
Após quatro anos, a Polícia Civil ainda não esclareceu o assassinato do então presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros de Pernambuco (ACS-PE), Albérisson Carlos da Silva, de 50 anos. A família cobra informações sobre a investigação e punição dos responsáveis pelo crime.
Albérisson Carlos foi executado a tiros em 16 de fevereiro de 2022. Minutos antes, ele e a esposa haviam deixado a sede da associação, no bairro da Madalena, no Recife, e seguiam a pé até uma rua próxima, onde o carro do casal estava estacionado. Não houve tempo sequer de entrar no veículo. Criminosos, em um carro branco e em uma moto, se aproximaram e efetuaram os tiros.
Albérisson foi atingido na cabeça, costas e abdômen. Nenhum tiro foi disparado contra a esposa. Projéteis foram recolhidos rapidamente pelos assassinos antes da fuga.
Aos familiares de Albérisson, restaram a saudade e o forte sentimento de impunidade por um crime que ainda não foi solucionado. “Parece que caiu no esquecimento”, definiu a filha do militar, Francielle Seabra.
Segundo ela, desde que o crime foi cometido, a família precisou mudar a rotina por questões de segurança. O irmão, por exemplo, foi morar no exterior.
A ausência do pai, que a visitava com frequência, também é sentida no dia a dia. “Ele sempre vinha me dar algum suporte, me visitar. Meu pai era um homem íntegro, trabalhador e muito respeitado. Sempre lutou não só pela nossa família, mas também por muitas outras pessoas, com um senso de justiça muito forte”, disse.
Albérisson ingressou na Polícia Militar de Pernambuco em 1993. Ele assumiu a presidência da Associação de Cabos e Soldados em 2014, cargo que ocupou até ser morto.