PT se aliará com centro-direita para evitar domínio bolsonarista no Senado

Eleitores pobres e da periferia migram de Bolsonaro para Lula - Jornal O  Globo

O PT vai ser pragmático na eleição para o Senado, em 2026. Ele está aberto a alianças com partidos de vários espectros políticos, incluindo a centro-direita.

Partido reage a estratégia de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente deu prioridade à disputa no Senado e planeja eleger pelo menos 30 senadores entre as 54 vagas que serão abertas —são duas por estado.

Lula já foi consultado sobre os planos do PT. Ficou definido que o partido vai ser realista para evitar o domínio da direita. Entre as consequências que preocupam, está a cassação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a começar por Alexandre de Moraes, a quem os bolsonaristas chamam de “ditador de toga.

Mas há outros desdobramentos que o PT deseja impedir. Atual presidente do partido, o senador Humberto Costa (PE) afirma que indicações para agências reguladoras e aprovações de funcionários do corpo diplomático podem ser comprometidas.

De olho nisso, o partido entrou na preparação para a eleição ao Senado. O Grupo de Trabalho Eleitoral já está em funcionamento, apesar de historicamente ser aberto apenas no ano da campanha.

Ficou decidido que haverá o lançamento de candidatos do PT onde houver chances de vitória. Alianças serão buscadas nos estados onde não surgirem nomes competitivos. Humberto Costa declarou que o partido está aberto para acordos com esquerda, centro-esquerda, centro-esquerda, centro e até centro-direita.

“Onde houver viabilidade, o PT terá candidato. Onde não não houver, vamos trabalhar com a busca por alianças,” disse Humberto Costa (PT-PE).

Do UOL