Coligação de João Campos apresenta nova denúncia na Polícia Federal

João Campos fala em “senso de urgência” e defende retomada de investimentos  em Pernambuco - PSB 40

A Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), apresentou, nesta sexta-feira (4), uma nova denúncia junto à Polícia Federal. No processo, a defesa aponta a supressão e alteração de informações na página e no perfil Bastidor.pe, manifestando preocupação com a possível destruição de provas durante as investigações.

Segundo o corpo jurídico da coligação, a exclusão de postagens pode dificultar a identificação da origem da fotografia, dos responsáveis pela divulgação dos cartazes apócrifos, além do rastreamento de aparelhos, contas e endereços de IP da postagem inicial.

Além disso, a Frente Popular argumenta que o perfil Bastidor.pe publicou a única foto do panfleto que cita o marido da governadora Raquel Lyra (PDS). Seus três fundadores, segundo a coligação, foram assessores comissionados da candidata à reeleição, sendo um deles identificado como atual videomaker da campanha da gestora estadual.

Panfletos apócrifos: o que se sabe até agora?

O material, responsável por uma nova frente de disputa judicial entre as campanhas que concorrem ao Governo de Pernambuco, foi encontrado no Bairro do Recife no domingo (30) e passou a ser alvo de investigações das polícias e da Justiça Eleitoral. Entre as peças, havia uma que fazia referência ao empresário Fernando Lucena, marido de Raquel, que morreu em 2022. Outros cartazes também associavam a imagem da governadora a figuras políticas e personagens envolvidos em crimes.

Até o momento, não há identificação pública de quem produziu e determinou a distribuição dos materiais. A Justiça Eleitoral, inclusive, determinou a abertura de investigação para tentar esclarecer a autoria.

A Polícia Civil de Pernambuco confirmou a abertura de um inquérito para identificar os responsáveis pela produção e distribuição do material. A investigação é coordenada pela 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, no Recife, e o caso foi inicialmente registrado como calúnia.

Além disso, a PF deverá buscar quem colocou os cartazes nas ruas e também a origem dos arquivos utilizados para produzi-los, eventual gráfica ou equipamento de impressão, financiamento, transporte, armazenamento e distribuição. A apuração ainda deverá verificar se houve participação de eventuais mandantes, financiadores ou beneficiários.