
A janela que autoriza a mudança de partido sem perda de mandato levou o PSB a ver sua bancada na Câmara dos Deputados cair de 30 para 22 parlamentares, em uma queda superior a 25%.
A cúpula do PT avalia em conversas reservadas que essas baixas retiram força da legenda nas negociações para impor seus candidatos em estados importantes, como São Paulo e Rio Grande do Sul.
Petistas apostam que o enfraquecimento do PSB irá reforçar a articulação de parte do PT para que o partido não entregue nada além do posto de vice para Geraldo Alckmin (PSB) e os apoios no Rio de Janeiro, em Pernambuco e no Maranhão.
O nome de Alckmin para compor a chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi apresentado pelo PSB na última sexta-feira (8). A ideia do petista é que o ex-governador de São Paulo o ajude a dialogar com setores conservadores da sociedade e com o meio empresarial.
Ele também terá o desafio de manter uma relação harmônica com o PT enquanto seus aliados cobram apoio em negociações estaduais.
O principal ponto de divergência entre as siglas está em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.