Decreto do governo federal corta 13,7 mil cargos em universidades públicas; medida afeta Universidade em Garanhuns

Instituição tem cerca de 2 mil alunos. Foto: UFRPE/Divulgação.

O decreto 9.725/2019, publicado na última terça-feira (12), para extinguir cargos, funções e gratificações na administração pública atingiu principalmente as universidades federais. Foram 13,7 mil cargos extintos. No estado, a medida afetou principalmente a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), de Garanhuns, criada no ano passado.

Em análise do conteúdo do decreto, o Sindicado Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) chegou a sentenciar a extinção da nova universidade. No entanto, o diretor Acadêmico da instituição, que atualmente funciona como unidade acadêmica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Airon Melo, o corte promovido pelo decreto foi de 20% das funções gratificadas solicitadas para a criação da universidade. Com isso, será necessária uma readequação dos cargos, mas não o fim da universidade. “O decreto nos pegou de surpresa. Na verdade, nem o MEC (Ministério da Educação) estava sabendo”, disse Airon.