PF abre inquérito sobre diretor-geral da PRF após operações no Nordeste

A Polícia Federal abriu um inquérito para avaliar a conduta do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. O foco da investigação, de acordo com fontes ouvidas, é verificar se Silvinei foi omisso em relação a eventuais abusos da corporação durante o segundo turno das eleições deste ano.

A previsão é que Silvinei seja chamado para depor nos próximos dias, na superintendência da PF no Distrito Federal. No dia 30 de novembro, quando ocorreu o segundo turno, a PRF realizou diversas operações de abordagem em rodovias, com foco principalmente em estados do Nordeste. As ações provocaram engarrafamentos e atrasos, e a corporação foi acusada de tentar impedir o acesso dos eleitores às sessões de votação.

No mesmo dia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, determinou a suspensão das operações contra ônibus do transporte público e outros veículos que transportassem eleitores. Silvinei chegou a ter a prisão pedida por parlamentares.

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PRF afirma que, no dia do segundo turno das eleições, foram empregados 4.341 agentes, o que representa 37% do efetivo total. A corporação admite ter reduzido o número de agentes após o término da votação.

De acordo com os dados, na Operação Eleições havia 4.163 agentes atuando. Na Operação Rescaldo, realizada no dia seguinte ao da votação, o número caiu para 2.725. O documento alega que a redução ocorreu em razão da diminuição de agentes em serviços voluntários.