Pedido de impeachment contra João Campos é rejeitado na Câmara do Recife

Imagem da Câmara do Recife, durante sessão

A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta terça-feira (3), a abertura de processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). O pedido, protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo) no início de janeiro, não obteve os votos necessários para admissibilidade e foi arquivado.

Para que o processo fosse instaurado, era necessária a aprovação da maioria simples dos 37 vereadores da Casa de José Mariano. O requerimento foi rejeitado por 25 votos contrários, nove favoráveis e uma abstenção. A vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) se absteve, enquanto Agora é Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV) não votaram.

A votação ocorreu durante a primeira reunião ordinária do ano legislativo e foi marcada por tensão dentro e fora do plenário.

A reunião ordinária foi marcada por clima de tensão desde as primeiras horas da manhã, com galerias lotadas por militantes do prefeito. Parlamentares da oposição afirmaram que a base governista ocupou o espaço logo cedo, o que teria dificultado o acesso de grupos contrários ao prefeito, apoiadores do pedido de impeachment.

Grupos ligados ao MBL e a setores bolsonaristas protestaram contra a condução da segurança, alegando que foram impedidos de entrar no plenário, enquanto apenas apoiadores do prefeito permaneceram no interior da Casa.

Apesar do ambiente conturbado, com interrupções, gritos e troca de acusações entre militantes e vereadores da base governista e da oposição, a sessão foi mantida. A presidência da Câmara precisou intervir em diversos momentos para garantir a continuidade dos trabalhos e o cumprimento do rito regimental, que culminou na votação e rejeição da admissibilidade do processo.