Ministério Público de Pernambuco diz que não foi intimado sobre trancamento de Investigação de irregularidades em contratos da Prefeitura do Recife

MPPE não quis informar os endereços onde os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, nem os nomes dos investigados

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou, neste domingo (1º), que ainda não foi intimado sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de trancamento da investigação que apurava irregularidades em contratos milionários firmados pela Prefeitura do Recife, com indícios de fraude, conluio e lavagem de dinheiro.

A apuração, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), teve início em outubro de 2024, com o objetivo de analisar duas atas de registros de preços com valores que somariam mais de R$ 118 milhões. Os promotores suspeitam que houve desvio de parte dos recursos públicos.

Em nota oficial, o MPPE declarou que até o momento não obteve acesso ao procedimento que tramita no STF, nem recebeu cópia da decisão.

“Ademais, por força de decisão judicial nos autos do processo nº 0048809-13.2025.8.17.2001, que tramita na Vara dos Crimes Contra a Administração Pública da Capital, o Procedimento de Investigação Criminal em referência dirigido pelo MPPE/GAECO e medidas cautelares decorrentes, encontram-se sob segredo de justiça, o que impede o órgão de comentar qualquer decisão mencionada pela imprensa”, disse a nota.

“O MPPE aguarda o acesso aos autos processuais para ser cientificado e entender o contexto, fundamentos e disposições da mencionada decisão, sempre pautando sua conduta pela observância da legalidade estrita”, completou.