Salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer nesta quinta (1º)

O novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, começa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste é de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, e reflete a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pela regra do arcabouço fiscal.

Com a limitação, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto, o salário mínimo teria chegado a R$ 1.636 em 2026.

O salário mínimo serve de referência para uma série de benefícios e obrigações, como aposentadorias, pensões e auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pagos pelo piso, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o abono do PIS/Pasep, o valor mínimo do seguro-desemprego, além de contribuições mensais do MEI (microempreendedor individual) e limites para ações judiciais.

A política de valorização do salário mínimo, retomada no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevê correção pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes. Em 2024, o INPC acumulado foi de 4,18%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto a economia cresceu 3,4%.

Moraes nega prisão domiciliar e determina que Bolsonaro volte à PF após alta

Bolsonaro pede 'investigação e punição severa' a militar preso com cocaína  em voo de apoio à comitiva presidencial - Jornal O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele cumprisse a pena em regime domiciliar. Segundo a decisão, publicada nesta quinta-feira, 1º, há os requisitos legais necessários para a concessão da domiciliar. 

Bolsonaro está internado em um hospital de Brasília desde 24 de dezembro para procedimentos médicos e tem alta prevista para esta quinta-feira, 1º. Os médicos de Bolsonaro, Brasil Caiado e Cláudio Birolini, afirmaram nesta segunda, 29, que o político apresentou melhora com os procedimentos cirúrgicos e que teve um controle maior nas crises de soluços, mesmo que elas não tenham cessado.

Moraes destacou que houve por parte do ex-mandatário “reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão, e de atos concretos visando a fuga”, apontando, inclusive, para a violação da tornozeleira eletrônica. 

O ministro do STF declarou ainda que, diferente do que a defesa de Bolsonaro alegou, não houve agravamento do quadro clínico dele, indicando laudos médicos que comprovam a melhora dos desconfortos que sentia, após as cirurgias. Por isso, foi determinado que ele retorne à Superintendência da Polícia Federal após a alta hospitalar. 

“Destaco, ainda, que, todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da defesa podem ser integralmente realizadas na Superintendência da Polícia Federal, sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que, desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 horas por dia; bem como, autorizado acesso integral de seus médicos, com os medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida por seus familiares”, diz um trecho da decisão.

Igreja no Brasil ganha nova diocese, no Ceará, e dom Luis Pepeu assumirá o comando

O Papa Leão XIV criou a diocese de Baturité, no Ceará, nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. O primeiro bispo será dom Luís Gonzaga Pepeu, franciscano capuchinho que foi arcebispo de Vitória da Conquista (BA), entre 2008 e 2019. A nova diocese tem o território desmembrado da arquidiocese de Fortaleza (CE) e é formada por 14 municípios, com total de 298.221 habitantes, segundos os dados do Censo de 2022.

Informações da nova diocese

Na área oeste da arquidiocese de Fortaleza, a diocese Baturité abrange os seguintes municípios: Acarape, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Canindé, Caridade, Guaramiranga, Mulungu, Pacoti, Ocara, Palmácia, Paramoti e Redenção. A área total é de 7.072 Km².

De acordo com os dados de 2022, são 298.221 habitantes, 21 paróquias e uma área pastoral.

A comunidade contará, inicialmente, com o serviço pastoral de 28 sacerdotes diocesanos, 11 sacerdotes religiosos, um diácono permanente, seis seminaristas, 10 religiosos e 31 religiosas.

Já a arquidiocese de Fortaleza, fica, a partir de agora, com 17 municípios, num total de 8.099km² e população de 3.823.570. Sâo 124 paróquias e 4 áreas pastorais antendidas por 280 sacerdotes diocesanos; 176 sacerdotes religiosos; 63 diáconos permanentes e 7 transitórios; 91 seminaristas; 228 religiosos e 494 religiosas.

Primeiro bispo de Baturité
Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu nasceu em Caruaru (PE), no dia 18 de fevereiro de 1957. É membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da Província do Nordeste do Brasil.

Ingressou no Aspirantado dos Capuchinhos (Educandário Frei Damião), em Caruaru, no dia 15 de maio de 1968, e no Seminário Menor dos Capuchinhos, em Maceió (AL), no dia 17 de fevereiro de 1973. Iniciou o noviciado em 1977, fez a profissão religiosa em 17 de janeiro de 1978 e a profissão perpétua no dia 8 de dezembro de 1980.

Cursou Filosofia e Teologia no Seminário São Francisco de Assis, da Província dos Capuchinhos de São Paulo, de 1978 a 1981, concluindo o último ano de Teologia, em 1982, no Instituto de Teologia do Recife (ITER). Foi ordenado diácono no dia 8 de maio de 1982, em Caruaru, e presbítero no dia 8 de dezembro de 1982, ambas na diocese de Caruaru.

No âmbito da vida religiosa e do ministério presbiteral, exerceu, entre outros serviços, as funções de mestre de noviços, promotor vocacional, conselheiro provincial, vigário provincial, ecônomo provincial, guardião, vigário da fraternidade, pároco, vigário paroquial, administrador paroquial, ministro provincial por dois períodos, presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil (CCB), co-capelão da Comunidade Portuguesa em Washington, DC, membro da Comissão de Justiça, Paz e Ecologia da Ordem dos Capuchinhos, guardião da Cúria Geral dos Capuchinhos e assessor da Procuradoria Geral da Ordem, em Roma.

De 1996 a 1998, cursou o mestrado em Direito Canônico na Universidade Católica da América, em Washington, DC (EUA), obtendo a licenciatura em Direito Canônico (JCL). De 1999 a 2001, concluiu o doutorado em Direito Canônico (JCD) pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma. Realizou a convalidação do Bacharelado em Teologia na Universidade Católica do Salvador (UCSAL), em Salvador (BA).

Seu ministério episcopal tem início com a nomeação como terceiro bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, no dia 13 de junho de 2001, pelo Papa São João Paulo II. A ordenação foi no dia 6 de outubro do mesmo ano. Escolheu como lema episcopal Lema episcopal: Ne timeas, tecum ego sum (Não temas, estou contigo – Jr 1,8).

De 2001 a 2008, foi moderador do Tribunal Eclesiástico do Regional Nordeste 2 da CNBB, membro do Conselho Econômico Episcopal do Regional e membro efetivo da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância da CNBB.

No dia 11 de junho de 2008, foi transferido pelo Papa Bento XVI para a arquidiocese de Vitória da Conquista (BA), como seu segundo arcebispo metropolitano. De 2009 a 2010, foi presidente do Sub-regional V do Regional Nordeste 3 da CNBB. De 2011 a 2015, exerceu a presidência do Regional NE 3 e integrou o Conselho Permanente da CNBB. De 2010 a 2012, foi membro da Comissão Episcopal para a Implementação do Acordo Brasil–Santa Sé. De 2015 a 2024, foi bispo referencial para os bispos eméritos do Regional NE 3. No dia 9 de outubro de 2019, teve aceita pelo Papa Francisco a sua renúncia ao governo pastoral da arquidiocese de Vitória da Conquista, sendo, ao mesmo tempo, nomeado administrador apostólico da mesma arquidiocese até o dia 14 de dezembro de 2019.

Entre 2021 e o início de 2022 atuou em diferentes funções na arquidiocese de Olinda e recife, como vigário geral, presidente da Câmara Eclesiástica e moderador da Cúria Metropolitana. Também atuou como professor: de Direito Canônico, no Curso de Teologia da diocese de Caruaru, no segundo semestre de 2021; e de Teologia, como professor convidado no curso de Mestrado em Direito Canônico do Instituto Superior de Direito Canônico da Universidade Católica de Pernambuco, em Recife, em outubro de 2025.

Regras da aposentadoria do INSS mudam a partir desta quinta (1º); veja quem consegue o benefício em 2026

Aposentadoria mais rápida: INSS Digital será implantado no Estado do Rio -  Jornal O Globo

Com a chegada de 2026, trabalhadores que estão prestes a se aposentar precisam estar atentos às novas exigências da reforma da Previdência. Desde a sua aprovação, a nova norma altera parte das regras a cada ano.

A regra geral exige que mulheres se aposentem com idade mínima de 62 anos, e pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens, são 65 anos de idade e 20 de contribuição.

Para quem já contribuía com o INSS antes da aprovação da reforma, em novembro de 2019, o governo criou um regime de transição que prevê alterações todos os anos, até 2031, nas regras para aposentadoria.

Veja o que muda para essas pessoas em 2026:

A idade mínima para solicitar a aposentadoria sobe seis meses em relação ao regime anterior. As mulheres precisam ter, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima passa a ser de 64 anos e seis meses.
O tempo mínimo de contribuição é de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens.
Também há mudanças na regra dos pontos, que soma o tempo de contribuição com a idade do trabalhador. A pontuação mínima exigida será de 93 para mulheres e de 103 pontos para homens.