Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas

PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltasA Polícia Federal afastou, preventivamente, Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas não justificadas.

Eduardo deverá entregar arma de fogo e carteira funcional em até cinco dias úteis. O despacho do corregedor regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro é do dia 10 de fevereiro, mas foi publicado hoje.

Em 2 de janeiro, a corporação havia determinado que Eduardo voltasse ao cargo de escrivão. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive nos Estados Unidos desde março de 2025. Eduardo estava afastado das funções na PF para cumprir o mandato de deputado federal na Câmara dos Deputados.

O documento determinava o “retorno imediato ao exercício do cargo efetivo”. E destacava que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.

Eduardo esteve no cargo de escrivão da PF entre 2010 e 2014. De acordo com sua biografia no site da Câmara dos Deputados, ele trabalhou nos departamentos de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de tomar posse como deputado federal.

Além do cargo na PF, Eduardo perdeu o mandato de deputado em 2025 por não comparecer às sessões deliberativas. Eduardo contabilizou 59 faltas em 18 de dezembro e ultrapassou o limite de ausências previsto na Constituição.