
Depois de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reunir neste domingo (25) milhares de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, o ministro-chefe da Casa Civil do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rui Costa, minimizou o tamanho do evento. “Diante do que eles tinham divulgado, diante da força que eles tiveram no passado, não é nenhuma surpresa. Foi muito aquém do que os próprios organizadores estavam divulgando, surpresa nenhuma”, disse o ministro nesta segunda-feira (26).
Para o ministro, a única “surpresa” foi a fala do ex-presidente, que em discurso fez menção a minuta golpista — que previa a implantação de um estado de defesa no país —, minimizando a importância do documento e dizendo que o instrumento que estava previsto nela teria previsão constitucional.
“Apenas uma surpresa, no que se refere ao conteúdo, com a confissão dos crimes praticados. Acho que o Brasil inteiro ficou surpreso, talvez seja a primeira vez na história que uma pessoa que cometeu atos criminosos chama um evento de praça pública, e lá, na praça pública, na frente da multidão, confessa o crime e vai além, pede perdão, pede anistia. É algo inusitado, para ficar registrado na história”, ironizou Costa.