
Escolas, municípios e Gerências Regionais de Educação (GREs) que se destacaram nos indicadores de aprendizagem de Pernambuco em 2025 foram reconhecidos nesta quinta-feira (20), durante a cerimônia do Prêmio Idepe, realizada no Centro de Convenções, em Olinda. Ao todo, 138 premiações foram entregues a instituições que apresentaram resultados de destaque na avaliação da educação pública no estado.
Idepe avaliou mais de 343 mil estudantes
O Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe) acompanha a qualidade do ensino nas redes públicas estadual e municipal a partir do desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática e dos indicadores de fluxo escolar.
Em 2025, foram avaliados 343.354 estudantes matriculados no 5º e 9º anos do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio. No 2º ano do ensino fundamental, não há cálculo do Idepe. Pernambuco registrou índice de 5,98 no 5º ano, 4,74 no 9º ano e 4,47 no ensino médio. A avaliação utiliza informações do sistema próprio de avaliação da rede e dados do Censo Escolar para medir a proficiência dos estudantes e o fluxo escolar.
Destaques escolares
Entre as unidades reconhecidas está o Colégio de Aplicação do Recife (Fecap/UPE), que alcançou 8,0 no 9º ano do ensino fundamental e 7,37 no 3º ano do ensino médio. Para a gestora Alessandra Xavier, o resultado é consequência do trabalho conjunto da comunidade escolar.
“Esse resultado é fruto de um trabalho feito a muitas mãos. Ele não acontece por acaso, mas é construído de forma colaborativa, com o empenho de toda a equipe escolar. Agora, a nossa responsabilidade aumenta ainda mais, porque queremos superar os nossos próprios resultados”, destacou.
Outro destaque foi a Escola Estadual Indígena Militão Primo dos Santos, em Cabrobó. A unidade apresentou crescimento de 58% no desempenho em relação ao ano anterior. Segundo a gestora Maria Zenaide, o trabalho partiu da identificação das dificuldades dos estudantes para definir estratégias de ensino.
“O que fizemos foi trabalhar, principalmente, as dificuldades dos estudantes. Quando identificamos onde está o problema, vamos diretamente à raiz para entender de fato quais são as necessidades dos nossos alunos e, assim, alcançar os objetivos”, explicou.