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Após criticar o reajuste de Lula ao Bolsa Família, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ontem que manterá a correção de 15,04% do programa caso vença a eleição presidencial.
Antes, o senador chamou o reajuste de Lula de “ilegal”. “Está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 por mês? Além de manter esse reajuste, vou fazer muito mais”, afirmou, horas depois. Ele criticou o fato de o anúncio ter ocorrido a poucos dias do primeiro turno.
Flávio elogiou o aumento dado pelo pai, sem dizer que a medida também foi tomada por Jair Bolsonaro em período eleitoral. O ex-presidente reajustou o valor do benefício em agosto de 2022 em 50%, de R$ 400 para R$ 600, e mudou o nome do programa social para Auxílio Brasil, numa tentativa de desvinculá-lo de Lula.
O senador também criticou o aliado Zé Trovão (PL-SC). O deputado federal entrou com uma ação no TSE para suspender o reajuste. O pedido foi rejeitado pelo ministro André Mendonça. “Não pedi isso. Sou contra”, disse.