Ministério Público pede aumento da pena para o ex-promotor Marcellus Ugiette, condenado por corrupção

Marcellus Ugiette atuava na Promotoria de Execuções Penais da Capital. Ele nega as acusações

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) interpôs recurso de apelação na Justiça para aumentar a pena do ex-promotor de Justiça Marcellus Ugiette, condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na sentença, publicada na semana passada, a juíza Roberta Franco Nogueira, da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária de Recife, determinou que Ugiette cumpra dez anos e nove meses de prisão inicialmente em regime fechado. Mas com direito a recorrer em liberdade.

A investigação indicou que ele usou o cargo público para evitar que um preso condenado por estupro de vulnerável fosse transferido de unidade prisional. Em troca, recebeu R$ 3 mil em dinheiro e um Iphone.

O presidiário Gilson Fonseca dos Santos, que teria sido beneficiado, e a esposa dele, Genilza Gonçalves Carneiro, responsável pelos pagamentos a ugiette, também foram condenados por corrupção ativa. O primeiro recebeu a pena de seis anos e oito meses de prisão. A segunda, quatro anos e seis meses de prisão.