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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 23. A decisão acontece um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação do mandato. Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela condenação do governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Castro já havia sinalizado que deixaria a função para disputar o Senado. O seu vice, Thiago Pampolha (MDB), já renunciou ao cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Com isso, o Rio de Janeiro ficará sem os chefes do Executivo eleitos, e quem assume interinamente é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Couto, até que a Assembleia Legislativa (Alerj) realize uma eleição indireta para definir quem vai governar o Estado até janeiro.
Nas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que é candidato ao governo do Estado, criticou o evento de renúncia de Castro alegando que ele está “fugindo da justiça”. Em publicação no X (antigo Twitter) neste domingo, 22, Paes compartilhou o convite para o ato de despedida e afirmou que o governador está “desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu”.
O processo que pode resultar na cassação do mandato de Castro reúne dois recursos do Ministério Público Eleitoral (MPE) que apontam suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.