Caso Beatriz: Ministério Público Federal pede que recurso da defesa do réu não seja levado ao STF

Beatriz Angélica foi assassinada no colégio onde estudava, em Petrolina, em 10 de dezembro de 2015

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer contrário ao recurso extraordinário interposto pela defesa de Marcelo da Silva, assassino confesso da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos. Com derrotas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), os advogados do réu tentam levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de impedir o júri popular do crime ocorrido em Petrolina há mais de dez anos.

No parecer, anexado aos autos do processo na terça-feira (20), o MPF pontuou que os argumentos apresentados pela defesa – de supostas falhas no andamento das investigações e de questionamentos às decisões das instâncias inferiores – não são suficientes para mudar o que já foi decidido, pois os fundamentos anteriores continuam firmes e impedem que o pedido dos advogados seja analisado no STF.

O STJ ainda vai decidir se o recurso extraordinário será levado ao STF.

O crime completou uma década em 10 de dezembro de 2025. A menina foi assassinada a facadas durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Ela estava na quadra poliesportiva com os pais e saiu para beber água.

Segundo as investigações, Marcelo entrou na instituição de ensino e fez a abordagem violenta, levando a menina até uma sala desativada e praticando o crime. Ele teria abordado outras crianças antes, mas sem violência.