Advogado de Amisadai aciona PF e diz suspeitar de “armação” em gravações sobre suposto “gabinete do ódio”

Servidor acusado de integrar suposto "gabinete do ódio" é exonerado do  Governo de Pernambuco | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde  1825

O advogado de Amisadai Andrade, Luiz Rocha, protocolou, nesta terça-feira (1º), uma notícia-crime na Polícia Federal (PF) e pediu a realização de perícia nas gravações que embasaram a denúncia sobre uma suposta rede de ataques contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB).

A defesa sustenta que Amisadai pode ter sido alvo de uma “armação” e entregou à corporação números de telefone, locais, datas e outras informações que, segundo Rocha, podem ajudar a esclarecer a origem do material. Luiz Rocha é candidato a deputado federal pelo Novo, partido que apoia a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

Durante coletiva em frente ao edifício anexo da PF, no Bairro do Recife, o advogado afirmou que “tudo leva a crer” que Amisadai tenha sido provocado ao longo de meses por uma pessoa interessada em produzir as gravações posteriormente divulgadas.

O caso veio à tona após reportagem exibida pela TV Record, no último dia 25, que apontou Amisadai como responsável por uma rede de páginas e perfis utilizada para publicar conteúdos contra João Campos. Em um dos vídeos divulgados na reportagem, ele aparece afirmando ter mantido contato com integrantes do Governo do Estado e dizendo que o grupo do qual fazia parte teria sido visto como um “canal para tentar desidratar” o então adversário da governadora.

As revelações passaram a embasar acusações feitas por João Campos e pela Frente Popular de Pernambuco, coligação que sustenta a candidatura do socialista, sobre a existência de um suposto “gabinete do ódio” ligado ao Governo de Pernambuco. A Frente Popular também levou o episódio a órgãos de investigação e à Justiça Eleitoral.

Raquel Lyra tem negado as acusações e rechaçado a existência de uma estrutura destinada a promover ataques contra adversários políticos.