TSE não consegue diálogo com Telegram, e Barroso fala em barrar app nas eleições

Barroso enviou ofício ao Telegram, por e-mail, solicitando audiência com o fundador da empresa, mas foi ignorado - Reprodução

A possibilidade de o Telegram ser vetado nas campanhas eleitorais este ano por não ter uma representação no Brasil para receber e cumprir ordens judiciais entrou na agenda do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Como mostrou o Estadão, um grupo do MPF (Ministério Público Federal) mais ligado ao combate ao cibercrime vinha defendendo essa interpretação internamente e orientando os demais procuradores a respeito.

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, vai levar o tema para debate junto aos demais ministros na volta do recesso. Em nota divulgada pela Corte Eleitoral, ele afirma que “nenhum ator relevante no processo eleitoral de 2022 pode operar no Brasil sem representação jurídica adequada, responsável pelo cumprimento da legislação nacional e das decisões judiciais”.