Próximos meses serão de temperaturas elevadas e pouca chuva, diz Apac

O verão em Pernambuco deve registrar temperaturas elevadas, acima da média, e pouca chuva. A previsão é referente ao primeiro trimestre de 2026 e foi divulgada pela presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Suzana Montenegro, nesta terça-feira (20).

De acordo com a Apac, o cenário esperado para os meses de janeiro, fevereiro e março indica um comportamento climático típico do verão, com calor mais intenso e volumes de chuva que devem variar entre a média histórica e valores ligeiramente abaixo do esperado para o período.

Em entrevista à Rádio SEI, Suzana Montenegro explicou que as condições não serão homogêneas em todo o estado e tendem a provocar impactos distintos entre as regiões.

“A previsão para o trimestre janeiro, fevereiro e março é de chuvas dentro da normalidade climatológica (dentro da média) e um pouco abaixo da média, e temperaturas elevadas, acima da média, que é o que nós esperamos para esta época do verão. Claro que a gente tem impactos diferentes ao longo do estado. Por exemplo, no Sertão, já estamos no período seco. Então, vai ser a região que tende a ter um maior impacto. Mas isso também deve impactar as outras regiões”, afirmou.

O Sertão deve sentir de forma mais intensa os efeitos do período seco, especialmente em áreas que já vêm enfrentando dificuldades relacionadas à escassez hídrica. Conforme a Apac, ao longo de 2025 foi observado um agravamento da seca em algumas regiões do estado, com destaque para o extremo oeste pernambucano.

“Ao longo de 2025, nós vimos o agravamento da seca, principalmente no extremo oeste do estado, mais especificamente no Sertão do São Francisco, que passou de uma seca fraca para uma seca extrema, e também na região do Agreste, principalmente o Agreste Central, que passou de uma seca moderada para extrema”, destaca Suzana.

Ainda segundo a presidente da Apac, a seca extrema não indica o nível mais elevado de criticidade. “Não temos nenhum município em situação de grande criticidade, embora, para nós pernambucanos, isso já seja uma situação crítica. Mas, em relação à indicação dos monitores, nós temos secas extremas que foram evoluindo ao longo de 2025”, pontua.

Apesar da previsão de chuvas dentro ou abaixo da média, a agência alerta que isso não significa ausência de precipitações mais intensas. O regime de chuvas em Pernambuco é marcado por grande variabilidade, o que pode resultar em episódios pontuais de volumes elevados, mesmo em períodos considerados mais secos.