Reforma Trabalhista completou 3 anos, sem surtir impactos esperados. Presidenciáveis colocam assunto na pauta

Primeiro emprego: seus direitos e como tirar a carteira de trabalho - Época  Negócios | Carreira

A Reforma Trabalhista completou 3 anos bem longe de alcançar a geração de empregos prevista pelo governo Michel Temer na época, em 2017. Pelas contas do então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, as mudanças na legislação seriam capazes de promover a abertura de 6 milhões de empregos com carteira assinada, em uma década. Não é isso o que tem acontecido. O empego informal escalou no Brasil, o desemprego e o desalento aumentaram e avançou o número de pessoas com carga horária menor e ganhando menos. Dependendo do ponto de vista do setor que avalia a reforma, a percepção sobre os impactos é diferente, mas um ponto em comum é a necessidade de aperfeiçoar a legislação. O assunto foi motivo de discussão e troca de farpas pelos candidatos à presidência nas Eleições 2022. Lula (PT) sinalizou com a possibilidade de revogar à lei, enquanto Bolsonaro se defendeu dizendo que a legislação não retirou nenhum direito dos trabalhadores.

Um olhar sobre os dados mostra que o desemprego se mantém alto, com taxa em dois dígitos desde 2016. Se, em 2015, a taxa estava em 9%, em 2020 pipocou para 14,2%, com mais de 14 milhões de pessoas sem emprego, segundo o IBGE. A geração de vagas formais nos últimos anos também foi um fiasco. Nos anos de crise econômica e recessão (2015 e 2016), o fechamento ultrapassou a casa de 1 milhão por ano. Em 2018 e 2019 houve uma trégua no saldo negativo de admissões e demissões, mas como efeito de uma base muito negativa nos anos anteriores. Para alcançar a meta prevista por Meirelles para os próximos dez anos, seria necessário criar uma média de 600 mil vagas por ano.