
Cláudia Alves, de 47 anos, morreu após ser baleada pelo ex-marido na cidade de Garanhuns.
A vítima estava internada desde o dia 5 de janeiro no Hospital Dom Moura, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado no último domingo (25).
Segundo familiares, Cláudia havia se separado do agressor há mais de três anos e possuía uma medida protetiva em vigor.
Mesmo assim, continuava sendo perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento.
Em entrevista, a irmã da vítima, Josiane Alves, relatou que o crime aconteceu após um encontro casual em um bar do bairro onde Cláudia estava.
O ex-marido iniciou uma discussão, deixou o local, foi até casa buscar uma arma e retornou ao bar, efetuando vários disparos contra a vítima. Um dos tiros atingiu o pulmão de Cláudia, que foi socorrida e encaminhada ao hospital.
De acordo com os relatos da família, o agressor já apresentava histórico de violência e costumava ameaçar Cláudia sempre que a encontrava. Mesmo após episódios anteriores de agressão e abordagens policiais, ele não permanecia preso por muito tempo.
Ainda segundo a irmã, apesar do medo, Cláudia afirmava que seguiria com sua vida normalmente, mesmo diante das constantes ameaças.
O caso reacende o alerta para a violência doméstica e para a fragilidade no cumprimento das medidas de proteção destinadas às mulheres em situação de risco.
O crime é investigado pela Polícia Civil, que busca localizar o autor e esclarecer as circunstâncias do feminicídio.