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O Brasil perde diariamente o equivalente a mais de 6 mil piscinas olímpicas de água tratada antes mesmo que o recurso chegue às torneiras dos consumidores. O dado, referente ao ano de 2023, consta em estudo do Instituto Trata Brasil baseado no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Ao todo, o volume de água não faturada, que engloba tanto perdas físicas quanto perdas comerciais, somou aproximadamente 5,8 bilhões de m³ no período. Atualmente, o índice de perdas na distribuição em território nacional é de 40,31%.
Caso esse desperdício fosse reduzido para o patamar de 25%, conforme estabelecido pelas metas federais, o volume economizado (1,9 bilhão de m³) seria suficiente para abastecer cerca de 31 milhões de brasileiros por um ano. Esse contingente representa 92% da população que ainda não possui acesso regular ao abastecimento de água no país.