Morte de Liliane não é caso isolado: lipoaspiração está matando mulheres

A influenciadora Liliane Amorim. - Reprodução/InstagramFaziam poucas horas que eu tinha terminado uma sequência de stories sobre a obsessão pela perfeição dos corpos femininos. Foi quando recebi um post de perfil de fofocas nas minhas DMs anunciando a trágica morte da influenciadora Liliane Amorim em decorrência de complicações de uma lipoaspiração.

Como a Liliane, que era magra, tinha barriga reta, cintura fina, e mesmo assim, foi levada a acreditar que não era suficiente e precisava tirar mais gordura, precisava ficar mais definida? Talvez assim ela esperasse que seu número de seguidores disparasse com mais mulheres se inspirando nela como referência de corpo perfeito. Talvez ela assim esperasse se sentir mais confortável no seu próprio corpo.

A obsessão pelo corpo não mata só as mulheres que se submetem a procedimentos cirúrgicos. 77% das jovens tem propensão a distúrbios alimentares. A cada dois dias uma mulher é internada no SUS em consequência da bulimia e anorexia só no estado de SP. A anorexia é o transtorno alimentar que mais mata do mundo e apresenta alto risco de suicídio, sendo este a segunda principal causa de morte de jovens mulheres no Brasil.

Pacientes com anorexia têm taxa de sobrevida inferior às de câncer de mama já que a taxa de mortalidade entre pacientes diagnosticadas é de 20%. É muito grave!

Se antes anorexia era coisa de adolescentes, de grandes centros urbanos, jovens modelos ou bailarinas, agora, com a popularização das redes sociais o “público-alvo” também se diversificou. Agora cada vez mais mulheres acima dos 40 anos e abaixo dos 8 anos de idade sofrem com transtornos alimentares.

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