TSE mantém limites de gastos das campanhas de 2026 nos mesmos valores de 2022

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, manter os limites de gastos de campanha das Eleições Gerais de 2026 nos mesmos patamares aplicados no pleito de 2022. A decisão foi tomada na sessão de encerramento do primeiro semestre forense, nesta quarta-feira (1º), e aprovou a minuta de resolução que disciplinará o tema.

A decisão observa a ausência de alteração legislativa superveniente, a manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) no mesmo valor fixado para 2022 e a avaliação de que eventual reajuste poderia desequilibrar a realidade financeira dos partidos e fragilizar as políticas de inclusão previstas em lei e nas resoluções eleitorais.

Realidade financeira

No voto do relator, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, afastou a aplicação de qualquer reajuste aos limites de gastos para as Eleições Gerais de 2026. Segundo destacou, ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, o presidente da República vetou a previsão de reajuste do Fundo Partidário aprovada pelo Congresso Nacional. Também observou que o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi mantido no mesmo patamar das Eleições de 2022, no valor de R$ 4,9 bilhões.

Diante desse cenário, o presidente do TSE avaliou que a atualização dos tetos de gastos não refletiria a realidade financeira dos partidos. Segundo ele, embora os limites pudessem ser corrigidos em tese, as agremiações terão, na prática, menos recursos disponíveis para financiar suas candidaturas em 2026.

A possibilidade de o TSE fixar limites de gastos por ato normativo infralegal já havia sido reconhecida pela Corte, em consulta pública formulada pela então deputada federal Adriana Miguel Ventura. Na ocasião, o Tribunal entendeu que, diante de lacuna legislativa sobre matéria indispensável ao regular o desenvolvimento do processo eleitoral, cabe ao TSE exercer seu poder regulamentar, nos termos do Código Eleitoral.

Esse entendimento foi aplicado nas Eleições Gerais de 2022, quando o Tribunal editou a Resolução TSE nº 23.704/2022. A norma estabeleceu que os limites de gastos daquele pleito corresponderiam aos valores fixados para as Eleições de 2018, atualizados pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE.

Ministério Público de Pernambuco apura possível desaparecimento de veículos comprados pela Prefeitura de Cachoeirinha

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para investigar uma denúncia de suposto desaparecimento de bens públicos adquiridos pela Prefeitura de Cachoeirinha, no Agreste. A apuração busca esclarecer o paradeiro de veículos comprados com recursos públicos após indícios apontados em uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do órgão.

De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça Olavo da Silva Leal, a denúncia relata que o município teria adquirido duas motocicletas zero quilômetro para a Guarda Municipal, ao custo de R$ 48.384,90, e um veículo avaliado em R$ 283.800, mas que os bens não estariam sendo localizados nem utilizados, levantando suspeitas de fraude em licitação e improbidade administrativa.

Em resposta ao Ministério Público, a Prefeitura de Cachoeirinha informou que a licitação destinada à compra das duas motocicletas foi fracassada, sem que houvesse aquisição dos veículos.

Sobre os automóveis, a gestão municipal afirmou que o Pregão Eletrônico nº 007/2025 resultou na compra regular de uma caminhonete Renault Duster Intense Plus, por R$ 131.990, e de uma Fiat Toro Volcano Turbodiesel 4×4, por R$ 211.480. Segundo a prefeitura, os veículos foram incorporados ao patrimônio do município e destinados, respectivamente, às secretarias de Educação e de Segurança e Defesa Cidadã.

No entanto, o MPPE destacou que a documentação apresentada não comprova a entrega definitiva nem a localização atual dos veículos. Conforme a portaria, não foram apresentados o termo de recebimento definitivo assinado pelo fiscal do contrato nem documentos que comprovem onde os automóveis estão.

Neoenergia anuncia investimento de R$ 9,7 bilhões e reforço do fornecimento de energia em Pernambuco até 2030

Neoenergia anuncia R$ 9,7 bilhões em investimentos para todo estado;  confira - Portal CBN Recife

A Neoenergia Pernambuco anunciou, nesta sexta-feira (3), um investimento recorde de R$ 9,7 bilhões para ampliar e modernizar a infraestrutura elétrica do estado entre 2026 e 2030.

O plano prevê a construção de novas subestações, expansão das redes de distribuição, implantação de redes subterrâneas em áreas estratégicas e projetos de digitalização do sistema elétrico em todas as regiões do estado.

O anúncio foi feito durante evento promovido em parceria com o LIDE Pernambuco, no Recife, que reuniu empresários e executivos da companhia. O montante representa um aumento de 123% em relação ao ciclo anterior e é o maior investimento já realizado pela concessionária no estado.

Segundo a empresa, serão construídas 25 novas subestações e ampliadas outras 34, incorporando 766 MVA de potência ao sistema elétrico pernambucano. O plano também contempla mais de 9 mil quilômetros de redes de alta e média tensão e a implantação de 141 novos alimentadores.

Mães de Pernambuco abre inscrições para novas vagas; veja quem pode receber

Mães de Pernambuco' abre 2.654 vagas para mulheres receberem auxílio de R$  300 | G1

As inscrições estão abertas para um novo ciclo do programa Mães de Pernambuco. Ao todo, são 2.634 vagas para o benefício mensal de R$ 300, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade.

Podem participar mulheres que moram em Pernambuco, recebem o Bolsa Família, não têm vínculo formal de emprego e são mães, gestantes ou responsáveis por crianças de até 6 anos. As inscrições seguem até 23 de julho. Confira todos os detalhes na reportagem em vídeo.

O benefício funciona como um complemento de renda ao Bolsa Família para garantir a segurança alimentar e o cuidado com crianças na primeira infância.

Inscrições para processo seletivo do IBGE são prorrogadas; saiba mais

IBGE: inscrições para 8,2 mil vagas temporárias terminam nesta quarta | G1

As inscrições para o processo seletivo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram prorrogadas até o próximo dia 9 de julho. A seleção conta com 190 vagas disponíveis para o estado da Paraíba.

O processo seletivo vai contratar profissionais temporários para atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, no site do IBFC, banca organizadora da seleção.

As inscrições devem ser feitas até às 14h do dia 9 de julho. A taxa é de R$ 53,00. Serão, no geral, disponibilizadas 8.238 vagas temporárias. Na Paraíba, foram destinadas 190 vagas, em 28 municípios.

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Já os salários variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, conforme o cargo.

Detalhes dos candidatos

Os candidatos devem ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação, estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos homens, com as obrigações militares, além de possuir aptidão física e mental para o exercício da função e atender aos demais requisitos previstos no edital.

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B é necessária para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR).

A aplicação das provas está prevista para acontecer no dia 27 de setembro.

Prefeito de Surubim, que chamou Gusttavo Lima de “ladrão”, é réu por compra de votos

Prefeito de Surubim, Cléber Chaparral/Reprodução/Facebook

O prefeito de Surubim, Cléber José de Aguiar da Silva (União), conhecido como Chaparral, que chamou o cantor Gusttavo Lima de “ladrão” após o cancelamento de um show na cidade, é réu na Justiça Eleitoral pelo crime de compra de votos para a eleição de 2024. A esposa dele, Juliana Barbosa da Silva Aguiar, que é prefeita de Casinhas, também é ré no caso.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral no último dia 29 de março deste ano e aceita no dia 4 de maio, à qual o Diario de Pernambuco teve acesso, entre julho e outubro de 2024, Chaparral, a esposa dele, e um homem identificado como Jonas Luiz do Nascimento exerceram compra de votos intencional.

No documento, o Ministério Público Eleitoral afirma que os três denunciados “deram, ofereceram e prometeram dinheiro em espécie, dádivas e vantagens indevidas” em troca de votos. A permuta envolvia até materiais de construção, exames e cirurgias de saúde, detalhou o Promotor de Justiça da 34ª Zona Eleitoral, Bruno Santacatharina Carvalho de Lima.

Plano

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Jonas Luiz do Nascimento seria o executor e tesoureiro de um plano de compras de voto, composto por ele, Chaparral e Juliana. Na denúncia, Jonas é descrito como “braço operacional e elo logístico” do esquema.

Já Juliana de Chaparral seria a coordenadora operacional do esquema. Atuando como “face política”, ela realizava visitas domiciliares, nas quais recolhia as demandas (quem precisava de cimento ou cirurgia) e firmava as promessas de “derrame de dinheiro”, confirmadas por testemunhas.

Além disso, ela é apontada como a responsável direta pelo contato com os eleitores beneficiados pela estrutura de Jonas.

Por fim, Cléber Chaparral seria o autor intelectual e financiador, de acordo com o MP Eleitoral. Ele teria submetido patrimônio e crédito comercial ao serviço do crime. Ele detinha o “controle final sobre ‘se’ e ‘quanto’ seria gasto no aliciamento, sendo o destinatário exclusivo do proveito do crime (o voto)”, descreveu o promotor.

Esquema

Durante a investigação, conduzida pela Polícia Federal, foi encontrado todo um esquema de compras de voto. Naquela ocasião, uma equipe policial flagrou Jonas Luiz do Nascimento em atitude concretamente suspeita, dando suporte a uma comitiva da candidata Juliana De Chaparral.

“Ao avistar a viatura, JONAS evadiu-se a pé, simplesmente abandonando um carro trancado, o qual, após ser guinchado e aberto mediante autorização de seu patrono, revelou o que a doutrina denomina de ‘kit de corrupção eleitoral profissionalizada’”, escreveu o promotor Bruno Lima.

No interior do automóvel, foram apreendidos R$ 23.700 em notas fracionadas, indicando prontidão para distribuição capilarizada. No entanto, outras coisas encontradas revelaram um “esquema sistêmico operado há meses”, destacou o órgão eleitoral.

Dentro do veículo tinha um “Diário de Corrupção” contendo listagens minuciosas de eleitores por localidade, com anotações de telefones e valores atribuídos a cada seção eleitoral, além de compromissos explícitos com a frase “falar com Chaparral”.

Uma análise técnica da Polícia Federal (PF) identificou, também, mais de 200 recibos e notas de compras efetuadas no “Comercial Lopes” entre julho e agosto de 2024. Os papéis eram marcados com rubricas de Jonas ou com o aviso de liberação dele. Tudo era relativo ao fornecimento de cimento, telhas e ferro a eleitores, cujas contas eram vinculadas à fazenda pessoal de Cléber Chaparral.

Além disso, também foram encontrados prontuários médicos, pedidos de cirurgia de catarata e encaminhamentos de exames para eleitores específicos, utilizados como moeda de troca. O promotor destaca esse ponto como “exploração da vulnerabilidade física da população em período crítico de campanha”.

Denúncia

Na denúncia, o promotor Bruno Santacatharina Carvalho de Lima pediu a condenação dos três denunciados por compra de votos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prática é punida com reclusão de um a quatro anos, além do pagamento de multa que pode variar de cinco a quinze dias-multa.

O promotor também solicitou uma indenização de no mínimo R$ 100 mil para reparação de danos morais coletivos. Além disso, também foi requerida a aplicação de efeitos extrapenais em caso de condenação, destacando a perda do cargo público e a inelegibilidade dos envolvidos.

O que diz a defesa

O Diario de Pernambuco procurou o advogado de Cléber Chaparral e Juliana Chapparal. Em nota, a defesa deles afirmou que “não existe qualquer elemento de prova que vincule Cléber Chaparral à suposta compra de votos”. Confira na íntegra:

“Cléber Chaparral possui uma história de vida marcada pelo trabalho e pela dedicação ao povo pernambucano. Sua trajetória política se iniciou como vereador em Orobó (20092012), município que posteriormente administrou como prefeito por dois mandatos (20132020), período em que teve todas as suas contas aprovadas pelos órgãos de controle, atestando a responsabilidade de sua gestão. Sua atuação foi expandida para a esfera estadual, onde exerceu o cargo de Deputado Estadual, sendo um dos parlamentares mais votados de Pernambuco em 2022, e, atualmente, exerce o mandato de Prefeito de Surubim, cargo para o qual foi eleito com amplo apoio popular. São aproximadamente 20 anos de vida pública pautada pela transparência, seriedade e sem qualquer mácula que desabone sua conduta perante a sociedade. Em relação ao Processo citado na matéria, a Defesa esclarece que os fatos narrados na denúncia criminal já foram amplamente analisados na Justiça Eleitoral através de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que tratou do mesmo núcleo fático e, após extensa instrução processual, FOI JULGADA TOTALMENTE IMPROCEDENTE, afastando a existência de abuso de poder, compra de votos, distribuição de dinheiro, materiais de construção, consultas médicas ou qualquer outra irregularidade eleitoral. O Ministério Público Eleitoral participou de toda a instrução da Ação e, mesmo assim, não interpôs recurso contra a sentença absolutória, circunstância que reforça a inexistência de novos elementos probatórios capazes de modificar as conclusões já alcançadas pelo Poder Judiciário.

Já no processo criminal em trâmite, apresentamos nova defesa à Justiça Eleitoral de Surubim e afirmamos categoricamente que não existe qualquer elemento de prova que vincule Cléber Chaparral à suposta compra de votos. A denúncia não identifica um único eleitor que tenha recebido vantagem em troca de voto, não individualiza qualquer conduta atribuída ao prefeito e se apoia em inferências já afastadas pela prova produzida na AIJE. Tudo isso se aplica a Juliana de Chaparral, que naquela oportunidade (campanha de 2024) estava concorrendo ao Cargo de Prefeita de Casinhas. A defesa reafirma sua plena confiança na Justiça Eleitoral e está convicta de que a ação penal terá o mesmo desfecho da AIJE, com o reconhecimento da absoluta inexistência de prática de corrupção eleitoral ou compra de votos”.

Do Diario de Pernambuco

Pix fez 61% dos brasileiros reduzirem ou abandonarem o uso de dinheiro em espécie, revela Serasa

Pix fez 61% dos brasileiros reduzirem ou abandonarem o uso de dinheiro em espécie, revela Serasa

Em meio a atualizações e novas regulamentações, o Pix segue consolidado como o principal meio de pagamento no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revelou os impactos da ferramenta: segundo o levantamento, 61% afirmam ter abandonado ou reduzido o uso do dinheiro em espécie após a popularização do Pix.

Ainda segundo o levantamento, 28% deixaram de usar boletos bancários com a mesma frequência, 17% diminuíram o uso do cartão de débito físico e 13% reduziram a utilização do cartão de crédito físico.

Além disso, o Pix vem provocando mudanças significativas nos hábitos financeiros dos brasileiros e conquistando espaço em diferentes tipos de transação: 57% dos entrevistados já utilizam o Pix para realizar transferências entre familiares e amigos, 36% em compras online e 24% para pagamentos em lojas físicas.

O avanço constante da ferramenta acompanha uma série de inovações que prometem tornar as transações ainda mais simples e rápidas. Entre elas está o Pix por aproximação, que passa a oferecer novas experiências ao consumidor durante a jornada de pagamento, incluindo funcionalidades que ampliam a visualização e o acompanhamento do saldo disponível antes da confirmação da compra.

Operação do MP investiga lavagem de dinheiro ligada a jogos e apostas ilegais na Paraíba e em Pernambuco

Uma operação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Estado (Draco/PCPB) cumpriu, nesta quarta-feira (1º), cinco mandados de busca e apreensão, nos estados da Paraíba e Pernambuco.

De acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), a investigação apura a prática, em tese, dos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A ação é um desdobramento do procedimento instaurado para apurar a exploração da imagem de crianças e adolescentes em publicações veiculadas na internet por influenciadores digitais.

Apostas ilegais

As apurações indicam que os recursos financeiros movimentados pelos investigados seriam provenientes de atividades relacionadas a jogos e apostas ilegais. Os indícios apontam que parte significativa dos valores, pagos semanalmente em espécie, teria origem na exploração de bancas do jogo do bicho. Os elementos reunidos apontam para a utilização de mecanismos destinados a ocultar e dissimular a origem ilícita desses ativos.

As medidas judiciais foram cumpridas em João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, e em Recife, Pernambuco, abrangendo residências e sedes de empresas supostamente vinculadas ao esquema investigado.

A operação tem como finalidade aprofundar a coleta de elementos probatórios, identificar o fluxo financeiro dos recursos ilícitos e subsidiar o avanço das investigações, sempre em observância às garantias constitucionais e ao devido processo legal.

Após suspeita de irregularidades, TCE mantém festas de Petrolândia e determina auditoria

Festa de 117º aniversário de Petrolândia (Foto: Prefeitura de Petrolândia via Instagram)

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) negou o pedido de medida cautelar que buscava suspender as contratações de shows artísticos para os festejos de São Pedro e das comemorações pelos 117 anos de Petrolândia, no Sertão pernambucano. Apesar de manter a realização dos eventos, a Corte determinou a abertura de uma auditoria especial para aprofundar a análise da legalidade e da economicidade das despesas realizadas pela prefeitura.

A decisão foi proferida pelo conselheiro relator Rodrigo Novaes, após representação da Inspetoria Regional de Arcoverde (IRAR), que apontou supostas irregularidades nas contratações artísticas promovidas pelo município. Segundo o relator, os indícios apresentados não possuem robustez suficiente para justificar a suspensão imediata das festividades por meio de medida cautelar.

Ele destacou que, embora os indicadores fiscais do município e o risco de comprometimento da prestação de serviços essenciais recomendem cautela na realização desse tipo de despesa, os requisitos legais para concessão da medida não ficaram demonstrados.

Rodrigo Novaes também considerou que a paralisação do evento poderia causar prejuízos significativos, uma vez que a estrutura da festa já estaria em fase de montagem e algumas apresentações estavam programadas para ocorrer a partir de terça-feira (30).

Para o conselheiro, a suspensão geraria um “risco de dano reverso desproporcional”, diante da possibilidade de prejuízos financeiros e da irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Na análise preliminar, o relator concluiu que não ficaram caracterizados os requisitos jurídicos necessários para a concessão da cautelar, como a plausibilidade do direito invocado (fumus boni juris) e o perigo da demora (periculum in mora).

Embora tenha rejeitado o pedido de suspensão, o Tribunal determinou à Diretoria de Controle Externo (DEX) a instauração de uma auditoria especial para examinar, de forma mais aprofundada, a economicidade e a legalidade das contratações de apresentações artísticas realizadas para os festejos do São Pedro e do 117º aniversário de Petrolândia.

A decisão ainda será submetida ao referendo da Primeira Câmara do TCE-PE.

Governo de Pernambuco lança plano inédito de combate e prevenção ao uso de drogas

O lançamento ocorreu durante o seminário "Prevenção é Compromisso Coletivo", realizado no Cais do Sertão, no Recife Antigo

O Governo de Pernambuco lançou, nesta segunda-feira (29), o Plano Estadual de Políticas sobre Drogas (Pepod), o primeiro documento desse tipo na história do estado. Apresentado pela vice-governadora Priscila Krause, que representou a governadora Raquel Lyra, o plano reúne diretrizes de prevenção, cuidado, proteção social e reinserção para pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente do uso de álcool e outras drogas. A estratégia deve balizar as ações estaduais na área até o ano de 2030.

De acordo com o governo, a elaboração do plano foi coordenada pela Secretaria Executiva de Políticas sobre Drogas, vinculada à Secretaria de Ação Social e Combate à Fome, e contou com um processo de escuta ativa que envolveu a sociedade civil, agentes públicos e os próprios usuários dos programas de acolhimento. A construção coletiva teve a participação do Conselho Estadual de Política sobre Drogas (Cepad) e envolveu diretamente dez secretarias estaduais, incluindo áreas como Educação, Saúde, Direitos Humanos, Defesa Social, Empreendedorismo e Mulher.

“Esse é o primeiro plano estadual de políticas sobre drogas da história de Pernambuco. Representa um avanço, um amadurecimento das nossas políticas, que são reveladas através das ações de prevenção. Esse plano foi construído por muitas mãos e dezenas e centenas de corações”, declarou a vice-governadora Priscila Krause, destacando o caráter intersetorial e coletivo da iniciativa.

MEC Livros é ampliado com mais de 7,8 mil obras em inglês e espanhol

O Ministério da Educação (MEC) ampliou o acervo do MEC Livros, com a disponibilização gratuita de 7.832 obras nas versões originais, em inglês e espanhol. Com os novos títulos, a plataforma passa a ter 17.610 obras em língua portuguesa; 6.468 em inglês e 2.724 em espanhol.

O objetivo é ampliar o acesso gratuito dos brasileiros a diferentes tradições literárias e culturais.

O acervo

Entre as 7.832 publicações incorporadas, o MEC destaca de clássicos da literatura da língua inglesa a sucessos contemporâneos. Entre os autores disponíveis estão William Shakespeare, Virginia Woolf, George Orwell e Emily Brontë, em inglês; e Gabriel García Márquez, Federico García Lorca e Teresa Orbegoso, em espanhol.

Além das obras em língua estrangeira, as novas incorporações incluem títulos em português, de diversos gêneros, publicados por editoras como HarperCollins Brasil, Fósforo, L&PM, Peirópolis, Ciranda, Callis e Hedra.

Aprendizagem de idiomas

O MEC aponta que a disponibilização de mais 7,8 mil livros em inglês e espanhol fortalece a aprendizagem de línguas estrangeiras já oferecida pela plataforma, de forma gratuita.

A ferramenta recém-lançada está disponível em versão web e aplicativo e oferece cursos com método de ensino estruturado para possibilitar o aprendizado autônomo das duas línguas, organizados do nível básico (A1) ao avançado (C2).

Ao todo, são cerca de 800 aulas já disponíveis, distribuídas em módulos que combinam conteúdos, exercícios de fixação e atividades de gamificação.

Atualmente, a plataforma reúne mais de 212 mil usuários ativos em todo o país.

Michelle deixa de seguir Eduardo e Carlos Bolsonaro após embates com filhos de ex-presidente

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou de seguir, nas redes sociais, os enteados Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro. A mudança ocorreu uma semana depois de ela publicar um vídeo em que relatou episódios de humilhação, desrespeito e mágoa envolvendo filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Michelle, no entanto, continua seguindo o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro, com quem protagonizou o principal embate público dos últimos dias.

O gesto amplia os sinais de desgaste na relação entre Michelle e parte da família Bolsonaro. A crise ganhou dimensão na última semana, quando a ex-primeira-dama divulgou dois vídeos, com cerca de 26 minutos no total, nos quais acusou Flávio de tê-la tratado com rispidez durante uma ligação telefônica.

Segundo ela, o senador afirmou que seria melhor que ela não interferisse nas decisões do partido e disse que ela “havia chegado ontem e não entendia nada de política”.

Michelle afirmou que se sentiu humilhada e classificou o episódio como “uma punhalada”. Nos vídeos, também destacou sua atuação à frente do PL Mulher, afirmando ter percorrido o país, estruturado diretórios em todas as unidades da federação e contribuído para a eleição de mais de mil mulheres em 2024.

Inicialmente, Flávio evitou responder diretamente às acusações. Durante uma transmissão ao vivo realizada antes de um jogo da seleção brasileira, afirmou que “nada nem ninguém” abalaria seu dia.

Horas depois, porém, divulgou uma nota na qual negou ter desrespeitado a madrasta e pediu desculpas caso isso tenha ocorrido. O senador também disse compreender a angústia de Michelle diante da situação de Jair Bolsonaro e afirmou que suas decisões políticas são tomadas com o respaldo do pai.

No dia seguinte, Flávio voltou a gravar um vídeo reiterando o pedido de desculpas e fez um apelo público à ex-primeira-dama. “O convite segue de pé e o coração segue aberto, Michelle. Porque a gente tem que focar no nosso Brasil. Posso contar com você?”, disse. A mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, também saiu em defesa do marido nas redes sociais, exaltando seu comportamento como esposo e pai.

Michelle, por sua vez, voltou a se manifestar para afirmar que “não há briga nem competição”. Em publicação nas redes sociais, disse apenas ter esclarecido uma situação que, segundo ela, vinha sendo deturpada, e pediu que suas declarações não fossem retiradas de contexto.

Eduardo defende Flávio e critica Michelle

Embora não tenha comentado diretamente o conflito, Eduardo Bolsonaro passou a compartilhar conteúdos críticos à madrasta. Entre eles, um vídeo intitulado “Dossiê: Michelle – As Notícias Desmentem”, além de publicações de aliados que atribuíram a ela motivações políticas para tornar público o episódio envolvendo Flávio.

Também republicou vídeos em defesa do irmão, classificando o senador como preparado para disputar a Presidência da República.

Os desentendimentos entre Michelle e os filhos do ex-presidente, no entanto, não são inéditos. Conflitos familiares e divergências políticas envolvendo a ex-primeira-dama e os enteados vêm sendo expostos publicamente desde 2021, em episódios que periodicamente voltam a provocar desgaste dentro do grupo político liderado por Jair Bolsonaro.

PRF apreende caminhão com excesso de peso de quase 29 toneladas, em Campina Grande

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu, nesta segunda-feira (29), uma combinação de veículos de carga trafegando com excesso de peso. O veículo vinha de Formosa do Rio Preto-BA e tinha como destino a cidade de Itatuba-PB.

De acordo com a PRF, o caminhão transportava 82.140 kg de milho. A soma do peso do veículo mais a carga atingiu impressionantes 106.782 kg. O veículo excedeu a Capacidade Máxima de Tração em 28.782 kg.

Segundo os agentes da fiscalização, o bitrem transformou-se em uma verdadeira “bomba ambulante”, apresentando alto risco de causar sinistros de grandes proporções devido à perda de eficiência dos freios e à falta de estabilidade.

Além disso, o sobrepeso severo causa danos prematuros ao pavimento asfáltico, assim como pontes e viadutos. O veículo está sob custódia.

Sou contra intervenção dos EUA na nossa soberania, diz governadora de Pernambuco Raquel Lyra

Raquel Lyra apresenta planos de investimento em PE - PSD - Partido Social  Democrático

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), disse ser contra qualquer intervenção externa na soberania brasileira ao falar sobre a possibilidade de os Estados Unidos ampliarem ações contra facções criminoas no Brasil, em entrevista no Frente a Frente, do Canal UOL.

A governadora foi questionada sobre a classificação de grupos criminosos como organizações terroristas, pelos EUA, e sobre a leitura de que isso poderia abrir caminho para interferência estrangeira no Brasil.

“[Sou contra] Qualquer intervenção de um agente externo na soberania brasileira. Se os Estados Unidos quiserem ajudar o Brasil, tenho certeza de que o presidente Lula vai querer. Quer dar dinheiro para cá, vamos colocar dinheiro aqui para ajudar no combate à segurança pública, à violência. Mas intervenção na nossa soberania, não”, disse Raquel Lyra

A governadora também afirmou que a discussão, para ela, passa por fortalecer políticas internas de segurança pública, sem depender de medidas externas.

Ao falar sobre a divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios na segurança pública, a governadora afirmou que o peso do trabalho fica concentrado nos governos estaduais e citou mudanças na execução de recursos federais, com a estruturação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

‘A gente precisa estruturar o serviço, o Sistema Único de Segurança Pública. É isso que a gente tem defendido, com recursos sendo repassados de maneira sistemática para os estados e, em parte, para os municípios. Mas o estado é que detém o maior bolo de recursos e competências para a segurança pública”, concluiu Raquel Lyra.

A governadora também defendeu sistemas de inteligência, integração de bases de dados, fortalecimento, integração de forças de segurança e “o fechamento das fronteiras” como prioridades para reduzir a entrada de drogas no Brasil.

Tribunal de Contas julga auditoria especial em São José do Egito sobre locação de trator em 2017

O processo TCE-PE nº 21100006-1, foi analisado e julgado pela Segunda Câmara do TCE, referente a uma auditoria especial realizada na Prefeitura Municipal de São José do Egito, abordou irregularidades em um contrato de locação de trator de esteira firmado em 2017, cujo valor total desembolsado atingiu R$ 667.602,00.

Os principais problemas identificados incluem prorrogações contratuais sem justificação legal, falta de tratamento diferenciado para microempresas, exigências excessivas em pregões e irregularidades no projeto básico do contrato. O relator, Conselheiro Substituto Ruy Ricardo Harten, indicou que o prazo para imposição de penalidades havia prescrito em 10/02/2026, mas recomendou a apreciação das questões de fundo. As falhas nos processos licitatórios foram atribuídas a vários responsáveis, incluindo o Prefeito, que não verificou a legalidade dos aditivos contratuais.

Apesar das irregularidades encontradas, a recomendação foi para a adoção de medidas corretivas, em vez de sanções severas, como a declaração de inidoneidade. O acórdão também destacou a importância de um controle mais rigoroso nas despesas públicas e no tratamento de microempresas em futuras contratações.