Recursos do Fundef: Ministério Público Federal cobra ao Governo de Pernambuco plano de gastos

Governo de Pernambuco paga quase R$ 4 bilhões de recursos do Fundef para os  profissionais da educação do Estado; saiba detalhes - Portal de Prefeitura

O Ministério Público Federal (MPF) cobrou do Governo de Pernambuco a apresentação de plano de aplicação detalhado dos valores recebidos da União, a título de complementação, de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). A apresentação desse planejamento foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou constitucional a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que estabeleceu tal exigência.

O TCU, nos acórdãos n.º 2866/2018 e nº 1824/2017, e o STF determinaram que Pernambuco e os demais entes da Federação elaborem um plano de aplicação dos recursos recebidos da União compatível com o Plano Nacional de Educação (Lei n.º 13.005/2014), em linguagem clara, com informações precisas e indicando os valores envolvidos em cada ação e despesa planejada. Até o presente momento, o Estado de Pernambuco não apresentou plano de aplicação com esse nível de detalhamento.

Os recursos recebidos a título de complementação da União em razão de precatórios do Fundef pelos estados e municípios brasileiros devem ser utilizados exclusivamente, de acordo com a Emenda Constitucional n.º 114/2021, na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental público e na valorização de seu magistério. Do montante recebido, no mínimo 60% deverão ser repassados aos profissionais do magistério. Os outros 40% poderão ser investidos na melhoria da infraestrutura escolar e em áreas pedagógicas.