
Após a sessão, a bancada de oposição da Alepe lançou nota reforçado as críticas a votação de três prestações de contas na sessão remota. “Contas essas que já eram bastante atrasadas, referentes a 2014, 2015 e 2016, e demonstram que não há necessidade disso em tempo de pandemia e votação remota. Isso dificulta o tão importante papel fiscalizatório do parlamento, outorgado pelo povo pernambucano aos nos eleger”, diz trecho da nota.
Os deputados questionaram a falta de diálogo antes da apreciação das matérias. “Mesmo que houvesse tal necessidade de prazo, é praxe nas casas legislativas, quando se vão pautar temas polêmicos, que o responsável pela ordem do dia, o presidente, procure por meio do colégio de líderes partidários informar e acordar o encaminhamento de projetos relevantes, a exemplo deste, deferindo tratorar tal votação. E não de forma ditatorial e obscura executar a avaliação das matérias”, diz outro trecho da nota.
Os oposicionistas criticam o fato do presidente não ter atendido o pedido de retirada de pauta. “Vai aqui um esclarecimento à sociedade, os votos contrários e as abstenções não têm nenhuma causa ao mérito da matéria, até porque não nos foi dado tempo para isso (análise das contas). Tais votos foram dados num posicionamento político em respeito e defesa à transparência e à ação fiscalizatória tão importante do Poder Legislativo”, completa nota.