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No 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Fórum aponta queda em diferentes tipos de roubo, enquanto estelionatos por celular e internet disparam. Para Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública a mudança indica uma migração do crime patrimonial para a tela pois os criminosos estão trocando roubos na rua por golpes e fraudes digitais, com mais lucro e menos risco de punição.
“Os criminosos entenderam que eles podem ganhar muito mais dinheiro numa outra escala e com menor risco de serem pegos, aplicando golpes e fraudes e, enfim, estão parando de roubar. A gente teve uma queda de 20% nos roubos de veículo, 23% nos roubos a transeunte, 18% de queda nos roubos a comércio, 20% de queda nos roubos a residência, 20% de queda nos roubos de carga e 18,6% de redução nos roubos de celular”, afirma Samira Bueno.
Bueno detalha que, enquanto os roubos com ameaça ou violência recuaram, os furtos ficaram praticamente estáveis. Segundo ela, os furtos de celular cresceram 0,9% no último ano, mantendo-se como a modalidade mais comum.
O anuário registra 483 mil furtos de celular e 308 mil roubos de celular no período citado por Bueno. Ela explica que o furto costuma ocorrer sem abordagem direta, o que reduz o risco para o criminoso – e, muitas vezes, a vítima só percebe depois.
“O furto é aquele crime que a pessoa subtrai o seu celular normalmente sem que você perceba. Eu tava andando na rua com o celular na mão e passou um cara de bike bem rápido, arrancou o celular da minha mão. A Secretaria de Segurança Pública entendeu que isso era um furto qualificado. Já o roubo é esse caso que você é abordado. Eu estava dentro de um transporte por aplicativo e o criminoso abordou o motorista com arma na cabeça e depois meteu arma na minha cara e pediu o celular”, conclui.