Serra Talhada recebe seminário para discutir desenvolvimento do Semiárido pernambucano

IImportância da Transnordestina para o desenvolvimento do Semiárido será um dos temas discutidos no seminário realizado pelo Crea-PE

O Semiárido pernambucano tem potencial para impulsionar o desenvolvimento do Nordeste. É com esse olhar que o Crea-PE promove, pela primeira vez em Serra Talhada, o seminário “Desenvolvimento do Semiárido Pernambucano – Áreas Estratégicas”, no dia 4 de setembro, no auditório do Senac. O encontro é gratuito e reunirá especialistas, representantes do setor público e privado e a comunidade acadêmica para discutir temas estratégicos, como logística, desenvolvimento sustentável, energias renováveis e educação.

A iniciativa é do Comitê Tecnológico Permanente (CTP) do Crea-PE e marca a interiorização das ações do Conselho. “O Crea vem discutindo a interiorização do desenvolvimento pernambucano. Sai dos limites do Recife e da RMR e leva o Conselho para o interior. O desafio é ampliar o crescimento estadual, agregando e discutindo projetos que levam emprego, desenvolvimento e receita para os municípios”, destaca o presidente do Crea-PE, Adriano Lucena.

A programação começa às 8h, com a palestra “Os impactos da duplicação da Rodovia BR-232 e da Ferrovia Transnordestina na economia do Agreste e do Sertão”, ministrada por Amanda Aires, secretária executiva de Atração de Investimentos e Estudos Econômicos de Pernambuco, e pelo ex-superintendente da Sudene, Danilo Cabral.

Após o intervalo para o almoço, o consultor e empresário Everaldo Feitosa, ex-diretor do Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE), apresenta a palestra online “O papel das energias renováveis na matriz energética regional”.

“A palestra abordará a importância do Semiárido para a geração de energia eólica e solar. O Nordeste tem o maior potencial para as duas fontes de energia (solar e eólica)”, pontua Feitosa, lembrando que a constância dos ventos e a alta incidência solar colocam a região em destaque mundial — perdendo apenas para a Arábia Saudita, no caso da energia solar.