
O PSDB, presidido no estado pelo presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto, vai reunir sua comissão executiva estadual e bancada na Alepe para definir esta segunda-feira às 11 horas se vai integrar a base da governadora Raquel Lyra ou se incorporar em definitivo ao grupo oposicionista, que apoia a candidatura do prefeito João Campos. A maioria dos integrantes da executiva é oposicionista pois foi designada pelo atual presidente mas a bancada estadual está dividida ao meio: os deputados Débora Almeida e Izaías Regis, defendem o apoio à governadora enquanto Álvaro e Diogo Moraes, filiado recentemente após deixar o PSB, são oposicionistas.
Na última reunião realizada no dia 18 de agosto na qual Diogo foi recebido como novo membro do partido, a deputada Débora Almeida foi destituída da liderança e ele assumiu o posto após a própria executiva decidir que, havendo empate na bancada sobre a liderança, caberia ao órgão estadual resolver a questão. Como Débora continuou tendo o apoio de Izaías e Diogo foi apoiado por Álvaro Porto, o ex-socialista acabou vencedor, incorporando a legenda à oposição e assumindo, em seguida, a presidência da CPI da Publicidade, criada pela oposição para investigar possíveis irregularidades na licitação para escolha das agências encarregadas de fazer a divulgação das ações governamentais.
Débora Almeida ajuizou a questão e voltou à liderança por decisão do Tribunal de Justiça. A filiação de Diogo e sua escolha como líder foram argumentos da parlamentar para justificar a ação judicial sob alegação de que ambas feriram o estatuto do PSDB. Como nada mudou de lá para cá é impossível saber o que haverá na reunião desta segunda, mas a disposição do presidente estadual é fazer Diogo voltar a ser líder. Para isso, ele proporia, antes da escolha do líder, a decisão do partido em apoio à candidatura a governador do prefeito do Recife. O entendimento é o de que, diante deste xeque-mate, Débora e Izaías se sentiriam constrangidos a liderar um partido contrário ao entendimento dos dois. Haja o que houver e, sabendo da disposição de Débora de não dar o braço a torcer, é provável que o assunto continue judicializado.
Do Jornal do Commercio