada da Costa, Diretor de Inteligência Policial da instituição. Eles são suspeitos de produzirem relatórios de inteligência que monitoravam autoridades sem que elas soubessem.
Mendonça determinou ainda que a PF promova a abertura de prodecimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar a produção dos relatórios de monitoramento. De acordo com o ministro, ele próprio era monitorado. “Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu.
Ele também decidiu pela “suspensão da produção, elaboração ou compartilhamento, ainda que interno, de todo e qualquer relatório de inteligência que se destine à análise de atos praticados no exercício das funções constitucionais de prestação jurisdicional, advocacia pública e de polícia judiciária”.
Inicialmente, a decisão analisava um pedido do Partido Novo, com base no relatório da PF divulgado anteriormente de conversas entre Alexandre de Moraes, também ministro do STF, e Daniel Vorcaro, dono do banco Master, que mencionam o nome de Rodrigues.
Depois, o relator cita que Moraes determinou, no dia 3 de setembro, o levantamento do sigilo de “relatórios de inteligência” assinados por Andrei Rodrigues, produzidos entre os dias 3 e 31 de agosto deste ano. Mendonça explica que, ante a gravidade da situação apresentada pela produção dos relatórios supostamente ilícitos, a decisão iria se centrar na análise desse fato específico.
Segundo Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes teria tido “notícias da existência” de tais relatórios de monitoramento.
“Isso significa que, ademais da produção ilícita dos ‘documentos’, foi dada ciência das suas existências a outro Ministro para que este subscritor fosse incluído no Inquérito das Fake News. Registro que o encaminhamento do material correspondente foi feito senhor Andrei Rodrigues, conforme ofício subscrito às 18h45 do dia 01/09/2026”, escreveu Mendonça.
Dois jornalistas citados na investigação sobre os cartazes apócrifos contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para pedir proteção ao sigilo de fonte jornalística.
Fillipe Vilar Jardim e Rodrigo Santos Ambrósio, do portal Bastidor.PE, apresentaram um habeas corpus preventivo contra parte da decisão que determinou uma série de diligências para esclarecer a origem de uma fotografia de um dos cartazes investigados.
O pedido foi protocolado no sábado (6) e busca suspender medidas que, segundo a defesa, possam levar direta ou indiretamente à identificação de fontes jornalísticas. O pedido de liminar ainda aguarda análise do TRE-PE.
O habeas corpus não pede o encerramento da investigação sobre a fotografia. A defesa questiona especificamente o alcance de determinações que possam obrigar os jornalistas a revelar quem forneceu informações ou materiais ao portal.
“A consequência constitucional é clara: se o jornalista não pode ser compelido a revelar sua fonte, tampouco pode o Estado utilizar mecanismos indiretos de coerção para alcançar exatamente o mesmo resultado”, sustenta a defesa.
O ministro André Mendonça liberou para julgamento no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) o caso envolvendo o relatório da Polícia Federal que identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens encontradas no celular do empresário. A movimentação foi registrada no domingo, 6, mas o presidente da Corte, Edson Fachin, ainda não definiu a data do julgamento.
O relatório foi produzido pela PF por determinação de Mendonça e teve o sigilo retirado na última terça-feira após o Estadão revelar mensagens entre Moraes e Vorcaro.
O documento reúne mensagens extraídas do celular de Vorcaro e identificou Moraes entre os interlocutores do ex-banqueiro.
A divulgação do material abriu uma crise no Supremo.
Moraes passou a questionar a forma como a apuração foi conduzida e, em reação, usou o inquérito das fake news para requisitar relatórios de inteligência da PF sobre ministros da Corte, entre eles documentos relativos à atuação de Mendonça.
Fachin posteriormente concentrou as duas frentes em procedimento separado sob sua condução e pediu esclarecimentos às autoridades envolvidas.
O embate começou na terça-feira, quando Mendonça tornou público o relatório da PF que identificou Moraes como interlocutor de Vorcaro em mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre Moraes se declarou impedido de votar um recurso em habeas corpus que busca libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Moraes se declarou impedido na manhã de hoje porque é o relator do inquérito que prendeu o ex-presidente. No sábado, Cristiano Zanin acompanhou o voto da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso. Por enquanto, o julgamento está em 2 votos a 0 contra o recurso.
O caso está sob análise da Primeira Turma do STF. O ministro Flávio Dino ainda votará no plenário virtual, aberto até 14 de setembro.
Cármen Lúcia votou contra o recurso por entender que a própria defesa de Bolsonaro não reconheceu o habeas corpus. O pedido de liberdade foi protocolado por Claudio Leme Cavalheiro, que não faz parte da equipe.
O autor do pedido alega constrangimento ilegal no processo contra o ex-presidente. Diz que, independentemente da admissibilidade da ação constitucional proposta por terceiro, a corte deveria reconhecer “coação ilegal à liberdade” a que estaria submetido Bolsonaro.