Cármen Lúcia antecipa saída da presidência do TSE

Quem indicou a ministra Cármen Lúcia ao STF?

A ministra Cármen Lúcia decidiu antecipar para este mês o início da transição da sua presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a próxima, de Kassio Nunes Marques. O anúncio foi feito hoje no fim da sessão da corte eleitoral.

O mandato de Cármen na presidência do tribunal terminaria em 3 de junho. Mas, no anúncio, ela disse que marcou para 14 de abril as eleições simbólicas para presidente e vice. A transição começará depois disso, segundo ela, e a posse de Nunes Marques e do vice, André Mendonça, deve ocorrer em maio.

A antecipação foi para o novo presidente estar há mais tempo no cargo quando ocorrerem as eleições. Pela data original, o novo presidente estaria no cargo há pouco mais de cem dias no momento do primeiro turno, em 4 de outubro. Segundo Cármen, quando a troca acontece perto do período eleitoral, ela “compromete a tranquilidade administrativa”. A eleição deve ser preparada “como determinada legalmente, sem atropelos, afobação, para que o processo tenha curso regular, transparente e seguro”, falou.

A ministra também apontou que é preciso dar tempo para que colegas montem suas equipes de confiança. “O coleguismo e o respeito aos colegas, o respeito, principalmente, ao interesse público, devem se sobrepor para que estes que vão assumir as funções diretivas sejam levados em conta e para impedir dificuldades a quem tenha que conduzir o pleito eleitoral”, afirmou.

Cármen Lúcia assumiu o cargo no TSE em 3 de junho de 2024. Foi responsável pelos trabalhos durante as eleições daquele ano. O mandato no Tribunal Eleitoral é de dois anos.

Cármen Lúcia poderia ficar até agosto na corte eleitoral. Mas, tradicionalmente, ministros deixam a corte quando saem da presidência. Em sua fala, ela indicou que deixará o TSE, mas sua saída ainda não foi formalizada. “Com essa decisão, eu posso voltar integralmente às minhas funções no Supremo Tribunal Federal, com a certeza de que os ministros garantirão de forma republicana e democrática as eleições de 2026”, disse.