
O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou nesta semana ineficiência no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades. Entre janeiro de 2020 e julho de 2024, foram contabilizados 111 voos com apenas um passageiro e 1.585 operações (o equivalente a 21% do total) com até cinco ocupantes.
O relatório aponta que o uso de aviões oficiais é seis vezes e meia mais caro do que o de voos comerciais. No mesmo período, os gastos estimados com esse tipo de transporte somaram cerca de R$ 285,2 milhões, caracterizados por ocupação mínima e alto custo aos cofres públicos.
O TCU calculou que o governo poderia ter poupado R$ 36,1 milhões se autoridades fossem acomodadas em voos comerciais ao invés de usar jatos da FAB. O Tribunal ainda afirma que não há uma razão clara para uso de aviões da FAB ao invés da compra de passagens nas cias aéreas.