Recursos apreendidos do crime organizado podem ser revertidos para investimentos na Polícia Civil

Imagem relacionadaRecursos oriundos de operações da Polícia Civil de Pernambuco, cuja perda houver sido declarada por decisão da Justiça Estadual, relacionados direta ou indiretamente à prática de crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos e valores podem ter uma destinação específica: o Fundo de Reequipamento da Polícia Civil de Pernambuco (Funrepol). Esse é o objetivo do Projeto de Lei 97/2019, de autoria da deputada Gleide ngelo, aprovado por unanimidade ontem no plenário da Assembleia Legislativa do estado. Segundo a deputada, a medida, que já é utilizada no estado de Goiás, visa fortalecer o trabalho da Polícia Civil, sobretudo através do investimento em tecnologias avançadas.

“Normalmente, os recursos e bens apreendidos em operações de combate a esse tipo de crime ficam à disposição da Justiça, que irá analisar. O que é lícito, é devolvido ao investigado. O que não é lícito segue para a conta única do Governo do Estado, quando serão feitas as deduções legais. E o que sobra desse montante, o próprio estado regulamenta a destinação. O que esse projeto de lei prevê é que esses recursos sejam destinados ao Funrepol. Não é para salário, nem folha de pagamento, mas para aparelhar melhor a Polícia Civil e fortalecer o combate aos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens”, explica Gleide Ângelo.