
Um sargento da Polícia Militar do Rio Grande do Norte foi punido com 30 dias de prisão disciplinar após uma investigação revelar que ele mantinha um esquema de licenças médicas e declarações falsas para atuar na Polícia Penal da Paraíba e na Polícia Militar de Alagoas.
De acordo com o jornal Gazeta de Alagoas, o ponto de partida da investigação foi o vínculo do policial com a polícia alagoana, onde ele atuou de julho de 2018 a setembro de 2025. Durante este período, ele se utilizava de licenças médicas para conseguir atuar no Rio Grande do Norte, corporação de origem dele.
Ainda de acordo com a investigação, ao mesmo tempo, o militar cumpria escalas na Polícia Penal da Paraíba – para conseguir atuar no estado, ele também pedia afastamento por motivos de saúde.
O policial também foi acusado de tentar ocultar o acúmulo de cargos, assinando duas declarações formais de que não exercia outras funções públicas – uma em Alagoas, em 2018, e outra no Rio Grande do Norte, em 2024.
Apesar da comprovação da conduta, a PM do Rio Grande do Norte decidiu por manter o militar em seus quadros, aplicando apenas a prisão de 30 dias em caráter disciplinar. No entanto, a corporação vai abrir sindicância para apurar outras irregularidades, como o exercício de atividades incompatíveis com o estado de saúde declarado e os impactos administrativos da prestação de informações falsas.