‘Primeiro ato será anistia ampla, geral e irrestrita’, diz Caiado ao ser oficializado pré-candidato à Presidência pelo PSD

Ronaldo Caiado anunciará candidatura ao Planalto nesta segunda-feira | G1

Ronaldo Caiado foi oficializado pré-candidato à presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD) nesta segunda-feira, 30. Em coletiva de imprensa na sede do partido, em São Paulo, ele repetiu diversas vezes que espera acabar com a polarização política, se coloca como um candidato ‘não radical’, e ressalta que seu primeiro ato, se eleito, será assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro –incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Para Caiado, assim como “devolveu Goiás aos goianos”, onde foi reeleito governador de Estado, ele também pretende devolver “o Brasil aos brasileiros”. Ainda não há indicações sobre quem pode ser o seu vice na chapa, e ele diz que rodará o Brasil junto com Kassab, o presidente do partido, para encontrar a pessoa ideal.

Enquanto foge da polarização, Caiado também diz que derrotar o Partido dos Trabalhadores (PT) do presidente Lula será fácil, e que essa será uma eleição crucial para fazer com que “o PT não volte mais”.  Quando questionado sobre o bolsonarismo, Caiado também se posiciona sem dimensionar a força do movimento político como algo já dado.

Caiado vê Flávio Bolsonaro, sucessor do ex-presidente e preferido da direita conforme indicam as pesquisas eleitorais até o momento, como alguém inexperiente e que arranja brigas ao invés de buscar diálogo. Para ele, tanto a família Bolsonaro quando a esquerda de Lula já tiveram suas chances e cometeram erros — erros, esse, que não quis pontuar nominalmente durante a coletiva.