
Diante da investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) que expôs um esquema bilionário de desvios em aposentadorias e pensões, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, reconheceu que houve lentidão na implementação de medidas para combater as fraudes.
Em entrevista ao Globo, Lupi negou qualquer omissão de sua parte e afirmou não se sentir desconfortável em permanecer no governo de Lula. “No governo, tudo é demorado. Eu sabia o que estava acontecendo, das denúncias. Eu sabia que estava havendo um aumento muito grande (dos descontos nas mensalidades), que precisava fazer uma instrução normativa para acabar com isso e comecei a me irritar pela demora. Só que o tempo no governo não é o tempo de uma empresa privada”, declarou o ministro.
A operação “Sem Desconto”, deflagrada na última quarta-feira, investiga descontos irregulares efetuados por associações conveniadas ao INSS, com um desvio estimado em mais de R$ 6 bilhões nos últimos anos. O presidente Lula determinou a demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, indicado e defendido por Lupi.