Eduardo da Fonte diz que Raquel não deve “fechar as portas” nem a Lula nem a Flávio Bolsonaro

Pré-candidato ao Senado cedeu entrevista ao Diario de Pernambuco nesta segunda (18)/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

Em meio às articulações para as eleições de 2026, o pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) afirmou, nesta segunda-feira (18), em entrevista exclusiva ao Diario de Pernambuco, que a governadora Raquel Lyra (PSD) deve manter diálogo aberto com todos os campos políticos e preservar a “sintonia” com o Governo Federal, independentemente de quem esteja ocupando o cargo de presidente da República.

Ao comentar a disputa interna por espaço na chapa governista, o parlamentar reconheceu que a base de Raquel reúne diversos nomes competitivos para o Senado, entre eles Miguel Coelho e Túlio Gadêlha, e defendeu que a escolha passe pela representatividade política, capacidade de entrega e força eleitoral. Na entrevista, ele também disse que a Federação União Progressista deve permanecer neutra na corrida presidencial, sem fechar portas para pré-candidatos como Flávio Bolsonaro (PL).

Sobre a construção política da sua pré-candidatura ao Senado dentro da base da governadora Raquel Lyra, da Fonte disse que defende o debate e que todos estarão com a governadora. “Esse momento do calendário eleitoral gera uma ansiedade muito grande em todos que fazem parte dele. Isso gera uma ansiedade muito grande e é natural que haja conversas e discussões internas para que aconteça o afunilamento. Foi isso que aconteceu. O entendimento é de que estaremos com a governadora Raquel Lyra, mas vamos precisar debater também quem serão os outros membros que farão parte da chapa majoritária. Nós temos quadros importantes na nossa federação.

Hoje, a Federação União Progressista é a maior federação do Brasil e, consequentemente, a maior de Pernambuco, não só pelo tamanho partidário, mas também pela representatividade no nosso estado. Tivemos nossa pré-candidatura ao Senado oficializada no mesmo dia em que fomos declarar apoio à governadora. Vamos agora entrar nesse processo de construção para que possamos oficializar nossa candidatura ao Senado em agosto, buscando uma construção coletiva, ouvindo os membros do partido e o conjunto político que compõe o palanque da governadora, para que possamos ter uma eleição vitoriosa no dia 4 de outubro, que é a outra data fundamental”, disse Eduardo.