
Em meio a um ambiente de forte tensão entre Executivo e Legislativo, marcado por embates em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA), judicialização de decisões internas da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e pedido de impeachment, a governadora Raquel Lyra (PSD) discursou na abertura do ano legislativo, nesta segunda-feira (2), defendendo união, diálogo institucional e foco na entrega de resultados à população.
Sem citar diretamente os conflitos recentes com a Alepe, Raquel adotou um tom conciliador, mas firme, ao afirmar que o Estado não pode voltar a ser refém de disputas políticas que atrasem o desenvolvimento, sobretudo em um ano de calendário eleitoral.
“O futuro não se constrói com gritos. O futuro se constrói com trabalho, com união e com coragem”, afirmou.
Logo no início da fala, a governadora destacou o sentimento de responsabilidade com o mandato e ressaltou o papel do Parlamento no funcionamento da democracia. Segundo ela, o diálogo entre os Poderes vai além de uma obrigação constitucional e é essencial para um governo sério.
“Chego a esta Casa mais uma vez com respeito ao Parlamento, à democracia e ao papel fundamental que cada deputado e cada deputada exerce na justiça do nosso Estado”, disse.
Em um discurso claramente alinhado ao atual clima político de Pernambuco e do país, Raquel Lyra criticou o ambiente de polarização e as disputas que, segundo ela, se alimentam mais do conflito do que da busca por soluções concretas.
“O que o nosso povo espera de nós, Executivo e Legislativo, não é barulho, não é distração, não é política pequena. O que o povo espera é trabalho, união de propósito e coragem para construir o futuro”, declarou.
A governadora afirmou que Pernambuco já perdeu tempo demais com embates políticos no passado e reforçou que o que a população espera dos agentes públicos não é barulho, mas trabalho.
Ao defender a convivência democrática, Raquel reconheceu a legitimidade das divergências, mas destacou que elas não podem se sobrepor ao interesse público.